Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos na Catedral
Neste
domingo, 2 de novembro, a Igreja celebra a Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, data em que os
cristãos se unem em oração pelos que já partiram para a eternidade. Em Campina
Grande, a Santa Missa foi presidida por Dom Dulcênio Fontes de Matos, Bispo Diocesano, na Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição,
e concelebrada pelo Padre Luciano
Guedes, Vigário Geral e Pároco da Catedral, contando ainda com
o apoio do Diácono Ricardo e de seminaristas.
A celebração reuniu centenas de fiéis que, com fé e devoção, participaram
da liturgia e ofereceram suas orações pelos entes queridos falecidos. No início
da Missa, Dom Dulcênio convidou todos a colocarem no Altar do Senhor a memória
e a saudade daqueles que já se foram, destacando que o maior presente que
podemos oferecer a eles é a oração, expressão concreta de amor e esperança cristã.
Em
sua pregação, Dom Dulcênio refletiu sobre o verdadeiro sentido da morte e a
diferença entre o destino dos ímpios e dos justos.
Explicou
que, ao celebrarmos os fiéis defuntos, não recordamos o fim da vida nem
prestamos simples homenagens, mas rendemos graças a Deus, “ressurreição e vida”,
por quem vivem nossos mortos.
“O
que celebramos quando sufragamos os fiéis defuntos? Simplesmente a morte? Não.
Também não celebramos o fracasso da vida humana. Não é um tributo a pessoas
notáveis para este mundo ou mesmo a nossos entes queridos, porque não cultuamos
os mortos por terem passado por nós, e, sim, cultuamos a Deus por Quem vivem os
nossos mortos; Ele “ressurreição e vida” (Jo 11,25)”, iniciou.
O bispo, citando o Livro da Sabedoria, advertiu que “os ímpios
fazem aliança com a morte” (Sb 1,16). Recorreu também a Santo Afonso Maria de
Ligório para dizer que um arrependimento movido apenas pelo medo do inferno não
basta: é preciso amar a Deus e desejar não mais ofendê-Lo.
“Os
ímpios chamam a morte com gestos e palavras [...] fazem aliança com ela:
merecem ser do seu partido” (Sb 1,16). ‘A hora da morte é tempo de confusão e
de tormenta. [...] Não bastará receber os Sacramentos, mas será preciso morrer
detestando o pecado e amando a Deus sobre todas as coisas’”, trouxe.
Por outro lado, destacou que a morte do justo é fruto de uma vida
construída no bem. Assim, não vive em função da morte, mas em vista da
eternidade. Recordando São Bernardo, Dom Dulcênio disse que a morte dos justos
é “preciosa”, por ser o fim das fadigas e a porta da vida eterna.
“Ora,
a morte dos justos é uma construção no bem [...]. Não vive o justo em função da
morte, mas para viver eternamente e eternamente descansar no Senhor. Para isto
a morte é um meio, é uma porta, pois, como afirmou São Bernardo: “Preciosa [é a
morte aos olhos dos justos] porque é o termo dos trabalhos, a coroa da vitória
e a porta da vida” (Ep. 101)”, disse.
Encerrando,
o bispo citou o Apocalipse: “Ditosos os mortos que morrem no Senhor” (Ap
14,13). Celebrar os fiéis defuntos, afirmou, é ato de fé na comunhão dos santos
e na misericórdia divina, pedindo a Deus que conceda aos que partiram a alegria
de contemplar Sua face e viver para sempre em Sua presença.
“Ditosos
os mortos, os que desde agora morrem no Senhor [...]. Porque hoje, como dia
litúrgico, reforça-se a comunhão dos santos, onde a Igreja peregrina sufraga os
seus filhos estão no Purgatório que estão naquela sua dimensão purificadora,
pedindo ao Senhor que lhes faça contemplar, sem véus, a Sua face divina, na
glória da dimensão triunfante, onde esta mesma Igreja já é glorificada. Amém”,
findou.
Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial





















