Comunidade Paroquial do Jenipapo Celebra Novenário do Senhor do Bonfim com Crisma

Postado em 23/11/25 às 00:069 minutos de leitura87 views

A Paróquia do Senhor do Bonfim, no Distrito do Jenipapo, está vivendo intensamente o novenário em honra ao seu padroeiro, em preparação para o grande dia festivo que será celebrado neste domingo, 23 de novembro. As festividades tiveram início no último dia 14 e vêm reunindo expressiva participação dos movimentos, pastorais, serviços e fiéis visitantes.

Neste sábado, 22, a comunidade celebrou, na liturgia de Cristo Rei do Universo, o último dia da novena com missa presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, que marcou também a celebração do sacramento da Crisma para 59 jovens e adultos. A Eucaristia foi concelebrada pelo Pároco, Pe. Joseque Borges, contando ainda com a presença do Diácono José Vlademir e dos seminaristas, que deram apoio à liturgia.

Este ano, a paróquia celebra sua segunda festa do padroeiro após ter sido oficialmente erigida em 2024.

O encerramento da festa acontece neste domingo, com missa solene às 9h30, e, à tarde, a missa de conclusão, seguida da tradicional procissão com a imagem do Senhor do Bonfim pelas ruas do distrito. Após o retorno, haverá o arreamento das bandeiras, concluindo a programação com a Quermesse e o Bingo, momentos de convivência e alegria fraterna.

Homilia

Inicialmente, Dom Dulcênio relembrou que essa festa nasce para reacender nos fiéis a dignidade régia de Cristo e enfrentar um mundo que relativiza a fé, convidando-nos a renovar a adesão ao seu senhorio.

O bispo alertou que, quando a sociedade exclui Deus, surgem desordens pessoais e sociais: conflitos, individualismo, rupturas familiares e perda dos valores. A homilia mostra que afastar-se do teocentrismo produz a mesma desarmonia presente no pecado original.

“As consequências da vã exclusão do teocentrismo (de ter Deus como centro de tudo) foi catastrófica, e continua a ser. Porque foram "as sementes da discórdia espalhadas por todo o lugar; atiçados aqueles ódios e aquelas rivalidades entre os povos, que tanto atraso ainda interpõem ao restabelecimento da paz”, pregou.

Por isso, Dom Dulcênio convocou a um verdadeiro exame de consciência: muitas dificuldades se agravam porque os cristãos, às vezes, se omitem. Ele pede coragem no testemunho, firmeza na defesa da fé e ardor missionário para reconduzir a Cristo os que se afastaram.

“É preciso que nos questionemos seriamente se não somos culpados pelo obstáculo que se impõe ao reinado de Cristo. Sim, é-nos válido um profundo exame de consciência, porque "esse estado de coisas talvez deva ser atribuído à apatia ou timidez dos bons, os quais se abstêm da luta ou resistem fracamente. Disso os inimigos da Igreja tiram maior temeridade e audácia”.

O Reino de Jesus é espiritual e nasce da fé, da penitência e da conversão. Quando acolhido, transforma famílias e comunidades, edifica a paz e cura feridas sociais. Reconhecer Cristo como Rei é afirmar que Ele vive e reina para sempre.

“Esta responsabilidade que recai sobre nós, que dizemos: "Venha a nós o vosso Reino", apressa e colabora no acontecimento deste Reino principalmente espiritual, onde, para ingressar, os homens "devem preparar-se pela penitência e não podem entrar a não ser pela fé e o batismo, o qual [...] significa e produz a regeneração interior" (Ibidem, 10)”.

O bispo destacou ainda que esse Reino não é imposto pela força, mas cresce no coração de quem se abre à graça. Assim, Cristo reina quando cultivamos vida sacramental, prática do Evangelho e amor concreto ao próximo, permitindo que sua luz ordene nossos pensamentos, escolhas e relações.

“Esta espiritualidade do Reino deve ingressar, paulatina e solenemente, de maneira que nada, absolutamente, lhe resista, tomando todo o universo, fomentando toda a sociedade, porque tudo está sob o poder de Cristo. Este Seu reinado, como já afirmei, é caminho de felicidade para os indivíduos, para as famílias e para a sociedade”, concluiu.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Local



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