Igreja inicia Semana Santa: Missa dos Ramos na Catedral atraiu centenas de fiéis

Postado em 24/03/24 às 12:076 minutos de leitura110 views


Centenas de fiéis compareceram à Catedral na manhã deste domingo, 24, muitos segurando ramos de palmeiras, seguindo a tradição que remonta aos relatos bíblicos da multidão que saudou Jesus com folhas de palmeira. A celebração dos Ramos começou no estacionamento da Catedral, onde o Bispo saudou os fiéis e dirigiu-lhes palavras de fé.

Nas palavras proferidas antes da benção dos Ramos, Dom Dulcênio convidou aos fiéis a refletirem profundamente sobre o verdadeiro significado deste Domingo de Ramos da Paixão do Senhor.

Dom Dulcênio extraiu uma fala do Bispo Santo André de Creta e pediu aos fiéis que vivessem a partir de tais ensinamentos; Conforme citou, o Bispo Santo André, orientou que ao invés de oferecermos símbolos passageiros e efêmeros, como mantos e ramos sem vida, somos chamados a nos prostrar aos pés de Cristo. Essa prostração não é apenas física, mas simbólica e espiritual. Significa reconhecer a nossa total dependência de Cristo e a nossa necessidade de Sua graça redentora.

“Éramos antes como escarlate por causa dos nossos pecados, mas purificados pelo batismo da salvação, nos tornamos brancos como a lã. Por conseguinte, não ofereçamos mais ramos e palmas ao vencedor da morte, porém o prêmio da sua vitória. Agitando nossos ramos espirituais, o aclamemos todos os dias, juntamente com as crianças, dizendo estas santas palavras: ‘Bendito o que vem em nome do Senhor, o rei de Israel’” (Santo André de Creta. Oratio 9 in ramos palmarum: PG 97,990-994)”, citou.

Terminado este momento inicial, o povo de Deus e os clérigos participaram em procissão para o interior da Catedral.

Santa Missa e Homilia

Na homilia, o Bispo exortou os presentes a refletirem sobre a humildade e o amor exemplificados por Jesus, destacando a importância de seguir seus ensinamentos durante a Semana Santa e além.

O bispo destacou o significado profundo desta celebração para os cristãos. Inicialmente disse que a Semana Santa é a semana mais importante para a Igreja, pois é quando Jesus entra em Jerusalém, culminando em Sua crucificação e ressurreição. O tema central é a ascensão de Jesus a Jerusalém, não apenas física, mas também espiritual e simbolicamente, e como os fiéis seguem esse caminho com Ele.

O Bispo destaca a dualidade de emoções durante a entrada de Jesus em Jerusalém, com as pessoas saudando-o com "hosanas" e, mais tarde, clamando por Sua crucificação. Isso reflete a natureza paradoxal da fé humana e a rejeição que Jesus enfrentou. Dom Dulcênio também fez referência ao "Cântico do Servo Sofredor" de Isaías, que descreve a obediência e o sofrimento voluntário de Jesus em conformidade com a vontade de Deus.

Ademais, Dom Dulcênio fala sobre a humildade e a confiança de Jesus em Deus, que O levam a aceitar Sua missão até a morte na cruz. Essa obediência radical é contrastada com as expectativas mundanas de poder e glória. O pregador ressalta que é essa obediência e confiança que sustentam Jesus em Sua jornada até Jerusalém, apesar das adversidades e do sofrimento iminente.

“Esta certeza é o que faz o Senhor marchar a Jerusalém. Não amedrontado, mas resoluto; não Se contentando com os “vivas” e as bendições das multidões, mas desejoso de levar às últimas consequências o Seu querer divino, em total sintonia com o Pai, no Espírito Santo; ainda que tenha de pagar um alto preço: o da cruz, precedido de bofetões, cusparadas e escárnios, sofridos em admirável paciência”, pregou.

O Prelado também chama os fiéis a ecoarem o clamor de "hosana" não apenas durante a Semana Santa, mas em todos os momentos, reconhecendo que a salvação vem somente de Deus e foi conquistada por meio do sacrifício de Jesus na cruz. A homilia termina com uma invocação de louvor e gratidão a Cristo pela salvação que Ele trouxe ao mundo.

“Creio que nestes últimos tempos em que Cristo, a Igreja e a sua fé são zombadas e minimizadas por aqueles que se julgam grandes, este grito deve ecoar mais fortemente pelos cristãos: “Vinde, Senhor, e salvai-nos! Apiedai-vos de nós! Hosana ao Cristo de Deus!”. Porque é Dele que nos vem o socorro; porque, Dele, é que nos vem a salvação, conquistada com um alto custo: o do Sangue do Cordeiro divino, do Redentor, que tira o pecado do mundo, Deus bendito para sempre”. Findou.

Por: Ascom
Fotos: Joaquim Urtiga (Pascom Diocesana)

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