Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos é celebrada na Igreja Catedral
Nesta segunda-feira, 2 de novembro, a Igreja celebra a Comemoração
de Todos os Fiéis Defuntos, data em que os cristãos são convidados a rezar por
aqueles que já partiram desta vida, renovando a fé na Ressurreição e na vitória
de Cristo sobre o pecado e a morte.
Na Igreja Catedral de Nossa Senhora da Conceição, em Campina
Grande, o Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, presidiu a Santa Missa
nesta manhã, reunindo a comunidade em torno do altar para este momento de
oração e memória.
No início da celebração, o prelado convidou os presentes a fazerem
um momento de silêncio e oração pelos entes queridos falecidos, colocando
diante do Senhor suas preces e intenções. O bispo sublinhou que a celebração
não tem como centro a morte, mas a vitória de Cristo sobre o pecado e a
esperança da vida eterna.
A Santa Missa foi concelebrada pelo Pároco, Padre Evanilson Sousa,
e pelo vigário paroquial, Padre Mércio. Os diáconos Anderson e Ricardo, juntamente
com os seminaristas, também deram apoio litúrgico.
Homilia
Dom Dulcênio destacou que a celebração tem como centro a vitória
de Cristo sobre a morte. Ao recordar os que partiram, a Igreja renova a fé na
Ressurreição e na promessa da vida eterna.
“A celebração de hoje não é à morte e nem, propriamente, aos
mortos, embora deles nos recordemos, especialmente hoje. Dito isto, podemos
dizer o que celebramos quando comemoramos os fiéis defuntos: celebramos Cristo
e a Sua vitória sobre o pecado e a morte; celebramos a Sua Ressurreição;
celebramos a Sua vida nova em nós, a Vida Eterna; celebramos, portanto, em
Cristo a nossa vitória”, destacou.
O bispo também ressaltou que a data manifesta a comunhão da Igreja
peregrina, padecente e triunfante. Mesmo diante da morte, os fiéis permanecem
unidos em Cristo, e a oração pelos falecidos expressa a esperança de que todos
participem da plenitude da vida eterna.
“A dor e a tristeza [...] pela partida de um ser querido é
iluminada pela luz do Senhor, que enxugará nossas lágrimas, de maneira que não
haverá mais pranto e nem dor, e que ilumina o mistério da morte com o Seu
mistério pascal, que nos deu a esperança de que os que morreram Nele
ressuscitarão (cf. 1Ts 4,16). Assim, o contraste entre as cores lutuosas e os
debruns recordam-nos o que cantamos no Precônio da Vigília Pascal, onde vemos
“dissipar-se a treva antiga, ao sol do eterno Rei brilha e se aquece”, disse.
Dom Dulcênio lembrou ainda que a vida cristã deve ser uma
preparação para o encontro definitivo com Deus. Desde o Batismo, os sacramentos
conduzem os fiéis à vida em Cristo, por meio da conversão e da busca pela
santidade.
“Nós somos convocados a que pensemos também na nossa morte, cujo
momento somente a ciência de Deus o sabe; ocasião na qual se inaugurará para
nós a consumação do nosso novo nascimento começado pelo Batismo, quando,
definitivamente, seremos assemelhados a Cristo; dia para o qual, desde o
Batismo e pelos sacramentos todos da Igreja recebidos por nós, estamos sendo
preparados, pedindo a contrição necessária para não ofendermos mais a Deus com
os nossos pecados”, pregou.
Por fim, destacou que sepultar os mortos e rezar por eles são
gestos que testemunham a fé na Ressurreição. Ao confiar os falecidos à
misericórdia divina, a Igreja proclama sua esperança de que aqueles que
morreram em Cristo também ressuscitarão com Ele.
“Sepultar os mortos e rezar por eles, muito mais do que ser obras
de misericórdia para com os defuntos, é igualmente uma mensagem de esperança e
fé... Desta forma, na família onde Deus é o Pai e a Igreja, Mãe, recordamo-nos,
constantemente, da Morte e Ressurreição de Jesus, e dizemos que: os fiéis
defuntos, mortos em Cristo, esperam ressuscitar Nele (cf. Rm 6,8), e, por isso,
suplicamos que já brilhe para eles a luz perpétua”, concluiu.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom Catedral




















