Paróquia das Graças acolhe Dom Dulcênio dentro dos Festejos da Padroeira

Postado em 25/11/25 às 23:158 minutos de leitura91 views

A Paróquia de Nossa Senhora das Graças, localizada no bairro da Liberdade, em Campina Grande, acolheu na noite desta terça-feira o Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, durante a quinta noite do novenário em preparação para a festa da Padroeira, celebrada no próximo dia 30 de novembro. A Eucaristia reuniu fiéis da comunidade e marcou mais um momento dentro da programação religiosa que este ano traz como tema “Maria, Arca da Esperança”.

A celebração foi concelebrada pelo Pároco, Padre Fabiano Melo, que, junto aos paroquianos, recebeu o pastor diocesano com alegria. A participação de Dom Dulcênio reforçou o clima de fé e unidade que acompanha os festejos, que seguem até a data solene, reunindo devotos em oração, reflexão e preparação espiritual.

Em sua pregação, Dom Dulcênio recordou que a festa da padroeira ocorre na última semana do Ano Litúrgico, quando a Igreja convida à reflexão sobre o fim das coisas e sobre o próprio limite humano. Segundo o bispo, essa perspectiva não quer provocar medo, mas abrir o coração à humildade e à conversão.

“A liturgia, nos conduz a refletir sobre o fim: o fim de todas as coisas e o nosso próprio fim. Com esta concepção nos tornaremos pessoas melhores, pois tomaremos consciência da nossa limitação. Os textos que ouvimos, o objetivo não é colocar medo, mas despertar a nossa consciência para a conversão e a mudança de vida. Não é apenas o ano litúrgico que deve mudar, pois nós devemos mudar com ele. Essa mudança nós chamamos de conversão”, trouxe inicialmente.

Comentando a leitura de Daniel, Dom Dulcênio destacou que o profeta revela ao rei que nenhum poder humano é eterno. Assim, o anúncio da sucessão dos reinos mostra que todo governante é apenas criatura e que a consciência do limite torna as pessoas mais sensatas e justas.

“Daniel faz com que o rei percebesse que não é um deus, mas um ser humano que terá um fim como tudo que foi criado. A consciência do fim torna as pessoas mais humildes e as faz agir com mais complacência. Os governos autoritários são governos que não tem essa consciência e, por isso, oprimem os seus subalternos, como se fossem viver e governar para sempre. Ter noção do fim nos faz pessoas mais humanos e é esse o objetivo da liturgia de hoje, nesta última semana do ano litúrgico”, destacou.

No Evangelho, Jesus anuncia a destruição do Templo e alerta contra os falsos messias, ensinando que a verdadeira presença de Deus está n’Ele, o novo Templo. A partir disso, Dom Dulcênio introduziu o tema da festa: “Maria, Arca da Esperança”.

“Irmãos, refletindo sobre o tema da festa, “Maria, arca da Esperança”, refere-se ao conceito teológico de Maria como a Nova Arca da Aliança. Vamos entender: Assim como a arca original do Antigo Testamento abrigava as tábuas da lei e outros sinais sagrados, Maria é considerada a arca da Nova Aliança, porque gerou Jesus, o Verbo encarnado. A arca no Antigo Testamento, era símbolo da presença de Deus entre o povo. Maria, ao abrigar Jesus no seu ventre, tornou-se a morada viva e concreta de Deus, a “tenda de sua glória”, pregou.

Por fim, o bispo recordou a cena da Visitação, quando Isabel proclama: “Bendita és tu entre as mulheres”. Essas palavras, inspiradas pelo Espírito Santo, revelam a grandeza singular da Mãe de Deus. Citando Dom Leomar Brustolin, Dom Dulcênio lembrou que Maria é “superbendita”, agraciada para si e para toda a humanidade.

“‘Maria é bendita porque foi agraciada por Deus com a benção para ser a Mãe do Verbo. E, ao dizer que ela é a “Bendita entre as mulheres”, entende-se que ela é abençoada no grau superlativo, isto é, superbendita, abençoadíssima, a mais abençoada’. Ela é abençoada não só para si, mas igualmente para tudo o que está em torno dela: o povo de Israel e toda a humanidade de que se beneficiarão de sua maternidade”, findou.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial


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