Chega ao Fim a Visita Pastoral Canônica do Bispo na Paróquia das Graças, na Liberdade.
O Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, encerrou neste domingo, 30, sua Visita Pastoral Canônica à Paróquia de Nossa Senhora das Graças, localizada no Bairro da Liberdade, em Campina Grande, com a celebração do quarto Domingo da Quaresma. A visita, que teve início na quarta-feira, 26, contou com uma programação intensa, incluindo visitas a enfermos, idosos, comunidades, pastorais e movimentos, além de celebrações eucarísticas.
No último dia da visita, Dom Dulcênio se reuniu com o Movimento do Terço dos Homens da Matriz e das comunidades, onde ouviu as alegrias, dificuldades e dúvidas dos integrantes, oferecendo orientações a cada questionamento. O Bispo enfatizou a importância de manter a fidelidade ao terço, mas destacou a necessidade de uma fidelidade ainda maior à Santa Eucaristia.
Para encerrar sua visita, Dom Dulcênio presidiu a Missa na Matriz, às 10h30, concelebrada pelos padres Aldevan e Adeildo, com o apoio litúrgico dos seminaristas que acompanharam o Bispo durante os dias de visitação. Durante a celebração, o prelado expressou sua gratidão aos padres pela acolhida fraterna e a todos os fiéis pela colaboração durante a Visita Pastoral, ressaltando sua alegria de estar entre um povo tão dinâmico e acolhedor, que está em constante crescimento.
Em sua homilia, o Bispo destacou o convite à alegria presente na Antífona de entrada: "Alegra-te, Jerusalém! Reuni-vos, vós todos que a amais!" (cf. Is 66,10-11). Ele refletiu sobre o motivo dessa alegria, enfatizando que não é apenas um alívio da Quaresma, mas a alegria da reconciliação com Deus, que nos vem por meio de Cristo, a Palavra eterna do Pai.
Assim, ele sublinhou a Oração de Coleta, que nos fala da verdadeira alegria, não pela antecipação das festas pascais, mas pela reconciliação em Cristo. Ele ressaltou que a conversão e o arrependimento nos preparam para essa salvação, um dom divino que nos oferece verdadeira liberdade e felicidade.
“Ora, mais do que encontrarmos o sentido da alegria pelo vislumbre das festas que se aproximam - e, para as quais, devemos estar preparados pela conversão, pelo arrependimento e pelo perdão sacramental chamado Confissão -, vemos que o sentido da alegria se dá porque, através de Cristo, Palavra eterna do Pai, somos reconciliados, somos salvos”, disse.
Nas leituras do dia, o Bispo refletiu sobre a libertação do povo de Israel, lembrando que a verdadeira Páscoa não é apenas olhar para o passado, mas viver o mistério da Ressurreição de Cristo, que se atualiza a cada Missa e em nossa caminhada de fé.
“A Páscoa cristã não é, pura e simplesmente, um voltar-se para o passado, mas um voltar o olhar da fé para um evento que aconteceu, acontece cotidianamente na vida da Igreja - tal como agora pela Santa Missa e pelo contínuo esforço de permanecermos em Cristo como criatura nova, reconciliada por Ele Consigo”, pregou.
Por fim, ele destacou o Evangelho, refletindo sobre a parábola do filho pródigo, sublinhando o amor misericordioso do pai, que espera pela volta do filho, como Deus espera por nós. O Bispo nos convidou à conversão e ao perdão, lembrando que é nesse retorno a Deus que encontramos a verdadeira alegria e a felicidade eterna.
“Esperemos, confiantemente, no Senhor. Não se confunde aquele que Nele espera, aquele que O busca, aquele que O contempla, aquele que só Nele se refugia (cf. Sl 70,1); aquele que só Nele se alegra”, finalizou.
Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial

























