Em Lagarto-SE, Dom Dulcênio preside Missa de Finados
O Bispo Diocesano de Campina Grande-PB, Dom Dulcênio Fontes
de Matos, presidiu na manhã desta quinta-feira, 02, a Santa Missa da
Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, isto é, a missa do dia de Finados. A
celebração aconteceu no Cemitério Paroquial Senhor do Bonfim, o mais antigo da
cidade, campo santo onde estão sepultados os pais de Dom Dulcênio..
O Bispo esteve acompanhado do Padre Rodrigo Fraga, Pároco da
paróquia de Nossa Senhora da Piedade da cidade de Lagarto, presentes tambémos
Seminaristas Victor e Israel que auxiliaram aos serviços litúrgicos; na homilia
que Dom Dulênio pregou, falou acerca da vigilância até o céu, destacando que a
segunda vinda de Jesus Cristo vai acontecer de forma inesperada.
Dom Dulcênio disse que ao visitar um cemitério, um campo santo, ou
ao deparar-se com um caixão contendo um ser inanimado, o corpo de um jovem ou
de alguém que morreu prematuramente, imaginamos, em reflexão: quantos sonhos
interrompidos… quão frágil somos!
Ao aprofundar a sua pregação, Dom Dulcênio refletiu sobre a
morte e pediu aos fiéis que tivessem esperança, pois o cristão precisa ter a
certeza da eternidade, da imortalidade da alma, haja vista, Cristo Ressuscitou
dos mortos, abrindo as portas do céu, concedendo a herança da glória.
“Se vivêssemos somente esta vida presente, esta vida da
carne, o Senhor não nos teria instruído à prática das boas obras, à vivência da
fé; não nos incitaria à vigilância. Se, hoje, estamos aqui, reunidos, não é
simplesmente para prantear os nossos entes que partiram ou mesmo apenas para
recomendá-los a Deus pela oração, pelas máximas preces da Eucaristia com o seu
poder sufragal. Não. A ocasião de comemorarmos os fiéis defuntos é momento
premente para ratificar a nossa fé, a fé da Igreja Católica, na perspectiva do
justo Jó: “Eu sei que o meu redentor está vivo e que, por último, se levantará
sobre o pó; e depois que tiverem destruído esta minha pele, na minha carne
verei a Deus. Eu mesmo o verei, meus olhos o contemplarão, e não os olhos de
outros” (Jó 19,25-27a)”, pregou.
“Vigilância, eis o que nos compete”, continuou ensinando Dom
Dulcênio, que da certeza da morte, que é mais pontual do que o próximo
instante, devemos, prontos, antecipar-nos em preparação para a Vida Eterna, de
antemão contando nossa existência com atitudes plausíveis ao Senhor da Boa
Morte, que, ressuscitado, vive para sempre e nos chama a viver Nele para
sempre, desde já, desde agora.
“Vigiar é converter-se; conversão é precaver-se, pois não
sabemos o dia e nem a hora em que seremos visitados pelo Cristo na nossa morte.
Vigiar como sinônimo de conversão contínua não dispensa a atitude do
arrependimento diante dos próprios pecados, chorando-os amargamente,
confessando-os sacramentalmente. Isso é pleitear uma santa e boa morte. Vigiar
é, por fim, empregar-se em amar Deus, sendo-Lhe grato com uma vida santa, reta,
conforme o querer do Senhor”, disse.
O Bispo de Campina Grande, pregou a fé da igreja ao dizer que
a vida não se encerra na materialidade, com o fechar dos olhos, mas continua na
eternidade, por isso todo cristão necessita da vigilância para com uma vida
reta e agradável a Deus.
“Somente aos que Ele assim encontrar serão dignos do Seu
farto banquete, onde o Cristo mesmo os servirá. Banquete que,
misticamente, já acontece, “aqui e
agora”, pela Eucaristia, onde somos, desde já, em Cristo, ressuscitados para
uma vida nova, para a existência eterna do Céu, ainda neste mundo de
peregrinos, nesta “mesa” de transeuntes”, explicou.
As penas eternas e os meios de salvação
Dom Dulcênio também chamou atenção na sua homilia que não
adianta práticas exteriores, que simplesmente se resumam à matéria, pois, por
mais rica que sejam as coroas depositadas nos túmulos dos nossos mortos; por
mais vistosos que se apresentem os monumentos que lhes erigimos sobre os restos
mortais, não preservam o corpo da decomposição, nem defendem a alma contra os
tormentos do Purgatório.
“Não querendo fazer-nos culpados de ingratidão e
inconsciência, é mister que empreguemos os meios que a Igreja tão generosamente
nos oferece, como sejam: a recepção dos Santos Sacramentos, em particular, a
Santa Missa, obras de penitência e caridade, as santas indugências, etc. Um Pai
Nosso rezado com devoção e humildade pelas almas, vale mais que muitas coroas;
uma Santa Missa celebrada pelo descanso eterno de uma alma, aproveita-lhes
infinitamente mais que um suntuoso monumento, porque a Santa Missa é o sacrifício
expiatório por excelência por ser o ápice de nossa fé. Tudo isso são auxilio
que os parentes e amigos que permanecem neste mundo podem oferecer por expiação
dos possíveis pecados dos que já se foram cometidos durante a vida. Porém, fica
um conselho para todos nós que ainda peregrinamos aqui na terra: É melhor
providenciar em tempo e despachar já de antemão boas obras para a eternidade,
do que confiar no auxílio de outros depois da morte. Se não providenciares em
teu interesse quem o fará por ti?”, findou.
Por: Ascom
Fotos: enviadas pelos seminaristas Victor e Israel

















