Seminário Diocesano inicia Simpósio de Filosofia e Teologia em alusão ao centenário de nascimento de Dom Luís Gonzaga Fernandes

Atualizado em 28/10/26 às 10:525 minutos de leitura49 views

Na última terça-feira, 27 de outubro, o Seminário Diocesano São João Maria Vianney deu início ao Simpósio de Filosofia e Teologia em alusão ao centenário de nascimento de Dom Luís Gonzaga Fernandes, quarto bispo da Diocese de Campina Grande. O evento foi realizado no Auditório Dom Anselmo Pietrula e reuniu sacerdotes, diáconos, seminaristas, religiosas e fiéis, em um momento dedicado à memória, à reflexão e ao reconhecimento do legado de um dos pastores que marcaram a história da Igreja particular de Campina Grande.

A programação teve início com uma apresentação da Banda Militar do Estado da Paraíba, que abrilhantou a ocasião e antecedeu a abertura oficial do simpósio. Em seguida, os participantes ocuparam o auditório para acompanhar a cerimônia que marcou o início das atividades acadêmicas e formativas em homenagem à trajetória de Dom Luís Gonzaga Fernandes.

Na abertura, o magnífico reitor do Seminário Diocesano destacou a importância de preservar a memória de Dom Luís, reconhecendo sua contribuição para a Igreja e para a Diocese. Em seu discurso, ressaltou que o simpósio ultrapassa os limites de um evento acadêmico, constituindo uma oportunidade de integrar fé, razão, formação humana e compromisso evangelizador.

O reitor enfatizou, ainda, que a Filosofia e a Teologia devem contribuir para uma compreensão mais profunda da fé e para o fortalecimento da missão cristã. Recordar Dom Luís, segundo a reflexão apresentada, significa valorizar a história da Igreja e renovar o compromisso com o Evangelho, compreendendo que o conhecimento adquirido durante a formação deve se traduzir em atitudes concretas de serviço à sociedade e à comunidade cristã.

Logo após, o padre João Jorge proferiu o discurso de abertura, no qual recordou a trajetória e o legado de Dom Luís Gonzaga Fernandes, destacando sua dedicação à Igreja, sua atuação missionária e seu compromisso com a formação pastoral e com as comunidades mais pobres e necessitadas.

Em sua fala, o sacerdote ressaltou a importância de manter viva a memória do bispo, reconhecendo sua proximidade com o povo, seu empenho na evangelização e sua contribuição para a formação de seminaristas e o desenvolvimento da Diocese. Destacou, ainda, que celebrar o centenário de nascimento de Dom Luís não significa apenas revisitar o passado, mas reconhecer a atualidade de seu testemunho e renovar o compromisso com uma Igreja acolhedora, missionária e comprometida com a justiça social.

Conferência de abertura

Dando continuidade à programação, a professora mestre Bruna Nascimento ministrou a conferência de abertura do simpósio, contribuindo para a reflexão sobre a memória histórica e a trajetória de Dom Luís Gonzaga Fernandes.

A palestrante é graduada em História pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), desde 2016, e mestre em História pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), desde 2019. Atualmente, é doutoranda em História pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), instituição na qual ingressou em 2023.

Sua atuação acadêmica está relacionada a pesquisas sobre História Local, com ênfase nas relações entre sociedade, educação e cultura, além de sua participação em bancas examinadoras de pós-graduação na Universidade Estadual da Paraíba.

A conferência marcou o início das reflexões acadêmicas do simpósio, promovendo o diálogo entre a pesquisa histórica, a memória e a contribuição de Dom Luís Gonzaga Fernandes para a Igreja e a sociedade.

Memória, formação e compromisso com a missão

O primeiro dia do Simpósio de Filosofia e Teologia marcou o início de uma programação dedicada não apenas à recordação de Dom Luiz Gonzaga Fernandes, mas também à reflexão sobre os desafios da formação humana, intelectual e espiritual na Igreja.

Inspirado pelo lema episcopal de Dom Luiz, “In Christo Jesu” — Em Cristo Jesus —, o encontro propõe uma reflexão sobre a importância de unir conhecimento, fé e compromisso com a dignidade humana. A memória do bispo torna-se, assim, uma oportunidade de revisitar a história da Diocese e reconhecer a contribuição daqueles que dedicaram sua vida ao serviço do Evangelho.

O simpósio prossegue com rodas de conversa, palestras e apresentações culturais, reunindo convidados, pesquisadores, professores e membros da comunidade eclesial em torno da história e do legado do quarto bispo da Diocese de Campina Grande.

Por: Seminarista Pablo Brito
Fotos: Seminaristas Manoel Medeiros e Carlos Muniz

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