Solenidade de Cristo Rei Reúne Peregrinação da Comissão para Educação, Cultura e Universidades na Catedral
A
Diocese de Campina Grande celebrou, neste domingo, a Solenidade de Nosso Senhor
Jesus Cristo Rei do Universo com a presença de mais uma peregrinação ao longo
do Ano Jubilar da Esperança. Desta vez, foi a Comissão para Educação, Cultura e
Universidades que realizou seu gesto jubilar, reunindo representantes de Instituições
estaduais e federais de ensino, escolas, entidades culturais, além de grupos de
oração universitários.
A
peregrinação também contou com a presença de diretores, professores,
articuladores, autoridades civis — entre elas prefeitos, vice-prefeitos,
secretários municipais — que se uniram à comunidade para agradecer e rezar pela
missão educativa desempenhada na região neste tempo jubilar. A Catedral de
Nossa Senhora da Conceição acolheu todos com espírito de fé e unidade,
fortalecendo a caminhada jubilar que marca este ano especial na Diocese.
A
Missa Solene de Cristo Rei foi presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Dulcênio
Fontes de Matos, que, no início da celebração, destacou a importância da comissão
e reconheceu o trabalho realizado ao longo do ano. Dom Dulcênio parabenizou
pela articulação e organização das atividades, ressaltando que a missão da
comissão tem sido desempenhada com êxito e espírito de serviço à Igreja.
O
assessor eclesiástico da comissão, Padre Josandro, concelebrou a Eucaristia e
expressou gratidão ao Bispo pela paternidade e pela condução pastoral da
Diocese, afirmando que é por meio do incentivo do bispo que os projetos da
comissão têm se fortalecido. Em sua fala, o sacerdote recordou a nobreza da
vocação educativa: “Educar é comprometer-se com a defesa da dignidade, a
evolução da consciência e a promoção da liberdade humana”.
Os
diáconos Danillo Vasconcelos, integrante da comissão, e Anderson também
estiveram presentes, reforçando a união de esforços que caracteriza a pastoral
educativa da Diocese. A peregrinação encerrou-se com o sentimento de gratidão e
renovação da missão, reafirmando o compromisso da Igreja de Campina Grande com
a formação humana, cristã e social de seus educadores e instituições.
Homilia
Dom
Dulcênio destacou que celebrar esta solenidade é recordar que a história humana
tem direção e sentido. A festa nos convida a olhar para além das circunstâncias
e a reconhecer que caminhamos rumo à eternidade sob o olhar d’Aquele que conduz
tudo com sabedoria e amor.
A
homilia destacou a Cruz como trono de Jesus. É dali que Ele reina e atrai todos
a si, não pela força, mas pela entrega. Na Cruz, Cristo recapitula a história e
a orienta ao seu cumprimento. Seu governo não se impõe; manifesta-se na força
do amor que transforma e reconduz ao Pai.
“Penso
no que Jesus profetizou acerca do Seu trono hoje a nós apresentado pelo
Evangelho (cf. Lc 23,35-43): a Cruz. Na Sua Cruz, Jesus atrai todos a Si;
também os destinos da história que, segundo a Sua providência, percorrem
misteriosamente os tempos e as vicissitudes do mundo. Em Cristo […] a história
do homem encontra a sua recapitulação.”, destacou.
Mesmo
assim, o mal ainda fere o mundo. Guerras, injustiças e tantas dores podem abalar
a esperança. Porém, como lembrou Dom Dulcênio, Cristo mantém a primazia. Nada
escapa ao seu domínio, e é preciso ler a história com fé, percebendo que Deus
age mesmo quando tudo parece desordenado.
“Ainda
resta no nosso meio a iniquidade, manifestada em tantas situações da ingerência
do pecado. Mas, quando o mal se apresentar mais forte, não nos esqueçamos de
que Deus é soberano - “de sorte que em tudo ele tem a primazia” (Cl 1,18) -, e
faz-se necessário que Nele esperemos e que leiamos as dificuldades e sucessos
da história sempre conforme a ótica do próprio Deus, amparados pela fé”, disse.
A
homilia evocou o reconhecimento de Davi como rei em Israel, sinal de que Deus
conduzia aquele povo. Hoje, o novo Israel — a Igreja — confia não num rei
falível, mas no próprio Cristo. Nele, todas as coisas encontram força e
sentido, e é Ele quem guia a vida e o destino da humanidade.
“Nós,
entretanto, somos mais privilegiados do que aquele povo: somos o novo Israel.
Quem guia a nossa história - quem nos conduz, portanto - não é um homem falível
ao pecado, como era Davi, mas o próprio Cristo-Deus. Confiando Nele, sabemos
que tudo está em Seu querer; que a Sua justiça não descuida de nada; que
estamos em Suas boníssimas “mãos’”.
Por fim, a homilia conduz ao
horizonte último: o Reino que cresce silenciosamente na história caminha rumo
ao seu triunfo definitivo, quando Cristo julgará todas as coisas. Enquanto isso
não acontece, permanece para o cristão o tempo da vigilância, da esperança e da
ação.
“O Reino de Deus, que já caminha com a história rumo à eternidade,
se faz presente, é atuante. [...] Pela Igreja, a história marcha para o seu
fim, seja enquanto encerramento quando o Senhor voltará para julgá-la
definitivamente, seja enquanto fim encarado como finalidade. Mas, enquanto tal
momento de fim da história não nos chega, o que devemos fazer? Que tempo é este
para quem tem fé? “É um tempo de espera e de vigília” (Catecismo da Igreja
Católica, 672)”, findou.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom Catedral






















