Comunidade de Ouro Velho Celebra a Sexta Noite do Novenário de Nossa Senhora das Graças
A
cidade de Ouro Velho viveu, na noite desta quarta-feira, 26 de novembro, mais
um momento de intensa fé e devoção durante o novenário em honra à sua
padroeira, Nossa Senhora das Graças. A celebração marcou a sexta noite da festa
e reuniu um expressivo número de fiéis em frente à igreja da comunidade, que
pertence à Paróquia de Nossa Senhora do Rosário, com sede no município de
Prata.
A
Santa Missa foi presidida por Dom Dulcênio Fontes de Matos, Bispo Diocesano,
cuja presença foi acolhida com alegria pelo Pároco, Padre Gustavo, e pelo Vigário
Paroquial, Padre Fabiano. Juntamente com as autoridades locais e todo o povo de
Deus, eles celebraram com fervor mais uma etapa do novenário.
A
festa deste ano, que traz o tema “Salve, ó Maria, modelo de fé e esperança”,
segue até o dia 30 de novembro, com programação religiosa e cultural preparada
para fortalecer a espiritualidade da comunidade e celebrar a devoção à Virgem
das Graças.
Homilia
O
bispo refletiu sobre o episódio do profeta Daniel e o rei Baltasar; destacou
que o rei, ao agir com soberba e esbanjamento, recebeu de Deus o anúncio do fim
de seu reinado. A escrita na parede revelava que Baltasar não soube administrar
os bens que lhe foram confiados.
“Baltasar
não soube governar com retidão e esbanjou os bens de Deus e do povo. [...] As
palavras anunciam o fim do reinado, a dívida que ele tinha com Deus e a divisão
do seu reino, que seria entregue a outros povos. Ou seja, acabou a mordomia.
Era o seu fim. Tudo isso porque ele não soube administrar os bens de Deus e
agir de boa-fé”, refletiu.
A
partir dessa leitura, Dom Dulcênio ressaltou que também podemos agir como
Baltasar quando não valorizamos os dons recebidos. Por isso, o bispo convidou
os fiéis a reconhecerem os bens de Deus e a administrá-los com responsabilidade
e gratidão.
“A
mensagem que podemos tirar desse texto é que muitas vezes precisamos perder
tudo para perceber o quanto tínhamos. Baltazar não deu valor aos bens e aos
dons e terminou por esbanjá-los de modo desenfreado, como se Deus não
existisse. Isso pode acontecer conosco também quando não valorizamos o que de
Deus recebemos”, pregou.
Comentando
o Evangelho, o bispo lembrou que seguir Jesus nem sempre traz elogios, mas
exige firmeza diante das perseguições. Assim como os primeiros cristãos
enfrentaram acusações e divisões por causa da fé, o discípulo de hoje também
precisa cultivar perseverança.
“A
mensagem do Santo Evangelho é simples; quem pretende seguir Jesus Cristo e
viver com seriedade a fé, nem sempre vai ser elogiado, mas sim enfrentar
perseguição e sofrimento. A firmeza da fé, o testemunho de vida, podem atrair a
ira dos inimigos da fé. Entre os desentendimentos, o Evangelho aviva a chama da
perseverança. Perseverança e fé são os ingredientes principais em tempo de
perseguição”.
Por
fim, Dom Dulcênio destacou a figura de Nossa Senhora das Graças, a “cheia de
graça”. Maria, totalmente aberta à ação de Deus, mostra que a graça é presença
viva que transforma a vida. Como Mãe de Misericórdia, ela acolhe e intercede
pelos pecadores.
“Estamos
aqui louvando a Deus por Nossa Senhora, porque professamos que Maria é cheia de
graça. [...] Graça não constitui “um algo misterioso” do homem, mas é a
presença pessoal e viva do próprio Deus dentro da vida. Maria por ser a cheia
de graça, cuida de cada um de nós… ‘Vai, recorre a Maria, que é a esperança dos
pecadores’”, concluiu.
Por: Ascom
Fotos: Pascom Local





























