Na Igreja do Carmo, Bispo preside Missa em preparação à festa da Padroeira

Atualizado em 03/07/24 às 22:405 minutos de leitura104 views


Na noite desta quarta-feira, dia 03 de julho, o Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, presidiu uma Missa em preparação à Festa de Nossa Senhora do Carmo, na igreja da Terceira Ordem do Carmo, no centro de Campina Grande. Concelebrou com o Bispo, o Padre Mércio Aurélio, Vigário Paroquial da Catedral, que costuma presidir as Missas na comunidade; também concelebrou, o Frei Adalgiso O.carm - Assistente Espiritual.

Na reflexão trazida, o bispo destacou a figura do Apóstolo São Tomé, visto que neste dia 03 a igreja celebrou sua festa litúrgica. O Bispo, foi acolhido pelos carmelitas e agradeceu pelo convite.

Na homilia, o prelado destacou a importância da fé cristã que se centra na ressurreição de Jesus Cristo, pediu aos fiéis que sejam firmes na crença dessa verdade e testemunhas autênticas da ressurreição.

Dom Dulcênio começa destacando que na festa do Apóstolo São Tomé somos chamados por Deus a permanecer fiéis ao caminho de vida e salvação proposto por Ele. Ao refletir o Evangelho, que apresenta São Tomé, inicialmente, como incrédulo, recusando-se a acreditar na ressurreição de Jesus, e depois ao ver e tocar as chagas do Mestre, ele professa sua fé exclamando: "Meu Senhor e meu Deus", é interpretado como um momento de renovação da fé do discípulo.

“São Gregório Magno ‘A incredulidade de Tomé e a ordem que este Apóstolo recebeu de Jesus, de tocar-lhe nas chagas, não foi um acaso, mas alto desígnio de Deus. O discípulo que, duvidando da Ressurreição do mestre, pôs as mãos nas chagas do mesmo, curou com isto a ferida da incredulidade da nossa alma. A incredulidade de Tomé foi para nós de vantagem maior que a fé dos demais Apóstolos; porque, tornando-se crédulo, pelo contato das chagas, consolidou a nossa fé banindo qualquer dúvida”, citou.

E continuou: “Já Santo Agostinho diz, a respeito da mesma questão: ‘Tomé, homem santo, justo e leal, exigiu tudo isso, não porque duvidasse, mas para excluir qualquer superficialidade. Era-lhe bastante ver aquele que conhecia; mas para nós era necessário que tocasse naquele que via, para que ninguém pudesse dizer que os olhos o enganaram, quando não era possível as mãos o enganaram’”. 

Dom Dulcênio ainda ensinou que Jesus ao tratar Tomé de incrédulo, porque este negara a fé a um único artigo – a ressurreição de Jesus Cristo. E continuou a dizer que a pessoa que rejeita ou põe dúvida um só artigo da fé não é mais católico. O católico deve confessar todos os artigos do Credo, por mais insignificantes que lhes pareçam.

“O católico que nega uma verdade de fé, é, como Tomé, incrédulo; é desobediente, como aquele que observa nove mandamentos da Lei de Deus, desprezando um. Aos incrédulos acontecerá o que Jesus Cristo disse: “Quem não acreditar no Filho, não verá a vida e sobre ele ficará a ira de Deus” (Jo 3, 36)”, exortou.

Ainda na homilia, o bispo apresentou Maria como um caminho para Jesus; conforme ensinou, Nossa Senhora desempenha um papel crucial como intermediária entre os homens e Jesus. Assim como Jesus veio até nós através dela, também devemos nos aproximar de Jesus por meio de Maria.

“Para acreditar, conhecer, amar, e imitar Cristo, temos uma escola: a escola de Maria. Por Maria a Jesus. Sem Jesus nunca poderemos chegar a Deus, e sem Maria não poderia Jesus chegar a nós, nem nós a Jesus. Jesus é o ponto de contato, o traço de união entre Deus e o homem, entre o céu e a terra. Deus que era inacessível ao homem, por meio de Jesus tornou-se conhecido, amado e possuído das suas criaturas. Do mesmo modo, Maria é o caminho natural para chegarmos a Jesus, para o Conhecermos, amarmos e imitarmos. Se Jesus veio aos homens por meio de Maria, é por meio de Maria que os homens devem ir a Jesus”, pregou.

Por: Ascom
Fotos: Ryan Caio (Setor Diocesano de Fotografias)

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