Concluída a Visita Pastoral Canônica à Paróquia de Santa Rosa de Lima

Postado em 27/07/25 às 17:427 minutos de leitura218 views

Foi concluída neste domingo, 27 de julho, a Visita Pastoral Canônica de Dom Dulcênio Fontes de Matos, Bispo Diocesano de Campina Grande, à Paróquia de Santa Rosa de Lima. O encerramento aconteceu com a Celebração da Santa Missa na Igreja Matriz, presidida pelo bispo e concelebrada pelo Pároco, Padre Douglas Júnior, com apoio litúrgico do Diácono Vlademir e dos seminaristas João Victor e Kauê, ambos filhos da paróquia. A celebração reuniu a comunidade paroquial em um momento de fé, comunhão e gratidão, e também marcou a conferência do Sacramento da Crisma a 36 adultos.

Durante os cinco dias de visita, Dom Dulcênio cumpriu uma intensa agenda pastoral. Ele visitou idosos, enfermos, lideranças e grupos paroquiais, além de celebrar missas nas comunidades. Em todas as ocasiões, foi acolhido com carinho e entusiasmo pelos fiéis, que expressaram afeto ao seu pastor diocesano.

Em sua mensagem final, Dom Dulcênio agradeceu à comunidade pela acolhida calorosa, destacando a fé viva da paróquia e incentivando todos a perseverarem na caminhada cristã. O Padre Douglas também expressou gratidão ao bispo, ressaltando a importância da presença episcopal como sinal de comunhão e renovação espiritual.

Antes da missa de encerramento, o bispo participou de um café com os coordenadores de grupos, movimentos e comunidades, em um momento de confraternização e partilha.

Homilia

Em sua pregação, Dom Dulcênio refletiu sobre o poder da oração e a misericórdia de Deus. A partir do Gênesis, destaca-se a onipresença divina: Deus está em todo lugar e conhece os corações. O Salmo 138 reforça essa verdade, mostrando que não há escuridão capaz de ocultar-nos de Sua presença.

“Em que lugar me ocultarei de vosso espírito? E para onde fugirei de vossa face? Se eu subir até os céus, ali estais; se eu descer até o abismo, estais presente. Se a aurora me emprestar as suas asas, para eu voar e habitar no fim dos mares; mesmo lá vai me guiar a vossa mão e segurar-me com firmeza a vossa destra. Se eu pensasse: ‘A escuridão venha esconder-me e que a luz ao meu redor se faça noite!’ Mesmo as trevas para vós não são escuras, a própria noite resplandece como o dia, e a escuridão é tão brilhante como a luz” (Sl 138,7-12)”, trouxe.

Dom Dulcênio também abordou a relação entre justiça e misericórdia. Para os que se afastam de Deus, a justiça é rigorosa; mas para quem busca estar em Sua presença, o Senhor age com bondade. A citação de Santo Ambrósio mostra que mesmo quando Deus parece distante, Sua luz permanece no íntimo dos fiéis.

“Para quem se esforça para estar, em tudo o que faz, na Sua presença, o Senhor é bondade e amor; e, no perdão, faz acontecer a Sua justiça. Neste sentido, penso no que disse Santo Ambrósio: “Por que voltas o rosto? – quer dizer: mesmo que afastes, Senhor, teu rosto de nós, no entanto, foi marcada em nós a luz de tua face, Senhor. Guardamos tal luz em nossos corações e no íntimo da alma ela refulge. Na verdade, ninguém pode subsistir se desviares o rosto” (Comentários sobre os Salmos, Ps 43,89-90)”, destacou.

A oração insistente de Abraão revela a confiança na misericórdia divina, antecipando o que Jesus ensina no Evangelho: pedir, buscar e bater com fé. Cristo nos ensina a chamar Deus de “Pai”, introduzindo-nos numa relação íntima, movida pelo Espírito Santo, como recorda o Catecismo da Igreja.

“E, inspirando à oração perfeita, ensina-nos o caminho da intimidade com Deus - sentindo a Sua ternura, inclusive -, pondo em nossos lábios e corações o vocativo para o Ser Divino, “Pai”, com toda a gama de carga que tal nome possui, superando até mesmo o significado da paternidade humana. Cristo, inspirando-nos à oração perfeita, ensina-nos a rezar como Ele Se dirige ao Pai, na força do Espírito Santo; Ele, o Filho por excelência. Cristo, ensinando-nos a chamar Deus de Pai, superou o que ansiavam os discípulos: “Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos” (Lc 11,1)”.

Dom Dulcênio encerrou convidando à oração solidária: não apenas por nós, mas pelos outros — inclusive inimigos. A oração cristã é comunhão e entrega, e Deus, que é Pai, dará o Espírito Santo a quem O pedir com sinceridade.

“Rezemos não somente por nossas intenções particulares, mas também nos recordemos de rezar uns pelos outros: isso é conformar-se à misericórdia de Deus; isso igualmente é expressão de comunhão dos Santos, como professamos no Credo. O Senhor nos exemplificou, inclusive, rezar pelos inimigos, por aqueles que nos fazem mal, para dizer-nos que a oração não conhece fronteiras, já que o Coração de Deus não conhece limites”, findou.

Por: Ascom
Fotos: Ryan Caio (Pascom)


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