Em Lagarto-SE, Dom Dulcênio preside Missa de Finados

Postado em 02/11/23 às 13:397 minutos de leitura373 views


O Bispo Diocesano de Campina Grande-PB, Dom Dulcênio Fontes de Matos, presidiu na manhã desta quinta-feira, 02, a Santa Missa da Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, isto é, a missa do dia de Finados. A celebração aconteceu no Cemitério Paroquial Senhor do Bonfim, o mais antigo da cidade, campo santo onde estão sepultados os pais de Dom Dulcênio..

O Bispo esteve acompanhado do Padre Rodrigo Fraga, Pároco da paróquia de Nossa Senhora da Piedade da cidade de Lagarto, presentes tambémos Seminaristas Victor e Israel que auxiliaram aos serviços litúrgicos; na homilia que Dom Dulênio pregou, falou acerca da vigilância até o céu, destacando que a segunda vinda de Jesus Cristo vai acontecer de forma inesperada.

Dom Dulcênio disse que ao visitar um cemitério, um campo santo, ou ao deparar-se com um caixão contendo um ser inanimado, o corpo de um jovem ou de alguém que morreu prematuramente, imaginamos, em reflexão: quantos sonhos interrompidos… quão frágil somos!

Ao aprofundar a sua pregação, Dom Dulcênio refletiu sobre a morte e pediu aos fiéis que tivessem esperança, pois o cristão precisa ter a certeza da eternidade, da imortalidade da alma, haja vista, Cristo Ressuscitou dos mortos, abrindo as portas do céu, concedendo a herança da glória.

“Se vivêssemos somente esta vida presente, esta vida da carne, o Senhor não nos teria instruído à prática das boas obras, à vivência da fé; não nos incitaria à vigilância. Se, hoje, estamos aqui, reunidos, não é simplesmente para prantear os nossos entes que partiram ou mesmo apenas para recomendá-los a Deus pela oração, pelas máximas preces da Eucaristia com o seu poder sufragal. Não. A ocasião de comemorarmos os fiéis defuntos é momento premente para ratificar a nossa fé, a fé da Igreja Católica, na perspectiva do justo Jó: “Eu sei que o meu redentor está vivo e que, por último, se levantará sobre o pó; e depois que tiverem destruído esta minha pele, na minha carne verei a Deus. Eu mesmo o verei, meus olhos o contemplarão, e não os olhos de outros” (Jó 19,25-27a)”, pregou.

“Vigilância, eis o que nos compete”, continuou ensinando Dom Dulcênio, que da certeza da morte, que é mais pontual do que o próximo instante, devemos, prontos, antecipar-nos em preparação para a Vida Eterna, de antemão contando nossa existência com atitudes plausíveis ao Senhor da Boa Morte, que, ressuscitado, vive para sempre e nos chama a viver Nele para sempre, desde já, desde agora.

“Vigiar é converter-se; conversão é precaver-se, pois não sabemos o dia e nem a hora em que seremos visitados pelo Cristo na nossa morte. Vigiar como sinônimo de conversão contínua não dispensa a atitude do arrependimento diante dos próprios pecados, chorando-os amargamente, confessando-os sacramentalmente. Isso é pleitear uma santa e boa morte. Vigiar é, por fim, empregar-se em amar Deus, sendo-Lhe grato com uma vida santa, reta, conforme o querer do Senhor”, disse.

O Bispo de Campina Grande, pregou a fé da igreja ao dizer que a vida não se encerra na materialidade, com o fechar dos olhos, mas continua na eternidade, por isso todo cristão necessita da vigilância para com uma vida reta e agradável a Deus.

“Somente aos que Ele assim encontrar serão dignos do Seu farto banquete, onde o Cristo mesmo os servirá. Banquete que, misticamente,  já acontece, “aqui e agora”, pela Eucaristia, onde somos, desde já, em Cristo, ressuscitados para uma vida nova, para a existência eterna do Céu, ainda neste mundo de peregrinos, nesta “mesa” de transeuntes”, explicou.

As penas eternas e os meios de salvação

Dom Dulcênio também chamou atenção na sua homilia que não adianta práticas exteriores, que simplesmente se resumam à matéria, pois, por mais rica que sejam as coroas depositadas nos túmulos dos nossos mortos; por mais vistosos que se apresentem os monumentos que lhes erigimos sobre os restos mortais, não preservam o corpo da decomposição, nem defendem a alma contra os tormentos do Purgatório.

“Não querendo fazer-nos culpados de ingratidão e inconsciência, é mister que empreguemos os meios que a Igreja tão generosamente nos oferece, como sejam: a recepção dos Santos Sacramentos, em particular, a Santa Missa, obras de penitência e caridade, as santas indugências, etc. Um Pai Nosso rezado com devoção e humildade pelas almas, vale mais que muitas coroas; uma Santa Missa celebrada pelo descanso eterno de uma alma, aproveita-lhes infinitamente mais que um suntuoso monumento, porque a Santa Missa é o sacrifício expiatório por excelência por ser o ápice de nossa fé. Tudo isso são auxilio que os parentes e amigos que permanecem neste mundo podem oferecer por expiação dos possíveis pecados dos que já se foram cometidos durante a vida. Porém, fica um conselho para todos nós que ainda peregrinamos aqui na terra: É melhor providenciar em tempo e despachar já de antemão boas obras para a eternidade, do que confiar no auxílio de outros depois da morte. Se não providenciares em teu interesse quem o fará por ti?”, findou.

Por: Ascom
Fotos: enviadas pelos seminaristas Victor e Israel 

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