Fé e história: comunidade do IPEP festeja São Francisco e seu Jubileu de Prata

Postado em 01/10/25 às 23:328 minutos de leitura110 views

A Comunidade de São Francisco de Assis, localizada no Conjunto IPEP e pertencente à Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, do Ligeiro, está em festa. Os fiéis estão celebrando com alegria os festejos em honra ao seu padroeiro, São Francisco, com uma programação que une fé, história e comunhão.

Na noite desta quarta-feira, primeiro de outubro, a comunidade deu início ao tríduo festivo com a celebração da Santa Missa presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos. O tríduo também marca as comemorações do Jubileu de Prata — os 25 anos de fundação da comunidade. Um momento marcante de ação de graças pela caminhada de fé construída por tantas mãos ao longo dos anos.

Durante a celebração, o Pároco local, Padre Toninho, ressaltou a importância deste tempo de festa, não apenas como uma homenagem ao padroeiro, mas como um momento de renovação espiritual.

Os festejos tiveram início já na última segunda-feira, 30 de setembro, com um momento mariano seguido de confraternização social, reunindo famílias e moradores em torno da fé franciscana. A programação segue até o próximo sábado, 5 de outubro, quando ocorrerá a procissão e a Missa Solene de encerramento, presidida pelo Padre Toninho.

Dom Dulcênio deixou sua mensagem de incentivo à comunidade, parabenizando-a pelos 25 anos e exortando todos a continuarem firmes na missão, seguindo os passos de São Francisco, com humildade, alegria e amor.

Homilia

Iniciou recordando Santa Teresinha, celebrada na liturgia do dia. Destacou sua humildade, amor incondicional a Deus e espírito de sacrifício, mostrando que sua santidade é acessível a todos. Teresinha nos ensina que viver com simplicidade e confiança em Deus pode nos levar à perfeição cristã.

“Nós sabemos que o segredo da santidade de Tereza do Menino Jesus está na perfeita harmonia das virtudes que lhe adornaram a alma e a tornaram tão agradável aos olhos de Deus. São: a humildade e a simplicidade, abnegação de si própria, levada até o heroísmo, o espírito de sacrifício, um amor sem limites a Nosso Senhor e uma confiança sem reservas em Deus. O exemplo de Santa Terezinha é perfeitamente imitável por todos que seriamente querem a salvação da alma”, destacou.

Voltando-se a São Francisco, o bispo ressaltou sua humildade profunda, amor à pobreza e reverência ao sacerdócio. Francisco se via como o pior dos pecadores e evitou ser ordenado por se julgar indigno. Seu exemplo de desprendimento e fidelidade radical ao Evangelho inspira quem deseja seguir a Cristo com o coração inteiro.

“Perguntando por um dos companheiros sobre o conceito que de si próprio fazia, respondeu: “julgo não haver no mundo pecador mais indigno que eu”, e continuou: “Se Deus, em sua misericórdia tivesse dado ao homem mais perverso as graças que se dignou proporcionar a mim, não duvideis que este homem seria muito mais grato e piedoso que eu”. Foi ainda por humildade que se deteve da ordenação sacerdotal, porque se julgava indigno de ser sacerdote”, pregou.

Ligando essas vidas ao Evangelho do dia, Dom Dulcênio reforçou que seguir Jesus exige decisão e entrega total. Muitos adiam esse chamado, priorizando outras coisas. Mas, como Santa Teresinha e São Francisco, somos convidados a responder sem demora ao “Segue-me” de Cristo.

“Todos nós, de alguma maneira, somos convocados a segui-lo nesse caminhar, porém são poucos os que entendem o verdadeiro sentido desse seguimento. [...] Santa Terezinha e São Francisco, eles entenderam o verdadeiro seguimento de Jesus. Infelizmente alguns seguem por interesses, outros por ilusão, outros ainda querem segui-lo, mas vivem protelando de alguma forma esse seguimento porque colocam como prioridade na sua vida outras coisas. Vejam os exemplos do próprio Evangelho”.

Ao final, o bispo fez um apelo direto: não espere mais para se entregar a Deus. Cada um recebeu talentos para anunciar o Reino. O momento é agora. A fé verdadeira exige coragem, desprendimento e ação concreta.

“Dirijo-me a cada um em particular: Não deixe de entregar-se a Deus a partir deste momento; não o adie para amanhã, porque muito provavelmente esse amanhã será um dia que jamais chegará. A seguir, agora, já, coloque-se de joelhos diante de Jesus Cristo e diga-lhe: - Senhor, entrego-me todo a ti; dispõe de mim e de minhas coisas como tu queiras e para que tu queiras. Amém”, concluiu.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Local



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