Dom Dulcênio Preside Missa e Crisma na Paróquia de Nossa Senhora do Livramento, em Umbuzeiro

Postado em 28/11/25 às 23:027 minutos de leitura81 views

Na noite desta sexta-feira, 28 de novembro, o Bispo Diocesano de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos, esteve na cidade de Umbuzeiro para presidir a Missa com administração do Sacramento da Crisma na Paróquia de Nossa Senhora do Livramento. A celebração reuniu grande número de fiéis e marcou um momento especial para a comunidade paroquial.

Acompanhado pelos seminaristas, o bispo foi acolhido de forma fraterna pelos crismandos, seus pais e padrinhos, pelos demais fiéis e pelo Padre Valdinar, Administrador Paroquial.

Ao todo, 196 jovens receberam o sacramento, fortalecendo o compromisso com a fé e com a vida cristã.

Em sua pregação, Dom Dulcênio iniciou recordando a força da afirmação de Jesus: “O Céu e a terra passarão, mas minhas palavras não passarão”. Ele destacou que a Palavra de Cristo é eterna, atual e dirigida a cada pessoa. Mesmo que tudo mude, ela permanece como fundamento seguro e caminho para a vida verdadeira.

“As palavras de Jesus são palavras eternas, pois deram-nos a conhecer a intimidade do Pai e o caminho que deveríamos seguir para chegar a Ele. Permanecerão porque foram pronunciadas por Deus para cada homem, para cada mulher que vem a este mundo. Deus, tendo falado outrora muitas vezes e de muitos modos aos nossos pais pelos profetas, ultimamente, nestes dias, falou-nos por meio de seu Filho. “Estes dias” são também os nossos. Jesus Cristo continua a falar, e as suas palavras, por serem divinas, são sempre atuais”, destacou.

Ao comentar a visão de Daniel, o bispo explicou que o gênero apocalíptico não quer provocar medo, mas renovar a esperança. As imagens dos monstros representam o mal e os desafios da história, mas o “Filho do Homem” sempre vence, mostrando que Deus conduz os acontecimentos e que o bem prevalece.

“A primeira leitura, da Profecia de Daniel, estamos diante de uma das visões apocalípticas de Daniel. Ele relata uma visão noturna, isto é, um sonho, no qual aparecem quatro monstros terríveis, que emergem do mar, símbolo do mal e dos desafios. Esses monstros confrontam com alguém como filho do homem, que vem do alto, das nuvens. É um texto similar ao do Apocalipse, com as mesmas figuras de linguagem e o mesmo objetivo: despertar a esperança”, explicou.

Por isso, esses textos anunciam não o terror do fim, mas a chegada de um tempo novo, marcado pela justiça e pela paz. A fé cristã se apoia nessa certeza: Deus intervém, sustenta e renova, e sua Palavra oferece esperança concreta para enfrentar o mundo.

“muitos leem erroneamente os textos de gênero apocalíptico e acreditam que eles são para nos colocar medo porque falam do fim do mundo. Porém, é o contrário. São textos que mostram que o bem vence o mal, que as forças da morte não vencerão as forças da vida e que um tempo novo, no qual reinará a justiça e a paz, irá chegar como diz a letra desta música: “irá chegar um novo dia, um novo céu, uma nova terra, um novo mar e, nesse dia, os oprimidos; numa só voz, a liberdade irão cantar’”.

No final, Dom Dulcênio comparou a instabilidade das ideias humanas com a firmeza da Palavra divina. Teorias passam, ideologias mudam, mas o Evangelho permanece verdadeiro e atual.

“A Palavra de Cristo é diferente, por ser palavra de Deus. É uma palavra que não haverá de passar, porque leva em si a verdade, toda a verdade e só a verdade, e a verdade não passa nunca; daí que o cristão que se fundamenta na palavra de Jesus permanece sempre na verdade e permanece nela com a tranquilidade e firme confiança de estar na verdade”, findou.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Local



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