Solenidade de Cristo Rei Reúne Peregrinação da Comissão para Educação, Cultura e Universidades na Catedral

Atualizado em 23/11/25 às 21:557 minutos de leitura99 views

A Diocese de Campina Grande celebrou, neste domingo, a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo com a presença de mais uma peregrinação ao longo do Ano Jubilar da Esperança. Desta vez, foi a Comissão para Educação, Cultura e Universidades que realizou seu gesto jubilar, reunindo representantes de Instituições estaduais e federais de ensino, escolas, entidades culturais, além de grupos de oração universitários.

A peregrinação também contou com a presença de diretores, professores, articuladores, autoridades civis — entre elas prefeitos, vice-prefeitos, secretários municipais — que se uniram à comunidade para agradecer e rezar pela missão educativa desempenhada na região neste tempo jubilar. A Catedral de Nossa Senhora da Conceição acolheu todos com espírito de fé e unidade, fortalecendo a caminhada jubilar que marca este ano especial na Diocese.

A Missa Solene de Cristo Rei foi presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, que, no início da celebração, destacou a importância da comissão e reconheceu o trabalho realizado ao longo do ano. Dom Dulcênio parabenizou pela articulação e organização das atividades, ressaltando que a missão da comissão tem sido desempenhada com êxito e espírito de serviço à Igreja.

O assessor eclesiástico da comissão, Padre Josandro, concelebrou a Eucaristia e expressou gratidão ao Bispo pela paternidade e pela condução pastoral da Diocese, afirmando que é por meio do incentivo do bispo que os projetos da comissão têm se fortalecido. Em sua fala, o sacerdote recordou a nobreza da vocação educativa: “Educar é comprometer-se com a defesa da dignidade, a evolução da consciência e a promoção da liberdade humana”.

Os diáconos Danillo Vasconcelos, integrante da comissão, e Anderson também estiveram presentes, reforçando a união de esforços que caracteriza a pastoral educativa da Diocese. A peregrinação encerrou-se com o sentimento de gratidão e renovação da missão, reafirmando o compromisso da Igreja de Campina Grande com a formação humana, cristã e social de seus educadores e instituições.

Homilia

Dom Dulcênio destacou que celebrar esta solenidade é recordar que a história humana tem direção e sentido. A festa nos convida a olhar para além das circunstâncias e a reconhecer que caminhamos rumo à eternidade sob o olhar d’Aquele que conduz tudo com sabedoria e amor.

A homilia destacou a Cruz como trono de Jesus. É dali que Ele reina e atrai todos a si, não pela força, mas pela entrega. Na Cruz, Cristo recapitula a história e a orienta ao seu cumprimento. Seu governo não se impõe; manifesta-se na força do amor que transforma e reconduz ao Pai.

“Penso no que Jesus profetizou acerca do Seu trono hoje a nós apresentado pelo Evangelho (cf. Lc 23,35-43): a Cruz. Na Sua Cruz, Jesus atrai todos a Si; também os destinos da história que, segundo a Sua providência, percorrem misteriosamente os tempos e as vicissitudes do mundo. Em Cristo […] a história do homem encontra a sua recapitulação.”, destacou.

Mesmo assim, o mal ainda fere o mundo. Guerras, injustiças e tantas dores podem abalar a esperança. Porém, como lembrou Dom Dulcênio, Cristo mantém a primazia. Nada escapa ao seu domínio, e é preciso ler a história com fé, percebendo que Deus age mesmo quando tudo parece desordenado.

“Ainda resta no nosso meio a iniquidade, manifestada em tantas situações da ingerência do pecado. Mas, quando o mal se apresentar mais forte, não nos esqueçamos de que Deus é soberano - “de sorte que em tudo ele tem a primazia” (Cl 1,18) -, e faz-se necessário que Nele esperemos e que leiamos as dificuldades e sucessos da história sempre conforme a ótica do próprio Deus, amparados pela fé”, disse.

A homilia evocou o reconhecimento de Davi como rei em Israel, sinal de que Deus conduzia aquele povo. Hoje, o novo Israel — a Igreja — confia não num rei falível, mas no próprio Cristo. Nele, todas as coisas encontram força e sentido, e é Ele quem guia a vida e o destino da humanidade.

“Nós, entretanto, somos mais privilegiados do que aquele povo: somos o novo Israel. Quem guia a nossa história - quem nos conduz, portanto - não é um homem falível ao pecado, como era Davi, mas o próprio Cristo-Deus. Confiando Nele, sabemos que tudo está em Seu querer; que a Sua justiça não descuida de nada; que estamos em Suas boníssimas “mãos’”.

Por fim, a homilia conduz ao horizonte último: o Reino que cresce silenciosamente na história caminha rumo ao seu triunfo definitivo, quando Cristo julgará todas as coisas. Enquanto isso não acontece, permanece para o cristão o tempo da vigilância, da esperança e da ação.

“O Reino de Deus, que já caminha com a história rumo à eternidade, se faz presente, é atuante. [...] Pela Igreja, a história marcha para o seu fim, seja enquanto encerramento quando o Senhor voltará para julgá-la definitivamente, seja enquanto fim encarado como finalidade. Mas, enquanto tal momento de fim da história não nos chega, o que devemos fazer? Que tempo é este para quem tem fé? “É um tempo de espera e de vigília” (Catecismo da Igreja Católica, 672)”, findou.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Catedral



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