Festa de Santo Antônio em Campina Grande é encerrada com um convite à paz

Postado em 13/06/22 às 22:455 minutos de leitura

     Um convite à paz. Foi este o mote da homilia de Dom Dulcênio Fontes de Matos na Santa Missa que presidiu na noite desta segunda-feira, 13 de junho, memória de Santo Antônio de Pádua. A celebração solene teve lugar na Paróquia de Santo Antônio, bairro homônimo em Campina Grande – PB. Se fizeram presentes o pároco, Pe. Adeildo Ferreira, o Mons. Lourildo, o Diác. Anchieta Araújo, Diác. Ricardo, seminaristas e todo o povo de Deus.

     Dom Dulcênio iniciou sua reflexão a partir das leituras próprias para o dia de Santo Antônio, abordando a gravidade e a urgência do mandado missionário de Jesus aos apóstolos. Para dom Dulcênio, “a missão de evangelizar não é exclusiva da hierarquia, mas de todo aquele que se diz discípulo de Jesus Cristo”. Por isso, todos são chamados a levar ao mundo a mensagem de Jesus Cristo, que é de promover a paz. O Bispo falou que sempre são necessários missionários que falem de Deus e que falem em nome de Deus, e que, à exemplo de Santo Antônio, levem à humanidade o anúncio da paz.

     De acordo com Dom Dulcênio, os últimos séculos têm posto uma nódoa escura na humanidade com as guerras e matanças perpetradas, sem contar os inúmeros descasos com a saúde pública. Em todos estes sinais de morte, o Bispo convidou os presentes a contemplar e seguir a paz pregada pelo Santo protetor: “Ninguém melhor do que Antônio para seguir ao pé da letra os ensinamentos e orientações de Francisco. É preciso anunciar e viver a paz. A paz interior é aquela que fundamenta a paz exterior”.

     Santo Antônio foi um homem profundamente preocupado com a paz verdadeira, que sai do coração dos homens em direção à história e torna os tempos mais calmos e favoráveis ao espírito de oração. De fato, ele se ocupou no serviço de amor. Para Dom Dulcênio, “a paz brota do coração”.

     Neste mesmo norte, Dom Dulcênio recordou que “a paz interior da bem aventurança e a paz proclamada e dirigida a todos, constituem uma única e mesma realidade”, justamente pelo fato de pedirem dos homens uma atitude verdadeira, interior, sincera e aberta. E aqui está a grandeza do ser cristão: buscar e promover a paz em todos os lugares! Foi o que Dom Dulcênio apontou aos presentes, afirmando que “a atitude típica do ser humano deve ser de se colocar a serviço do bem e da paz – estar sempre a serviço de Deus, na pessoa do próximo”.

     O Bispo diocesano também frisou que a saudação franciscana “Paz e Bem” é um convite simples e objetivo a viver e construir a caridade no dia a dia. Disse o Bispo: “Nestas duas pequenas palavras se escondem um dinamismo e ao mesmo tempo uma provocação: saudar alguém com “Paz e Bem” é o mesmo que dizer: o Amor de Deus que trago em meu ser, é a mesma pessoa que reconheço nos outros e no mundo, e por causa d’Ele devemos viver a caridade – o Bem - entre nós”.

     A paz, como fruto da caridade, é uma força irresistível, que gera a fraternidade, o amor, a concórdia e a unidade. Buscando a paz, os cristãos sempre terão a vida em abundância, porque não vão procurar a morte, mas a existência. É a paz que garante a unidade na Igreja, como lembrou Dom Dulcênio: “A caridade sozinha mantém firmemente unidos na paz os filhos da Santa Mãe Igreja; faltando a caridade, esta paz se dissolve”.

     Ao final da celebração, foi realizada uma procissão por algumas ruas do Bairro, com a participação de todos, entre cantos e louvores, enaltecendo as virtudes de Santo Antônio e concluindo mais uma Festa em honra ao Santo de Pádua.

Texto – Sem. Humberto Carneiro.

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