Comunidade de Ouro Velho Celebra a Sexta Noite do Novenário de Nossa Senhora das Graças

Atualizado em 26/11/25 às 22:438 minutos de leitura57 views

A cidade de Ouro Velho viveu, na noite desta quarta-feira, 26 de novembro, mais um momento de intensa fé e devoção durante o novenário em honra à sua padroeira, Nossa Senhora das Graças. A celebração marcou a sexta noite da festa e reuniu um expressivo número de fiéis em frente à igreja da comunidade, que pertence à Paróquia de Nossa Senhora do Rosário, com sede no município de Prata.

A Santa Missa foi presidida por Dom Dulcênio Fontes de Matos, Bispo Diocesano, cuja presença foi acolhida com alegria pelo Pároco, Padre Gustavo, e pelo Vigário Paroquial, Padre Fabiano. Juntamente com as autoridades locais e todo o povo de Deus, eles celebraram com fervor mais uma etapa do novenário.

A festa deste ano, que traz o tema “Salve, ó Maria, modelo de fé e esperança”, segue até o dia 30 de novembro, com programação religiosa e cultural preparada para fortalecer a espiritualidade da comunidade e celebrar a devoção à Virgem das Graças.

Homilia

O bispo refletiu sobre o episódio do profeta Daniel e o rei Baltasar; destacou que o rei, ao agir com soberba e esbanjamento, recebeu de Deus o anúncio do fim de seu reinado. A escrita na parede revelava que Baltasar não soube administrar os bens que lhe foram confiados.

“Baltasar não soube governar com retidão e esbanjou os bens de Deus e do povo. [...] As palavras anunciam o fim do reinado, a dívida que ele tinha com Deus e a divisão do seu reino, que seria entregue a outros povos. Ou seja, acabou a mordomia. Era o seu fim. Tudo isso porque ele não soube administrar os bens de Deus e agir de boa-fé”, refletiu.

A partir dessa leitura, Dom Dulcênio ressaltou que também podemos agir como Baltasar quando não valorizamos os dons recebidos. Por isso, o bispo convidou os fiéis a reconhecerem os bens de Deus e a administrá-los com responsabilidade e gratidão.

“A mensagem que podemos tirar desse texto é que muitas vezes precisamos perder tudo para perceber o quanto tínhamos. Baltazar não deu valor aos bens e aos dons e terminou por esbanjá-los de modo desenfreado, como se Deus não existisse. Isso pode acontecer conosco também quando não valorizamos o que de Deus recebemos”, pregou.

Comentando o Evangelho, o bispo lembrou que seguir Jesus nem sempre traz elogios, mas exige firmeza diante das perseguições. Assim como os primeiros cristãos enfrentaram acusações e divisões por causa da fé, o discípulo de hoje também precisa cultivar perseverança.

“A mensagem do Santo Evangelho é simples; quem pretende seguir Jesus Cristo e viver com seriedade a fé, nem sempre vai ser elogiado, mas sim enfrentar perseguição e sofrimento. A firmeza da fé, o testemunho de vida, podem atrair a ira dos inimigos da fé. Entre os desentendimentos, o Evangelho aviva a chama da perseverança. Perseverança e fé são os ingredientes principais em tempo de perseguição”.

Por fim, Dom Dulcênio destacou a figura de Nossa Senhora das Graças, a “cheia de graça”. Maria, totalmente aberta à ação de Deus, mostra que a graça é presença viva que transforma a vida. Como Mãe de Misericórdia, ela acolhe e intercede pelos pecadores.

“Estamos aqui louvando a Deus por Nossa Senhora, porque professamos que Maria é cheia de graça. [...] Graça não constitui “um algo misterioso” do homem, mas é a presença pessoal e viva do próprio Deus dentro da vida. Maria por ser a cheia de graça, cuida de cada um de nós… ‘Vai, recorre a Maria, que é a esperança dos pecadores’”, concluiu.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Local


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