“Nos momentos diversos, refugia-te no sacrário para sentires o Céu!”: a Celebração de Corpus Christi na Catedral de Campina Grande

Postado em 16/06/22 às 21:325 minutos de leitura

     A tarde desta quinta-feira foi exaltada na Catedral de Campina Grande com a Santa Missa na Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, tradicionalmente celebrada na quinta-feira depois da Solenidade da Santíssima Trindade. A Santa Missa foi presidida pelo Bispo diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, e contou com a participação dos padres das Foranias da cidade de Campina Grande, como uma forma de manifestar a unidade da Eucaristia.

     A Celebração também teve um sentido especial, uma vez que foram comemorados os 21 anos de Ordenação Episcopal de Dom Dulcênio. O Bispo agradeceu a presença e as mensagens de todos, e dirigiu-se aos fiéis com uma palavra de força e de pedido: “Para que meu ministério seja frutuoso, preciso contar sempre com as orações de todos!”, lembrou dom Dulcênio. O Vigário geral da Diocese e Pároco da Catedral, Pe. Luciano Guedes, em nome do clero diocesano, dirigiu palavras com votos de fortaleza e ânimo na caminhada episcopal.

A homilia

     Em sua homilia, Dom Dulcênio recordou que desde sempre a Igreja foi obediente à palavra de Jesus, na celebração dos divinos mistérios do Altar. Por isso, fez uma relação da Eucaristia com a Escatologia, a pare da teologia que aborda os últimos eventos da história do homem, bem como da vida eterna, do céu, inferno e purgatório. Ele lembrou que, na Liturgia Eucarística, “somos felizardos por saborearmos antecipadamente a consumação das realidades últimas, escatológicas para qual todo homem e a criação rumam”.

     O homem é feliz por saborear já aqui a doçura do céu, mas o pecado feriu a condição humana, o que nos deixou distantes da liberdade. Em Cristo se abre, então, uma nova porta por onde corre a água da salvação. É este mesmo Cristo que se dá ao homem na comunhão. Ele mesmo se dá como dádiva ao homem, e chama os homens à unidade nele. Nesta união, já se contempla o eterno: “a realidade da Igreja – apontou Dom Dulcênio – reunida para celebrar, já é participação do que, na eternidade, é algo pleno, tal como, no Apocalipse, São João nos apresenta”.

     Dom Dulcênio também aproveitou a ocasião para recorda a importância da oração pelos fiéis falecidos: “Esta prece de sufrágio encontra maior eficácia dentro da Celebração Eucarística, para que, purificados pela misericórdia de Deus, os nossos defuntos possam alcançá-Lo na visão beatífica, no céu”. Dessa visão beatífica um dia todos nós participaremos, por isso, o Bispo lembrou que “o fruto do Altar é o viático, o alimento de uma alma que anseia o Céu”; e, nesta espera pelo céu, o cristão deseja cada vez mais chegar até o encontro com Deus, sem temer nem mesmo a morte: “quem comunga, fiel e dignamente, não teme a morte se esta lhe advém”.

     Por fim, concluiu fazendo um pedido a todos aqueles que acorreram às Igrejas neste dia Santo: “nos momentos mais diversos, refugia-te nos umbrais do sacrário para sentires o Céu que, por alto preço de cruz, foi aberto para ti pelo Deus que te espera”. E lembrou que todos os que recebem do sacramento com fé, possuem desde agora, o que foi reservado desde a eternidade no céu.

     Ao fim da homilia, Dom Dulcênio fez uma breve recordação do dia de sua Ordenação episcopal. Lembrou o auxílio que teve na escolha do seu lema episcopal, por Dom Mário Rino Sivieri (in memoriam), que é um lema eucarístico também. “Sempre celebro a Eucaristia como se fosse a primeira”, disse Dom Dulcênio; “sempre procuro me lembrar do Pão da vida que é Jesus, e do pão dos pobres”. O Bispo lembrou que foi a fidelidade ao seu lema episcopal que sempre o inspirou a buscar levar o pão a todos, especialmente aos mais necessitados: “não podemos comungar o Pão Eucarístico sem se preocupar com os que não tem o pão cotidiano”. E concluiu pedindo a Deus força para ser sempre fiel ao lema que escolheu.

     A celebração foi encerrada com a tradicional Procissão de Corpus Christi por algumas ruas do centro de Campina Grande, sendo marcada pela emoção e pela força de vontade de muitos que acompanharam descalços, entre hinos e preces, depois de dois anos sem que esta procissão fosse realizada. Ao final da procissão, o Bispo concedeu a bênção com o Santíssimo Sacramento no largo da Catedral.

Texto – Sem. Humberto Carneiro

Fotos – PasCom Diocesana

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