XXI Domingo do Tempo Comum: Missa na Catedral e Encerramento da Festa de Santa Rosa de Lima

Postado em 25/08/25 às 00:338 minutos de leitura158 views

Celebrando o XXI Domingo do Tempo Comum, o Bispo Diocesano de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos, presidiu duas missas neste domingo, 24 de agosto.

Pela manhã, presidiu a tradicional Missa do Lar, na Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição. A celebração reuniu fiéis em um momento de fé, oração e renovação espiritual. O Diácono Ricardo e seminaristas da Diocese deram assistência à liturgia. Dom Dulcênio saudou os presentes e também os que acompanhavam a celebração pelas transmissões da Diocese e pela Rádio Caturité FM 104.1.

Em sua homilia, Dom Dulcênio destacou o plano de salvação de Deus, realizado por Cristo na cruz e oferecido a todos. Esse plano exige de nós uma resposta fiel e amorosa. Através da Igreja e de seus ministros, o Senhor continua a falar e a conduzir seu povo, revelando o Evangelho como caminho de vida e verdadeira felicidade.

Ao refletir o Evangelho de Lucas, o Bispo ressaltou a porta estreita como símbolo do caminho exigente da salvação. Jesus não responde diretamente se poucos se salvam, mas chama ao esforço pessoal. A salvação é dom de Deus, mas também requer nossa adesão e perseverança, mesmo diante de quedas e dificuldades.

“Ele responde-nos afirmando que a salvação é uma possibilidade ofertada por Deus - um dom - que conta com o assentimento ou a negação do homem. Por isso, relatou a parábola da porta estreita; aberta, mas estreita; para dizer que a salvação nos é possível por Cristo e por nós, quando unimos o nosso querer à vontade do próprio Deus”, refletiu.

Fomos criados para a glória, lembrou o Bispo, e essa vocação já se antecipa na Igreja, pelos Sacramentos e ensinamentos. É pela fé que mantemos o olhar em Cristo, única fonte de alegria e sentido. A glória prometida já brilha para nós na vida e na missão da Igreja.

“Para que passemos pela porta estreita, exigente e segura, Cristo, faz-se necessário que, educados pela fé, não desfixemos o olhar do nosso coração Daquele que nos chama à santidade. É somente Nele que se encontram as verdadeiras alegrias; é somente Nele que o nosso coração deve ancorar-se (cf. Oração de coleta do XXI Domingo do Tempo Comum). O homem foi criado para a glória, e esta é a nossa vocação universal”, disse.

Por fim, Dom Dulcênio reforçou a importância dos pastores, chamados a proclamar a verdade com firmeza e paciência. A fidelidade à doutrina é essencial, mesmo num tempo em que muitos se afastam da verdade.

“O anúncio do Evangelho para a conversão, para a salvação, deve se dar  “para que não se extravie o que é manco, mas antes seja curado” (Hb 12,13). E para isto, não devemos deixar de suplicar pastores que sejam mestres na Doutrina Cristã a partir do anúncio feito com a própria vida de santidade; escolhidos e consagrados pelo Senhor para cumprirem o que Ele também nos prometeu na Primeira Leitura, de Isaías: “Escolherei dentre eles alguns para serem sacerdotes e levitas, diz o Senhor” (Is 66,21)”, concluiu.

Encerramento da Festa de Santa Rosa de Lima

À tarde, Dom Dulcênio seguiu para o bairro Santa Rosa, onde presidiu a missa de encerramento da Festa de Santa Rosa de Lima, padroeira da comunidade e também da América do Sul. Após nove dias de intensa programação religiosa e cultural, os fiéis se reuniram com alegria para celebrar sua padroeira junto ao seu pastor diocesano.

O bispo foi acolhido pelo Pároco local, Padre Douglas, que concelebrou a Santa Missa, auxiliado pelo Diácono José Vlademir e pelos seminaristas. A festa deste ano teve como tema: “Com Santa Rosa de Lima, somos Peregrinos da Esperança”, em sintonia com o Jubileu da Esperança proposto pela Igreja em 2025.

Após a celebração, a comunidade participou de uma animada quermesse, com comidas típicas e apresentação musical ao vivo com o artista Teto Fonseca, encerrando com alegria a festa em honra à santa padroeira.

Homilia

Dom Dulcênio lembrou que a missão da Igreja é evangelizar: anunciar Cristo e formar corações convertidos. A Palavra de Deus não é só escutada, mas deve ser vivida com fé e transformação. Evangelizar é amar, corrigir e conduzir à verdade.

“Evangelizar é a responsável atitude legada por Jesus à Sua Igreja para anunciar a Boa-Nova de Sua Pessoa, e, com base neste anúncio, denunciar, provocando a conversão dos corações dos que recebem o Evangelho, na transformação de vidas, modelando-as à aparência do Coração mesmo de Jesus. Isto é o trazido pela Liturgia da Palavra deste Vigésimo Primeiro Domingo do Tempo Comum”, iniciou.

No Evangelho, Jesus fala da porta estreita, sinal de que a salvação exige esforço e decisão. Deus quer salvar a todos, mas é preciso optar por Ele com radicalidade. Não basta conhecer Jesus; é necessário segui-Lo com fidelidade.

“"Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém chega ao Pai senão por mim" (Jo 14,6); ou seja: ninguém se salva se não opta por Deus, e vive, radicalmente, de acordo com esta opção. Daí, é que o Senhor se utilizou da imagem da porta estreita para falar desta radicalidade: "Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita. Porque eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão" (Lc 13,24)”.

A homilia alertou: muitos se aproximam de Deus sem compromisso. Ouvir a Palavra e não viver por ela pode levar à rejeição final. A fé precisa ser coerente e ativa, pois seremos julgados pelas escolhas feitas.

Pastores e catequistas têm papel essencial: anunciar e formar com amor. A porta estreita corrige e cura. Devemos passar por ela com firmeza e olhos voltados ao céu, onde já começamos a viver a alegria prometida por Deus.

“As nossas imperfeições. Seja o Evangelho de Jesus o nosso pedagogo, o nosso disciplinador, o nosso corretivo, "porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela" (Mt 7,13). Sejam os anunciadores da Boa-Nova de Jesus, os Pastores da Santa Igreja Católica (também os Catequistas), os enviados para anunciar, para trazer corações e vidas a Deus para o restauro, para a conversão, para a vida, para que, "na instabilidade deste mundo nossos corações estejam ancorados lá onde se encontram as verdadeiras alegrias", findou.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Catedral e Pascom de Santa Rosa


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