Dom Dulcênio Preside Missa e Crisma na Paróquia de Nossa Senhora do Livramento, em Umbuzeiro
Na
noite desta sexta-feira, 28 de novembro, o Bispo Diocesano de Campina Grande,
Dom Dulcênio Fontes de Matos, esteve na cidade de Umbuzeiro para presidir a
Missa com administração do Sacramento da Crisma na Paróquia de Nossa Senhora do
Livramento. A celebração reuniu grande número de fiéis e marcou um momento
especial para a comunidade paroquial.
Acompanhado
pelos seminaristas, o bispo foi acolhido de forma fraterna pelos crismandos,
seus pais e padrinhos, pelos demais fiéis e pelo Padre Valdinar, Administrador Paroquial.
Ao
todo, 196 jovens receberam o sacramento, fortalecendo o compromisso com a fé e
com a vida cristã.
Em
sua pregação, Dom Dulcênio iniciou recordando a força da afirmação de Jesus: “O Céu e a terra passarão, mas minhas palavras não passarão”.
Ele destacou que a Palavra de Cristo é eterna, atual e dirigida a cada pessoa.
Mesmo que tudo mude, ela permanece como fundamento seguro e caminho para a vida
verdadeira.
“As
palavras de Jesus são palavras eternas, pois deram-nos a conhecer a intimidade
do Pai e o caminho que deveríamos seguir para chegar a Ele. Permanecerão porque
foram pronunciadas por Deus para cada homem, para cada mulher que vem a este
mundo. Deus, tendo falado outrora muitas vezes e de muitos modos aos nossos
pais pelos profetas, ultimamente, nestes dias, falou-nos por meio de seu Filho.
“Estes dias” são também os nossos. Jesus Cristo continua a falar, e as suas
palavras, por serem divinas, são sempre atuais”, destacou.
Ao comentar a visão de Daniel, o bispo explicou que o gênero
apocalíptico não quer provocar medo, mas renovar a esperança. As imagens dos
monstros representam o mal e os desafios da história, mas o “Filho do Homem”
sempre vence, mostrando que Deus conduz os acontecimentos e que o bem
prevalece.
“A
primeira leitura, da Profecia de Daniel, estamos diante de uma das visões
apocalípticas de Daniel. Ele relata uma visão noturna, isto é, um sonho, no
qual aparecem quatro monstros terríveis, que emergem do mar, símbolo do mal e
dos desafios. Esses monstros confrontam com alguém como filho do homem, que vem
do alto, das nuvens. É um texto similar ao do Apocalipse, com as mesmas figuras
de linguagem e o mesmo objetivo: despertar a esperança”, explicou.
Por isso, esses textos anunciam não o terror do fim, mas a chegada
de um tempo novo, marcado pela justiça e pela paz. A fé cristã se apoia nessa
certeza: Deus intervém, sustenta e renova, e sua Palavra oferece esperança
concreta para enfrentar o mundo.
“muitos
leem erroneamente os textos de gênero apocalíptico e acreditam que eles são
para nos colocar medo porque falam do fim do mundo. Porém, é o contrário. São textos
que mostram que o bem vence o mal, que as forças da morte não vencerão as
forças da vida e que um tempo novo, no qual reinará a justiça e a paz, irá
chegar como diz a letra desta música: “irá chegar um novo dia, um novo céu, uma
nova terra, um novo mar e, nesse dia, os oprimidos; numa só voz, a liberdade
irão cantar’”.
No
final, Dom Dulcênio comparou a instabilidade das ideias humanas com a firmeza
da Palavra divina. Teorias passam, ideologias mudam, mas o Evangelho permanece
verdadeiro e atual.
“A
Palavra de Cristo é diferente, por ser palavra de Deus. É uma palavra que não
haverá de passar, porque leva em si a verdade, toda a verdade e só a verdade, e
a verdade não passa nunca; daí que o cristão que se fundamenta na palavra de
Jesus permanece sempre na verdade e permanece nela com a tranquilidade e firme
confiança de estar na verdade”, findou.
Por: Ascom
Fotos: Pascom Local



























