Encontro Diocesano do Apostolado da Oração Reúne Membros de toda a Diocese

Postado em 24/11/25 às 01:4410 minutos de leitura211 views

A Diocese de Campina Grande realizou, neste domingo, o Encontro Diocesano do Apostolado da Oração, reunindo mais de 1.500 membros do movimento e também do MEJ – Movimento Eucarístico Jovem, de todas as paróquias da diocese. O evento aconteceu no Clube Campestre e marcou a Solenidade de Cristo Rei do Universo, promovendo momentos de louvor, oração, pregação e adoração com o objetivo de renovar a fé dos participantes.

Entre os destaques da programação, esteve a presença do Padre Joãozinho, que conduziu reflexões, momentos de oração e músicas ao longo do encontro. O MEJ também participou ativamente, realizando uma apresentação e conduzindo a recitação do Terço da Misericórdia. O Diretor Diocesano do Apostolado da Oração, Padre Edjamir Silva, esteve presente e acompanhou as atividades durante todo o dia.

O encontro foi concluído com a tradicional procissão até o Santuário do Sagrado Coração de Jesus, no bairro do Catolé. A caminhada reuniu os participantes em ato público de fé e antecedeu a Missa Solene, que foi presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, e concelebrada pelo Pároco, Padre Márcio Henrique, e por Padre Edjamir.

A celebração encerrou oficialmente a programação do dia e integrou a festa da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, renovando o compromisso da comunidade com a espiritualidade do movimento e com a vivência do Reino de Cristo na Diocese de Campina Grande.

Homilia

O bispo destacou o paradoxo da festa: proclamamos a glória do Rei do Universo enquanto o Evangelho nos mostra Cristo crucificado. É na Cruz, porém, que Ele manifesta Seu poder e Seu amor, consumando o Seu reinado e abrindo ao homem a esperança do Paraíso.

“Na Sua Cruz, Cristo, o Cordeiro imolado, manifestou, extremamente, o Seu poder, a divindade, a sabedoria, a força e a honra (cf. Ap 5,12). Por isso que, ao Cristo Rei, extenuado, sobretudo, ao Coração, rendemos “glória e poder através dos séculos’. No Seu amor de Rei compassivo, lembra-Se de nós, inserindo-nos no Seu Reino, representado pela ideia de ‘Paraíso’”, destacou.

O bispo lembrou que o Reino de Cristo não segue lógica humana: é Reino de justiça, paz e alegria no Espírito Santo. Não se apoia em estruturas mundanas, mas reúne todos os povos diante do Cordeiro, conduzindo-os à adoração e à comunhão eterna.

“O Reino de Deus é diferente. É, conforme disse o Apóstolo, “justiça, paz e alegria no Espírito Santo” (Rm 14,15), e não comida, bebida ou estruturas e conveniências mundanas e sociais enfim. Este mesmo Espírito, porque é de Cristo, conduz-nos, apascenta-nos, porque o Reino consiste em sermos, como rebanho, congregados diante do Cristo”, pregou.

Dom Dulcênio ressaltou que esse Reino já brilha na Igreja, onde os fiéis experimentam, ainda que parcialmente, a realidade celeste: a comunhão dos santos, a mediação de Cristo e a força de Seu sangue redentor. A Igreja é sacramento do Reino e lugar onde Cristo reúne e guia Seu povo.

“Esta realidade, já a temos no meio de nós, é vislumbrada na Igreja, assembleia santa:  ‘Aproximastes-vos da Jerusalém celestial… da assembleia festiva… e de Jesus, mediador da Nova Aliança’…Cristo, com a Sua Cruz redentora e na força do Seu Espírito, reúne-nos em Sua Igreja, sacramento do Seu Reino (cf. LG 3.5) e da qual Ele é a Cabeça, tal como cantou São Paulo na Segunda Leitura, em sua carta aos Colossenses (cf. 1,18)”.

Por fim, afirmou que aderir ao Reino é dom e decisão. Assim como as tribos reconheceram Davi, cada fiel é chamado a acolher Cristo como Rei eterno e universal. Mesmo num mundo marcado por sombras, caminhamos rumo ao Reino definitivo, sustentados pela fé e pela súplica: “Venha o Teu Reino.”

“Este é o Reino de Deus que, misteriosamente, caminha neste mundo, mas que, em simultâneo, já resplandece no Céu. Ainda misteriosamente, trilha ao lado de tudo aquilo que lhe é contraditório, não obstante seja alheio a toda estrutura de pecado. Eis o Reino da reconciliação e da paz (cf. Cl 1,19), para o qual, simultânea e misticamente, rumamos – alegres, felizes – ao encontro e, dele, já participamos, percebendo e vivendo os frutos da sua realidade, ao que não cessamos de ansiá-lo para plena posse: “Adveniat Regnum Tuum” – Venha o Teu Reino”, findou.

Por: Ascom
Fotos: Matheus Borges (Pascom Diocesana) 



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