Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos na Catedral

Atualizado em 02/11/25 às 13:066 minutos de leitura170 views

Neste domingo, 2 de novembro, a Igreja celebra a Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, data em que os cristãos se unem em oração pelos que já partiram para a eternidade. Em Campina Grande, a Santa Missa foi presidida por Dom Dulcênio Fontes de Matos, Bispo Diocesano, na Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição, e concelebrada pelo Padre Luciano Guedes, Vigário Geral e Pároco da Catedral, contando ainda com o apoio do Diácono Ricardo e de seminaristas.

A celebração reuniu centenas de fiéis que, com fé e devoção, participaram da liturgia e ofereceram suas orações pelos entes queridos falecidos. No início da Missa, Dom Dulcênio convidou todos a colocarem no Altar do Senhor a memória e a saudade daqueles que já se foram, destacando que o maior presente que podemos oferecer a eles é a oração, expressão concreta de amor e esperança cristã.

Em sua pregação, Dom Dulcênio refletiu sobre o verdadeiro sentido da morte e a diferença entre o destino dos ímpios e dos justos.

Explicou que, ao celebrarmos os fiéis defuntos, não recordamos o fim da vida nem prestamos simples homenagens, mas rendemos graças a Deus, “ressurreição e vida”, por quem vivem nossos mortos.

“O que celebramos quando sufragamos os fiéis defuntos? Simplesmente a morte? Não. Também não celebramos o fracasso da vida humana. Não é um tributo a pessoas notáveis para este mundo ou mesmo a nossos entes queridos, porque não cultuamos os mortos por terem passado por nós, e, sim, cultuamos a Deus por Quem vivem os nossos mortos; Ele “ressurreição e vida” (Jo 11,25)”, iniciou.

O bispo, citando o Livro da Sabedoria, advertiu que “os ímpios fazem aliança com a morte” (Sb 1,16). Recorreu também a Santo Afonso Maria de Ligório para dizer que um arrependimento movido apenas pelo medo do inferno não basta: é preciso amar a Deus e desejar não mais ofendê-Lo.

“Os ímpios chamam a morte com gestos e palavras [...] fazem aliança com ela: merecem ser do seu partido” (Sb 1,16). ‘A hora da morte é tempo de confusão e de tormenta. [...] Não bastará receber os Sacramentos, mas será preciso morrer detestando o pecado e amando a Deus sobre todas as coisas’”, trouxe.

Por outro lado, destacou que a morte do justo é fruto de uma vida construída no bem. Assim, não vive em função da morte, mas em vista da eternidade. Recordando São Bernardo, Dom Dulcênio disse que a morte dos justos é “preciosa”, por ser o fim das fadigas e a porta da vida eterna.

“Ora, a morte dos justos é uma construção no bem [...]. Não vive o justo em função da morte, mas para viver eternamente e eternamente descansar no Senhor. Para isto a morte é um meio, é uma porta, pois, como afirmou São Bernardo: “Preciosa [é a morte aos olhos dos justos] porque é o termo dos trabalhos, a coroa da vitória e a porta da vida” (Ep. 101)”, disse.

Encerrando, o bispo citou o Apocalipse: “Ditosos os mortos que morrem no Senhor” (Ap 14,13). Celebrar os fiéis defuntos, afirmou, é ato de fé na comunhão dos santos e na misericórdia divina, pedindo a Deus que conceda aos que partiram a alegria de contemplar Sua face e viver para sempre em Sua presença.

“Ditosos os mortos, os que desde agora morrem no Se­nhor [...]. Porque hoje, como dia litúrgico, reforça-se a comunhão dos santos, onde a Igreja peregrina sufraga os seus filhos estão no Purgatório que estão naquela sua dimensão purificadora, pedindo ao Senhor que lhes faça contemplar, sem véus, a Sua face divina, na glória da dimensão triunfante, onde esta mesma Igreja já é glorificada. Amém”, findou.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial



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