Dom Dulcênio abre Encontro das Famílias na Missa de São João Batista

Postado em 22/06/22 às 21:415 minutos de leitura

     Em Missa Solene na Catedral de Campina Grande na noite desta quarta-feira, 22 de junho, Dom Dulcênio Fontes de Matos abriu a Semana do X Encontro Mundial das Famílias, a nível de Diocese e de Regional Nordeste 2. Dom Dulcênio é o Bispo referencial para a Comissão Vida e Família do Regional NE2 e presidiu à Santa Missa já na Solenidade de São João Batista, com a presença de todas as representações pastorais da Família da Diocese e do Regional.

     Neste ano, a data do dia 24 de junho dá espaço à celebração da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus. Na ocasião, Dom Dulcênio publicou e fez a leitura da Carta que redigiu às famílias diocesanas e do Regional, convidando a todos a contemplar a missão da família nos tempos atuais. Esteve presente o pároco da Catedral, Pe. Luciano Guedes, diáconos, seminaristas e representantes dos movimentos e grupos das famílias.

 

A homilia

     Dom Dulcênio iniciou sua homilia recordando que São João Batista é celebrado duas vezes no ano litúrgico e enalteceu o mistério de seu nascimento, ligando-o com o nascimento do Salvador, uma vez que “seu nascimento foi extraordinário, acompanhado de fatos igualmente extraordinários, como o relatam os Santos Evangelhos”. E lembrou que o nascimento de João Batista, como o de todos os santos, trazem alegria a todos os crentes: “não esqueçamos de que o nascimento dos santos produz a alegria de muitos, porque é um bem comum”.

     O Bispo diocesano fez um resgate da história narrada no Evangelho sobre o anúncio e o nascimento de São João Batista e fez a ligação com o nascimento de Jesus, quando Maria visita a sua prima Isabel e santifica João no ventre. Este momento, em especial, gerou alegria para as mães, especialmente para Isabel, dado que, segundo Dom Dulcênio, “o Precursor, por uma graça especial de Deus, conheceu a presença do Senhor e lhe prestou homenagem de adoração”.

Dom Dulcênio lembrou a importância dada no relato evangélico ao nome João, que quer dizer “graça de Deus” e afirmou que “como Isabel concebeu esse filho por favor da divina graça, não pela natureza, gravaram no nome do menino a memória desse benefício”.

    Lembrou ainda que o testemunho de São João nos inspira a também viver na fidelidade ao Evangelho, afirmando que “diante de João Batista encontramo-nos com um homem coerente! Ele exige conversão pelo testemunho de vida e pela pregação. Convida-nos a preparar os caminhos do Senhor pela prática da justiça”. E fez um pedido a Deus de que a vida dos homens seja sempre um anúncio do Cristo: “Que o exemplo do Batista nos ajude a também anunciar Jesus Cristo com uma vida, de fato convertida”.

 

A carta às famílias

     Ao fim da homilia, houve a leitura da carta às famílias, na qual se fala do amor que gera a santidade. O Bispo inicia a sua carta recordando que “o primeiro chamado de Deus para as criaturas é a tornarem-se, pelo sacramento do Batismo, filhos Seus”. O faz recordando a vocação inicial que Deus faz a todos os cristãos, que, com o maturar da vida, se confirmará no seguimento da vocação, seja pela consagração sacerdotal ou religiosa, seja pelo amor conjugal.

     A intenção principal da carta é recordar a todos que a vocação “é uma realidade que compromete toda a vida”. Neste sentido, Dom Dulcênio lembra que a vocação e a missão do Matrimônio é também um local em que se gera e se vive a santidade em uma “pequena comunidade”, onde todos conseguem a salvação na busca pela verdade. “De mãos dadas – afirmou Dom Dulcênio – esposo, esposa e filhos conhecendo Deus e, neste conhecimento primordial, conhecendo-se em suas subjetividades, sejam iluminados por Cristo e, amando-se mutuamente, santifiquem-se e salvem o seu lar”.

     A carta procura incentivar as reflexões a nível diocesano e regional acerca do tema da vocação à santidade na família, já delineada pelo X Encontro Mundial das Famílias, que acontece em Roma, de 22 a 26 de junho, com o Papa Francisco. Para Dom Dulcênio, “será um momento agraciado também para as famílias cristãs que, geograficamente distantes, se unirão entre si e com a grande família de Deus, a Igreja”.

     O Bispo Diocesano finaliza a sua cara convidando a todos a levarem as reflexões destes dias para a vivência no seio familiar, de modo que “os efeitos deste magnânimo movimento das famílias de todo o mundo, sejam inculcados largamente no tesouro dos valores da vida em família”.

Texto – Sem. Humberto Carneiro

Fotos – PasCom Diocesana

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