Comunidade do Senhor do Bonfim, no Jenipapo, celebra seu Padroeiro

Postado em 19/11/21 às 00:014 minutos de leitura


No decorrer desta semana, o Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, tem visitado as Paróquias e comunidades que estão celebrando seus padroeiros. Nesta quinta-feira (18), aconteceu a Missa em preparação à festa do Senhor do Bonfim, no distrito de Jenipapo, área geográfica que pertence à Paróquia de Nossa Senhora de Fátima.

O Padre Haroldo Andrade, que é o Pároco, falou da sua alegria pela presença significativa do Pastor Diocesano na comunidade, que também manifestou júbilo pela vinda de Dom Dulcênio para celebrar em preparação à festa do Padroeiro. Os Seminaristas estiveram acompanhando o Bispo para auxílio litúrgico.

A mensagem pregada pelo Bispo à comunidade do Bonfim, foi uma exortação acerca de como os cristãos tem tocado a sua vida, se tem rejeitado a palavra de Deus ou se tem acolhido a paz, que é o próprio Cristo Jesus. A partir daí o prelado explicou as leituras e refletiu junto ao povo fiel na importância de vida no Espírito Santo.

O Evangelho proclamado de Lucas 19, 41-44, narra o instante em que Jesus chora diante de Jerusalém por ver a cidade imersa no pecado e nas injustiças; conforme ensinou Dom Dulcênio, Jerusalém é a figura de uma alma entregue ao pecado, e sem acolher a mensagem de salvação, a alma é incapaz de se converter.

“Convida-nos o evangelho a que pensemos um pouco nas desventuras que sobrevêm à alma infiel, que pelo pecado fica não só feia, mas totalmente arruinada, nada nela fica dos dons da graça que o Senhor tinha derramado, nada das virtudes, nada dos dons do Espírito Santo; estão ausentes seu temor e sua graça, sua bondade e seu amor”, refletiu.

Após essa primeira exortação, o Reverendo Pai disse que a obra do Espírito Santo, na alma cristã, é libertadora e construtiva. Isto é, liberta do pecado e reconstrói um novo templo. Em seguida, o cristão é capaz de desenvolver a obra do amor.

“E quando, no cristão, a virtude teologal da caridade, ou do amor, chega a transformar-se em raiz e explicação de toda vida, quando tudo se faz não só com amor, mas sobretudo por amor, quando se busca não só ter ou sentir o amor, mas vivê-lo em tudo e em todos, então a paz inunda nosso interior e ali sua intimidade mais profunda do nosso ser escutamos a voz do nosso Pai que nos diz estar contente conosco, que se compraz em nos dizer estar contente conosco, se compraz em nós e em nossa vida”, pontou.

Para que isso aconteça – ensinou o Bispo – é preciso que o cristão conheça e acolha a mensagem de paz trazida por Jesus; caso contrário, correrá o risco de uma total destruição como a cidade de Jerusalém; por fim, trazendo para os dias atuais, o Bispo refletiu sobre a mesma mensagem de salvação que ainda não é aceita, ou por vezes, é rejeitada.

“Jesus chorou sobre Jerusalém! Poderíamos questionar-nos se nos dias de hoje, ele não chora por nossas cidades? São tantos desvios, tantos que deram as costas para Deus. Muitos vivem mergulhados na corrupção, na imoralidade, na soberba, no egoísmo, no ódio e injustiças. Que Jesus nos proteja e olhe por nós e que todos correspondam a vontade do Senhor”, concluiu.

Por: Ascom | Correção: Pedro Freitas
Fotos: Pascom – Gabriela Guimarães

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