Diocese dá início ao seu Jubileu Diamantino

Atualizado em 16/05/23 às 00:0011 minutos de leitura634 views


Uma grande Ação de graças! Assim pode ser destacado a Solenidade de Abertura do Jubileu Diamantino da Diocese de Campina Grande, em Santa Missa presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, na noite desta segunda-feira, 15, na Sé Catedral de Nossa Senhora da Conceição.

A missa reuniu o clero em seus padres e diáconos, contou com a presença do Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Olinda e Recife, Dom Limacedo, que esteve representando o Arcebispo Dom Fernando Saburido; presentes também os seminaristas diocesanos, religiosos (a), representações de todas as 67 paróquias, e as duas Áreas Pastorais, das Comissões diocesanas, demais comunidades e grupos, autoridades civis e o povo de Deus.

Homilia

Na homilia desta ditosa celebração, o bispo destacou que o júbilo no mais alto grau de seu significado, tomou os corações de todos os diocesanos na noite desta segunda-feira, 15. “Hoje partilhamos não duma simples alegria, todavia duma GRANDE ALEGRIA! Por isso, uso a expressão júbilo, que tem tudo a ver com o que estamos a fazer hoje: abrir o Jubileu Diamantino; e com grande júbilo!”, disse.


Em tom profético, o bispo também disse que Deus fala com o seu povo, e que os sinais da sua presença entre nós estão visíveis na diocese de Campina Grande. -A voz do criador ressoa e se espalha em toda terra, e chega aos confins do universo como chegou nestas-, destacou, e prossegui: “De um extremo do céu põe-se a correr e vai traçando o seu rastro luminoso até que possa chegar ao outro extremo e nada pode fugi ao seu calor”; desde o alto da Borborema às superfícies do Cariri; dos solos rasos e pedregosos e erosivos do Seridó às nascentes cabeceiras do Brejo até o semi-árido do Curimataú que nos toca. Este é o encanto desta terra tocada por Deus. Terra de discípulos, que na diversidade dos dons, demonstram que foram autenticados no batismo trinitário”, pregou.

Também lembrou que a história da diocese não se faz somente história por se fazer linhas numa trilogia escrita, onde, buscamos apresentar o início de um sonho, as dificuldades existentes, bem como as alegrias presentes, mas também, o verdadeiro aggionarmento que o Espírito nos propôs. Mas, por realmente fazê-la e vivê-la.

“É uma história que tem vida; que se manifesta! Que grita aos quatro cantos desta primitiva aldeia dos Índios Cariris, que somos um povo de fé! Que somos um povo católico! De fé universal! Aqui está a nossa Galileia: a aliança que nos une a Deus. Aqui também está o modelo desse corpo que é a Igreja, unificado pela diversidade de dons. Aqui também estão homens e mulheres que rejubilam cantando que “Seu som ressoa e se espalha por toda esta Diocese”, enfatizou.

Um passeio pela história

“Esta Diocese, muito menos esta cidade, deveria ter outro nome, porque ela não só é Grande, ela consegue ser gigante! E digo mais: ela não poderia ser protegida por outra pessoa senão a Senhora Soberana, intitulada Excelsa Mãe da Conceição, dona desta casa e patrona de todos os homens que se dispõe seguir o Filho do Homem. Estas ruas nunca foram tão caras, quando transformada em Vila, ficando conhecida nesta Paraíba como Vila Nova da Rainha, não simplesmente pelos homens, mas antes, por Deus! E o felpo dos algodões da Borborema é que nos conforta”, afirmou.

E concluiu dizendo: “Nesta terra, palco de insurreições, não há mais diferenças entre “os pesos e as medidas”, tampouco lugar para colocar-se e quebrar quilos, porém há uma Igreja que entoa “o seu grito de alegria”, a sua “aclamação”; como um verdadeiro cântico de vitória! Porque hoje o Espírito, mais uma vez, nos desce do céu e nos faz participantes da mesma mesa; da mesma comunidade. E como a Igreja do Pão, da verdadeira Paz, traço sobre toda esta Diocese o sinal da Esperança! Porque cremos no Senhor, servimos à sua Igreja e celebramos a nossa história! ”.

