Concluída a Visita Pastoral Canônica à Paróquia de Santa Rosa de Lima
Foi
concluída neste domingo, 27 de julho, a Visita Pastoral Canônica de Dom
Dulcênio Fontes de Matos, Bispo Diocesano de Campina Grande, à Paróquia de
Santa Rosa de Lima. O encerramento aconteceu com a Celebração da Santa Missa na
Igreja Matriz, presidida pelo bispo e concelebrada pelo Pároco, Padre Douglas
Júnior, com apoio litúrgico do Diácono Vlademir e dos seminaristas João Victor
e Kauê, ambos filhos da paróquia. A celebração reuniu a comunidade paroquial em
um momento de fé, comunhão e gratidão, e também marcou a conferência do
Sacramento da Crisma a 36 adultos.
Durante
os cinco dias de visita, Dom Dulcênio cumpriu uma intensa agenda pastoral. Ele
visitou idosos, enfermos, lideranças e grupos paroquiais, além de celebrar
missas nas comunidades. Em todas as ocasiões, foi acolhido com carinho e
entusiasmo pelos fiéis, que expressaram afeto ao seu pastor diocesano.
Em
sua mensagem final, Dom Dulcênio agradeceu à comunidade pela acolhida calorosa,
destacando a fé viva da paróquia e incentivando todos a perseverarem na
caminhada cristã. O Padre Douglas também expressou gratidão ao bispo,
ressaltando a importância da presença episcopal como sinal de comunhão e
renovação espiritual.
Antes
da missa de encerramento, o bispo participou de um café com os coordenadores de
grupos, movimentos e comunidades, em um momento de confraternização e partilha.
Homilia
Em
sua pregação, Dom Dulcênio refletiu sobre o poder da oração e a misericórdia de
Deus. A partir do Gênesis, destaca-se a onipresença divina: Deus está em todo
lugar e conhece os corações. O Salmo 138 reforça essa verdade, mostrando que
não há escuridão capaz de ocultar-nos de Sua presença.
“Em
que lugar me ocultarei de vosso espírito? E para onde fugirei de vossa face? Se
eu subir até os céus, ali estais; se eu descer até o abismo, estais presente.
Se a aurora me emprestar as suas asas, para eu voar e habitar no fim dos mares;
mesmo lá vai me guiar a vossa mão e segurar-me com firmeza a vossa destra. Se
eu pensasse: ‘A escuridão venha esconder-me e que a luz ao meu redor se faça
noite!’ Mesmo as trevas para vós não são escuras, a própria noite resplandece
como o dia, e a escuridão é tão brilhante como a luz” (Sl 138,7-12)”, trouxe.
Dom
Dulcênio também abordou a relação entre justiça e misericórdia. Para os que se
afastam de Deus, a justiça é rigorosa; mas para quem busca estar em Sua
presença, o Senhor age com bondade. A citação de Santo Ambrósio mostra que
mesmo quando Deus parece distante, Sua luz permanece no íntimo dos fiéis.
“Para
quem se esforça para estar, em tudo o que faz, na Sua presença, o Senhor é
bondade e amor; e, no perdão, faz acontecer a Sua justiça. Neste sentido, penso
no que disse Santo Ambrósio: “Por que voltas o rosto? – quer dizer: mesmo que
afastes, Senhor, teu rosto de nós, no entanto, foi marcada em nós a luz de tua
face, Senhor. Guardamos tal luz em nossos corações e no íntimo da alma ela
refulge. Na verdade, ninguém pode subsistir se desviares o rosto” (Comentários
sobre os Salmos, Ps 43,89-90)”, destacou.
A
oração insistente de Abraão revela a confiança na misericórdia divina,
antecipando o que Jesus ensina no Evangelho: pedir, buscar e bater com fé.
Cristo nos ensina a chamar Deus de “Pai”, introduzindo-nos numa relação íntima,
movida pelo Espírito Santo, como recorda o Catecismo da Igreja.
“E,
inspirando à oração perfeita, ensina-nos o caminho da intimidade com Deus -
sentindo a Sua ternura, inclusive -, pondo em nossos lábios e corações o
vocativo para o Ser Divino, “Pai”, com toda a gama de carga que tal nome
possui, superando até mesmo o significado da paternidade humana. Cristo,
inspirando-nos à oração perfeita, ensina-nos a rezar como Ele Se dirige ao Pai,
na força do Espírito Santo; Ele, o Filho por excelência. Cristo, ensinando-nos
a chamar Deus de Pai, superou o que ansiavam os discípulos: “Senhor, ensina-nos
a rezar, como também João ensinou a seus discípulos” (Lc 11,1)”.
Dom
Dulcênio encerrou convidando à oração solidária: não apenas por nós, mas pelos
outros — inclusive inimigos. A oração cristã é comunhão e entrega, e Deus, que
é Pai, dará o Espírito Santo a quem O pedir com sinceridade.
“Rezemos
não somente por nossas intenções particulares, mas também nos recordemos de
rezar uns pelos outros: isso é conformar-se à misericórdia de Deus; isso
igualmente é expressão de comunhão dos Santos, como professamos no Credo. O
Senhor nos exemplificou, inclusive, rezar pelos inimigos, por aqueles que nos
fazem mal, para dizer-nos que a oração não conhece fronteiras, já que o Coração
de Deus não conhece limites”, findou.
Por: Ascom
Fotos: Ryan Caio (Pascom)




















