Festa de Nossa Senhora das Dores em Monteiro-PB e em Zabelê-PB

Atualizado em 15/09/23 às 00:008 minutos de leitura338 views


O Bispo Diocesano de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos, presidiu neste dia 15, duas missas festivas em honra à Nossa Senhora das Dores; a primeira celebração, aconteceu na Paróquia de N. Sra das Dores, em Monteiro-PB, Forania Cariri II, paróquia que expressa fortemente a sua fé na padroeira; os Padres Isaías (Pároco) e o Padre Artur (Vigário), Padre Henrique Gustavo e Padre Maurício, concelebraram com o Prelado diante de uma Matriz repleta de fiéis.

À tarde, na cidade vizinha de Zabelê-PB, também na mesma forania do cariri II, lá a comunidade também celebrou à Mãe das Dores; a referida igreja pertence à Paróquia de São Sebastião, de São Sebastião do Umbuzeiro-PB; com muita alegria, fé e devoção, centenas de fiéis acolheram Dom Dulcênio para esta Missa concelebrada pelo Pároco, Padre Marcos Souza.

Após a Missa, foi realizado uma procissão junto com o Bispo, o pároco local e toda a Comunidade, com cânticos e corações cheio de alegrias. Para o Pároco, a festa de Nossa Senhora das Dores este ano, foi uma grande oportunidade de Vivência orante e mais união na comunidade. Todos ajudaram, participam, rezaram, e perseveraram no decorrer dos festejos. Rezamos e pedimos a Nossa Mãe, que proteja a todos os devotos e Munícipes Zabelenses.

Homilia

Na homilia proferida neste dia importante para Igreja Católica, o Bispo – inicialmente – lembrou que acompanhar Nossa Senhora em todas as fases da sua vida terrestre, admirar os altos desígnios de Deus na pessoa sacrossanta de sua Mãe é sempre delícia para um coração devoto da Santíssima Virgem.

Ainda na primeira parte da homilia, o Pastor Diocesano deteve-se a falar sobre a profecia de Simeão, que segundo o evangelista Lucas narrou que o velho Simeão disse à Nossa Senhora que a sua alma seria transpassada por uma espada. Acerca dessa passagem bíblica o bispo ensinou que tal previsão dolorosa ficou na alma de Maria durante trinta e três anos, marcando a caminhada pública do seu Filho Jesus.

“À medida que Jesus crescia em idade, em sabedoria e em graça, no dulcíssimo coração de Maria aumentava a angústia de perder um filho tão caro, pela aproximação da inexorável Paixão e Morte. Como afirma Santo Afonso, ‘o Senhor usa de compaixão para conosco, em não nos fazer ver as cruzes que nos esperavam, e se temos de sofrer, é só uma vez. Com Maria Santíssima assim não procedeu, porque a querida Rainha das dores é toda semelhante ao Filho; por isso ela via sempre diante de si todas as penas que havia de sofrer’”.

No segundo instante, Dom Dulcênio tratou da relação de Nossa Senhora com a vocação, visto que a Igreja no Brasil vivencia o Ano Vocacional, assim trouxe aos fiéis, parte da sua história testemunhando que foi a Santíssima Virgem Maria quem o vocacionou ao sacerdócio.

Ao lembrar da belíssima oração vocacional pelos sacerdotes, destacou que Dom Luciano Cabral, que foi Arcebispo de Aracaju-SE, não deixou de invocar a Virgem Maria como Mãe dos Sacerdotes. E, assim, ele ensina-nos a rezar, implorando a sua intercessão maternal:

“Mas, por que o experimentado Dom Luciano se dirige à Nossa Senhora como “Mãe dos Sacerdotes”? Não o sabemos ao certo. Creio, no entanto, que já com muitos anos de vida sacerdotal, o Arcebispo quis recordar-se, particularmente, das muitas vezes do auxílio da Virgem Maria. Podemos dizer mais:  quando do Calvário, que o discípulo amado aos pés da Cruz, junto com Maria, tão logo Jesus lhe confia como Mãe a sua própria Mãe, ele a acolhe consigo.

A Onipotência Suplicante

Um trecho dessa oração, diz: “Vós que sois a Onipotência Suplicante”, referindo-se À Maria, aponta a Senhora da humanidade como sendo a Mãe que intercede por todos, isto porque, tal como fez nas Bodas de Caná – explicou Dom Dulcênio –  quando disse a Jesus, seu Filho e Senhor, em favor dos noivos daquela festa: “Eles não têm mais vinho” (Jo 2,20).

 “Jesus é a graça de Deus; e Ele vem por Maria. Daí, muitos santos da Igreja afirmarem que todas as graças vêm de Maria. É ela que, quando dos momentos em que secam os vasilhames do vinho da nossa alegria em dizer “sim”, por motivo das dificuldades, enche as talhas, de volume incomparavelmente superior, com o vinho melhor, Jesus Cristo”, pregou.

“Por isso que Dom Luciano, através da Oração pelas vocações sacerdotais e religiosas, nos ensina a clamar o socorro maternal nos divinos ofícios cabíveis aos sacerdotes, de santificação, condução e ensino do Povo Santo de Deus, de maneira que tudo o que fazem seja bem feito para a glória do Santo Nome de Deus e para a salvação das almas, porque é ação mesma do Senhor, principalmente quando dos Sacramentos”.

A experiência Vocacional

Concluiu a sua pregação destacando quão rica é a experiência vocacional, que a Diocese de Campina Grande tem demonstrado a partir de iniciativas, tais como os eventos realizados com reflexões sobre o Ano Vocacional; “vidas foram convocadas para, de diversas maneiras, corresponderem ao chamado amoroso do Senhor para edificarmos, cada um segundo o seu estado de vida, a Igreja de Cristo”, disse.

Por fim, junto ao seu povo, rezou pelos padres, demais seminaristas, vocacionados, clamou a Jesus Cristo a fim de que conceda sacerdotes santos, totalmente dedicados à Igreja. E à Virgem das Dores, Mãe dos sacerdotes, a onipotência suplicante, pediu novas vocações sacerdotais e religiosas.

Por: Ascom
Fotos: Pascom de Monteiro e Pascom de Zabelê

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