Indulgência Plenária

O Papa Francisco concedeu à Igreja de Campina Grande Indulgências Plenárias, isto é o perdão, que se dará a partir da Confissão Sacramental, da Comunhão na Eucaristia e por meio da Oração pelo Santo Padre. Lucram de Indulgência aqueles que visitarem a Catedral da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria, em forma de peregrinação e devotamente participarem dos ritos jubilares, ali ou pelo menos por tempo oportuno dirigem oração a Deus pela fidelidade do Brasil à vocação Cristã, pela obtenção de vocações sacerdotais e religiosas e pela defesa da família instituída. Também os idosos ou doentes receberão a graça ao unirem-se de modo espiritual.

Fala do Vigário.

O Padre Luciano Guedes, é um dos grandes responsáveis pela animação das atividades jubilares, ao dispor da palavra, o reverendo agradeceu a todos que se empenharam para a realização do jubileu e destacou que agora toda diocese passa a viver um tempo de graça, também destacou algumas atividades a serem realizadas em breve.

Fala de Dom Limacedo

“Aqui venho sentir o bom perfume de Cristo, que não apenas se encontra nesta Catedral, mas espelhado por todos os rincões desta querida diocese. Como Dom Dulcênio disse, Campina não é apenas grande, mas gigante, e nós percebemos isso na sua prática pastoral. Venho para contemplar a missionariedade desta diocese, aqui venho para aprender desta história tão bonita e maravilhosa; aqui venho, natural lá de Nazaré da Mata, donde também houve um bispo que foi vosso, mas também nosso, Dom Manoel Pereira; aqui estou representando o Arcebispo de Olinda e Recife; aqui vim para fazer comunhão em nome da Arquidiocese de Olinda e Recife; aqui venho pedir a Deus por esse lindo povo que é um sinal da diversidade do Espírito Santo, assim louvo a Deus com Nossa Senhora”, disse.


O Jubileu

O jubileu diamantino será marcado por uma série de atividades, começando a partir deste dia 15 de maio e se estenderá até o dia 18 de maio de 2024; nesse intento, uma vasta programação deverá acontecer com festival de cultura, simpósios, congressos, lançamento do II e III Volumes do livro que conta a história da diocese, eventos esportivos, ações sociais, peregrinação da imagem da padroeira, que iniciou dirigindo à Paróquia de Santa Teresinha, em Massaranduba, nesse período do jubileu também serão realizadas missas votivas.

Panorama atual da Diocese

Atualmente, a diocese conta com 67 paróquias e duas Áreas Pastorais, 5 Santuários, distribuídos nos 62 municípios do território que compreende os limites com o Rio Grande do Norte, ao norte; e ao sul, com o estado de Pernambuco. O presbitério campinense contém em torno de 120 padres diocesanos e religiosos (ordens e congregações); 32 diáconos, sendo 26 permanentes (junho, mais 3 permanentes serão ordenados) e 5 transitórios, dos quais, 4 serão ordenados Presbíteros no próximo mês de junho. O Seminário Diocesano conta com 49 seminaristas da Diocese de Campina Grande, além de acolher para os estudos 9 seminaristas da Diocese de Petrolina, totalizando 58 seminaristas residentes na casa de formação.


A história da Diocese

A Diocese de Campina Grande foi criada a 14/05/1949, através de um documento Papal chamado Bula, com o título "Supremum Universi" do Papa Pio XII, desmembrada da Arquidiocese da Paraíba, pertencendo ao Regional Nordeste 2 da CNBB.

Por: Ascom
Fotos: João Neto, Joaquim Urtiga e Matheus Borges

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