Encontro Diocesano do Apostolado da Oração Reúne Membros de toda a Diocese
A Diocese de Campina Grande realizou, neste
domingo, o Encontro Diocesano do Apostolado da Oração, reunindo mais de 1.500
membros do movimento e também do MEJ – Movimento Eucarístico Jovem, de todas as
paróquias da diocese. O evento aconteceu no Clube Campestre e marcou a
Solenidade de Cristo Rei do Universo, promovendo momentos de louvor, oração,
pregação e adoração com o objetivo de renovar a fé dos participantes.
Entre os destaques da programação, esteve a
presença do Padre Joãozinho, que conduziu reflexões, momentos de oração e
músicas ao longo do encontro. O MEJ também participou ativamente, realizando
uma apresentação e conduzindo a recitação do Terço da Misericórdia. O Diretor Diocesano
do Apostolado da Oração, Padre Edjamir Silva, esteve presente e acompanhou as
atividades durante todo o dia.
O encontro foi concluído com a tradicional
procissão até o Santuário do Sagrado Coração de Jesus, no bairro do Catolé. A
caminhada reuniu os participantes em ato público de fé e antecedeu a Missa
Solene, que foi presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, e
concelebrada pelo Pároco, Padre Márcio Henrique, e por Padre Edjamir.
A celebração encerrou oficialmente a programação do
dia e integrou a festa da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, renovando o
compromisso da comunidade com a espiritualidade do movimento e com a vivência
do Reino de Cristo na Diocese de Campina Grande.
Homilia
O bispo destacou o paradoxo da festa: proclamamos a
glória do Rei do Universo enquanto o Evangelho nos mostra Cristo crucificado. É
na Cruz, porém, que Ele manifesta Seu poder e Seu amor, consumando o Seu
reinado e abrindo ao homem a esperança do Paraíso.
“Na Sua Cruz, Cristo, o Cordeiro imolado,
manifestou, extremamente, o Seu poder, a divindade, a sabedoria, a força e a
honra (cf. Ap 5,12). Por isso que, ao Cristo Rei, extenuado, sobretudo, ao
Coração, rendemos “glória e poder através dos séculos’. No Seu amor de Rei
compassivo, lembra-Se de nós, inserindo-nos no Seu Reino, representado pela
ideia de ‘Paraíso’”, destacou.
O bispo lembrou que o Reino de Cristo não segue
lógica humana: é Reino de justiça, paz e alegria no Espírito Santo. Não se
apoia em estruturas mundanas, mas reúne todos os povos diante do Cordeiro,
conduzindo-os à adoração e à comunhão eterna.
“O Reino de Deus é diferente. É, conforme disse o
Apóstolo, “justiça, paz e alegria no Espírito Santo” (Rm 14,15), e não comida,
bebida ou estruturas e conveniências mundanas e sociais enfim. Este mesmo
Espírito, porque é de Cristo, conduz-nos, apascenta-nos, porque o Reino
consiste em sermos, como rebanho, congregados diante do Cristo”, pregou.
Dom Dulcênio ressaltou que esse Reino já brilha na
Igreja, onde os fiéis experimentam, ainda que parcialmente, a realidade
celeste: a comunhão dos santos, a mediação de Cristo e a força de Seu sangue
redentor. A Igreja é sacramento do Reino e lugar onde Cristo reúne e guia Seu
povo.
“Esta realidade, já a temos no meio de nós, é
vislumbrada na Igreja, assembleia santa: ‘Aproximastes-vos da Jerusalém celestial… da
assembleia festiva… e de Jesus, mediador da Nova Aliança’…Cristo, com a Sua
Cruz redentora e na força do Seu Espírito, reúne-nos em Sua Igreja, sacramento
do Seu Reino (cf. LG 3.5) e da qual Ele é a Cabeça, tal como cantou São Paulo
na Segunda Leitura, em sua carta aos Colossenses (cf. 1,18)”.
Por fim, afirmou que aderir ao Reino é dom e
decisão. Assim como as tribos reconheceram Davi, cada fiel é chamado a acolher
Cristo como Rei eterno e universal. Mesmo num mundo marcado por sombras,
caminhamos rumo ao Reino definitivo, sustentados pela fé e pela súplica: “Venha
o Teu Reino.”
“Este é o Reino de Deus que, misteriosamente, caminha
neste mundo, mas que, em simultâneo, já resplandece no Céu. Ainda
misteriosamente, trilha ao lado de tudo aquilo que lhe é contraditório, não
obstante seja alheio a toda estrutura de pecado. Eis o Reino da reconciliação e
da paz (cf. Cl 1,19), para o qual, simultânea e misticamente, rumamos –
alegres, felizes – ao encontro e, dele, já participamos, percebendo e vivendo
os frutos da sua realidade, ao que não cessamos de ansiá-lo para plena posse:
“Adveniat Regnum Tuum” – Venha o Teu Reino”, findou.
Por: Ascom
Fotos: Matheus Borges (Pascom Diocesana)





































