Dom Dulcênio Preside a Oitava Noite do Novenário em Homenagem a Santa Rosa de Lima
A Paróquia de Barra de Santa Rosa segue celebrando com fé e
devoção a festa de sua padroeira, Santa Rosa de Lima, iniciada no último dia 22
de agosto. Na noite desta sexta-feira (29), a comunidade acolheu com entusiasmo
o Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, que presidiu a oitava noite do
novenário.
Durante a acolhida, o Pároco local, Padre Tiago, expressou a
alegria da comunidade pela presidência do bispo, ressaltando que sua presença
fortalece a fé do povo e inspira a vivência cristã.
Em sua fala, Dom Dulcênio expressou sua gratidão por retornar à
comunidade para celebrar a novena em honra à padroeira, destacando também a
devoção do povo à Nossa Senhora da Conceição, também patrona local. Ao final da
celebração, o bispo desejou boas festas a todos, encorajando os fiéis a viverem
esse tempo como oportunidade de renovação da fé e celebração entre os fiéis.
A programação festiva será encerrada neste domingo (31), com a
missa solene, seguida da tradicional procissão pelas ruas da cidade. Em seguida,
haverá um momento social, com quermesse, leilão e apresentações musicais ao
vivo.
Homilia
Em sua pregação, Dom Dulcênio une a celebração do Martírio de São
João Batista com a preparação para a festa de Santa Rosa de Lima. Santa Rosa,
primeira santa das Américas, é lembrada por sua vida de oração, penitência e
serviço aos pobres.
“Santa Rosa é a primeira santa canonizada do Novo Mundo. Nascida
em Lima, no século XVI, era chamada Isabel Flores, teve seu nome alterado para
Rosa devido à sua beleza desde pequena. Sua vida foi uma consagração total aos
mais pobres e vulneráveis. Possuía uma grande piedade eucarística e mariana,
além de se dedicar intensamente a oração e a penitência. Santa Rosa foi modelo
de vida penitente e de oração contínua na simplicidade da vida laical”,
destacou inicialmente.
O bispo destacou a importância de pedir a intercessão de Santa
Rosa pelo povo latino-americano, marcado por injustiças. Seu testemunho nos
inspira a buscar uma vida justa, dedicada a Deus e ao próximo, mesmo em tempos
difíceis.
“Como forma em recorrer os santos, trago a oração de coleta rezada
no dia de Santa Rosa na Santa Missa: “Ó Deus, inspirastes Santa Rosa de Lima,
inflamada por vosso amor, a deixar as coisas do mundo e dedicar-se inteiramente
a vós, em austera penitência; concedei-nos, por sua intercessão, seguir na terra
os vossos caminhos e saborear no céu as alegrias eternas”. Peçamos a
intercessão de Santa Rosa de Lima para que o povo latino-americano, e como o
Brasil se encontra na América Latina, seja liberto das injustiças e opressões e
para que cada um de nós possa, um dia, chegar à glória eternamente”.
Ao refletir sobre João Batista, Dom Dulcênio mostrou o contraste
entre o poder corrompido de Herodes e a fidelidade do profeta. João não se
calou diante do pecado, mesmo sabendo que isso lhe custaria a vida. Seu
martírio revela a força da verdade diante da injustiça.
“O relato do Evangelho aponta, de uma lado, a prepotência dos
Imperadores que se consideravam divinos e donos do mundo e que, para manter o
poder, não hesitavam em eliminar aqueles que se apunham aos seus desmandos
políticos e morais; de outro lado, o testemunho de João Batista, ardendo no
amor de Deus e inflamado pelo espírito profético, não pode se calar diante do
pecado, cumprindo sua missão e apontando, como Precursor, para o destino de
Jesus Cristo”, pregou.
Por fim, o bispo falou sobre o juramento de Herodes e alertou para
o uso irresponsável do nome de Deus. Ele concluiu lembrando que os justos,
muitas vezes, sofrem aqui na terra, mas são recompensados por Deus.
“Eis porque os justos já sofrem aqui na terra para não lhes ser
comprometido a felicidade no céu. A virtude, a boa obra, deve ser recompensada,
onde quer que se apresente – também a boa obra do pecador reclama galardão. Não
podendo ser compensado no céu, recebe a pagar na terra o que é de inteira
justiça. Não é mau sinal, pois, se a vida parece uma corrente contínua de
sofrimentos. “A quem Deus ama, castiga” – é observação feita em todos os
tempos. Louvemos, pois, a justiça de Deus e não nos deixemos arrastar à
crítica, a murmuração, ao desespero”, concluiu.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom Paroquial

















