Comunidade Paroquial do Jenipapo Celebra Novenário do Senhor do Bonfim com Crisma
A Paróquia do Senhor do Bonfim, no Distrito do Jenipapo, está
vivendo intensamente o novenário em honra ao seu padroeiro, em preparação para
o grande dia festivo que será celebrado neste domingo, 23 de novembro. As
festividades tiveram início no último dia 14 e vêm reunindo expressiva
participação dos movimentos, pastorais, serviços e fiéis visitantes.
Neste sábado, 22, a comunidade celebrou, na liturgia de Cristo Rei
do Universo, o último dia da novena com missa presidida pelo Bispo Diocesano,
Dom Dulcênio Fontes de Matos, que marcou também a celebração do sacramento da
Crisma para 59 jovens e adultos. A Eucaristia foi concelebrada pelo Pároco, Pe.
Joseque Borges, contando ainda com a presença do Diácono José Vlademir e dos
seminaristas, que deram apoio à liturgia.
Este ano, a paróquia celebra sua segunda festa do padroeiro após
ter sido oficialmente erigida em 2024.
O encerramento da festa acontece neste domingo, com missa solene
às 9h30, e, à tarde, a missa de conclusão, seguida da tradicional procissão com
a imagem do Senhor do Bonfim pelas ruas do distrito. Após o retorno, haverá o
arreamento das bandeiras, concluindo a programação com a Quermesse e o Bingo,
momentos de convivência e alegria fraterna.
Homilia
Inicialmente, Dom Dulcênio relembrou que essa festa nasce para
reacender nos fiéis a dignidade régia de Cristo e enfrentar um mundo que
relativiza a fé, convidando-nos a renovar a adesão ao seu senhorio.
O bispo alertou que, quando a sociedade exclui Deus, surgem
desordens pessoais e sociais: conflitos, individualismo, rupturas familiares e
perda dos valores. A homilia mostra que afastar-se do teocentrismo produz a
mesma desarmonia presente no pecado original.
“As consequências da vã exclusão do teocentrismo (de ter Deus como
centro de tudo) foi catastrófica, e continua a ser. Porque foram "as
sementes da discórdia espalhadas por todo o lugar; atiçados aqueles ódios e
aquelas rivalidades entre os povos, que tanto atraso ainda interpõem ao
restabelecimento da paz”, pregou.
Por isso, Dom Dulcênio convocou a um verdadeiro exame de
consciência: muitas dificuldades se agravam porque os cristãos, às vezes, se
omitem. Ele pede coragem no testemunho, firmeza na defesa da fé e ardor
missionário para reconduzir a Cristo os que se afastaram.
“É preciso que nos questionemos seriamente se não somos culpados
pelo obstáculo que se impõe ao reinado de Cristo. Sim, é-nos válido um profundo
exame de consciência, porque "esse estado de coisas talvez deva ser
atribuído à apatia ou timidez dos bons, os quais se abstêm da luta ou resistem
fracamente. Disso os inimigos da Igreja tiram maior temeridade e audácia”.
O Reino de Jesus é espiritual e nasce da fé, da penitência e da
conversão. Quando acolhido, transforma famílias e comunidades, edifica a paz e
cura feridas sociais. Reconhecer Cristo como Rei é afirmar que Ele vive e reina
para sempre.
“Esta responsabilidade que recai sobre nós, que dizemos:
"Venha a nós o vosso Reino", apressa e colabora no acontecimento
deste Reino principalmente espiritual, onde, para ingressar, os homens
"devem preparar-se pela penitência e não podem entrar a não ser pela fé e
o batismo, o qual [...] significa e produz a regeneração interior" (Ibidem,
10)”.
O bispo destacou ainda que esse Reino não é imposto pela força,
mas cresce no coração de quem se abre à graça. Assim, Cristo reina quando
cultivamos vida sacramental, prática do Evangelho e amor concreto ao próximo,
permitindo que sua luz ordene nossos pensamentos, escolhas e relações.
“Esta espiritualidade do Reino deve ingressar, paulatina e
solenemente, de maneira que nada, absolutamente, lhe resista, tomando todo o
universo, fomentando toda a sociedade, porque tudo está sob o poder de Cristo. Este
Seu reinado, como já afirmei, é caminho de felicidade para os indivíduos, para
as famílias e para a sociedade”, concluiu.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom Local



































