Paróquia das Graças acolhe Dom Dulcênio dentro dos Festejos da Padroeira
A Paróquia de Nossa Senhora das Graças, localizada no
bairro da Liberdade, em Campina Grande, acolheu na noite desta terça-feira o
Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, durante a quinta noite do
novenário em preparação para a festa da Padroeira, celebrada no próximo dia 30
de novembro. A Eucaristia reuniu fiéis da comunidade e marcou mais um momento
dentro da programação religiosa que este ano traz como tema “Maria, Arca da
Esperança”.
A celebração foi concelebrada pelo Pároco, Padre Fabiano
Melo, que, junto aos paroquianos, recebeu o pastor diocesano com alegria. A
participação de Dom Dulcênio reforçou o clima de fé e unidade que acompanha os
festejos, que seguem até a data solene, reunindo devotos em oração, reflexão e
preparação espiritual.
Em sua pregação, Dom Dulcênio recordou que a festa da padroeira ocorre na última semana do Ano
Litúrgico, quando a Igreja convida à reflexão sobre o fim das coisas e sobre o
próprio limite humano. Segundo o bispo, essa perspectiva não quer provocar
medo, mas abrir o coração à humildade e à conversão.
“A
liturgia, nos conduz a refletir sobre o fim: o fim de todas as coisas e o nosso
próprio fim. Com esta concepção nos tornaremos pessoas melhores, pois tomaremos
consciência da nossa limitação. Os textos que ouvimos, o objetivo não é colocar
medo, mas despertar a nossa consciência para a conversão e a mudança de vida.
Não é apenas o ano litúrgico que deve mudar, pois nós devemos mudar com ele.
Essa mudança nós chamamos de conversão”, trouxe inicialmente.
Comentando
a leitura de Daniel, Dom Dulcênio destacou que o profeta revela ao rei que
nenhum poder humano é eterno. Assim, o anúncio da sucessão dos reinos mostra
que todo governante é apenas criatura e que a consciência do limite torna as
pessoas mais sensatas e justas.
“Daniel
faz com que o rei percebesse que não é um deus, mas um ser humano que terá um
fim como tudo que foi criado. A consciência do fim torna as pessoas mais humildes
e as faz agir com mais complacência. Os governos autoritários são governos que
não tem essa consciência e, por isso, oprimem os seus subalternos, como se
fossem viver e governar para sempre. Ter noção do fim nos faz pessoas mais
humanos e é esse o objetivo da liturgia de hoje, nesta última semana do ano
litúrgico”, destacou.
No
Evangelho, Jesus anuncia a destruição do Templo e alerta contra os falsos
messias, ensinando que a verdadeira presença de Deus está n’Ele, o novo Templo.
A partir disso, Dom Dulcênio
introduziu o tema da festa: “Maria, Arca da Esperança”.
“Irmãos,
refletindo sobre o tema da festa, “Maria, arca da Esperança”, refere-se ao
conceito teológico de Maria como a Nova Arca da Aliança. Vamos entender: Assim
como a arca original do Antigo Testamento abrigava as tábuas da lei e outros
sinais sagrados, Maria é considerada a arca da Nova Aliança, porque gerou
Jesus, o Verbo encarnado. A arca no Antigo Testamento, era símbolo da presença
de Deus entre o povo. Maria, ao abrigar Jesus no seu ventre, tornou-se a morada
viva e concreta de Deus, a “tenda de sua glória”, pregou.
Por
fim, o bispo recordou a cena da Visitação, quando Isabel proclama: “Bendita és
tu entre as mulheres”. Essas palavras, inspiradas pelo Espírito Santo, revelam
a grandeza singular da Mãe de Deus. Citando Dom Leomar Brustolin, Dom Dulcênio lembrou que Maria
é “superbendita”, agraciada para si e para toda a humanidade.
“‘Maria
é bendita porque foi agraciada por Deus com a benção para ser a Mãe do Verbo.
E, ao dizer que ela é a “Bendita entre as mulheres”, entende-se que ela é
abençoada no grau superlativo, isto é, superbendita, abençoadíssima, a mais
abençoada’. Ela é abençoada não só para si, mas igualmente para tudo o que está
em torno dela: o povo de Israel e toda a humanidade de que se beneficiarão de
sua maternidade”, findou.
Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial



























