“Amar: um programa de vida”: Refletiu Dom Dulcênio neste 30º Domingo do Tempo Comum

Postado em 25/10/26 às 13:176 minutos de leitura35 views

O 30º Domingo do Tempo Comum foi celebrado neste domingo, 25 de outubro, na Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição, em Campina Grande pelo senhor Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, reunindo os fiéis para celebrar a Eucaristia e renovar a fé em comunidade.

A celebração contou com a concelebração do Pároco, Padre Evanilson Sousa, e a assistência dos diáconos Anderson e Ricardo, além da participação dos seminaristas.

Durante a Santa Missa, Dom Dulcênio convidou os fiéis a apresentarem suas intenções ao Senhor, colocando diante do altar suas orações e súplicas. O bispo também destacou a importância de rezar pelo Brasil, especialmente neste domingo, marcado pelo exercício da cidadania nas urnas, quando os eleitores escolhem aquele que governará o país pelos próximos quatro anos.

Na ocasião, o bispo também convidou a comunidade a rezar pelo diácono Anderson, que celebra mais um ano de vida neste domingo. O diácono exerce seu ministério na Catedral Diocesana, ao lado do diácono Ricardo.

Homilia

Dom Dulcênio refletiu sobre o amor a Deus e ao próximo. A partir do Evangelho (Mt 22,34-40), destacou que a fé exige mais do que conhecer a Palavra: é preciso colocá-la em prática.

“Percebe também o complô que existia para desmoralizar o Senhor, provocado por aqueles que diziam invocá-Lo: saduceus, doutores da Lei, fariseus… Tal atitude faz-nos recordar da advertência feita por Jesus para aqueles homens e para os Seus seguidores, os cristãos: “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor! Senhor!’, entrará no Reino dos Céus, mas só aquele que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mt 7,21)”, refletiu.

O bispo ressaltou que seguir Jesus exige coerência entre fé e atitudes, tornando-se testemunhas do Evangelho por meio das palavras e das obras. A verdadeira conversão transforma a vida e faz do cristão um exemplo para os irmãos.

“Invocar o Senhor, como cristãos que devemos ser pelo Batismo e pela autêntica prática de fé, é um compromisso com Deus de O imitarmos em tudo o que fizermos, “em palavras e obras, devemos fazer em nome do Senhor Jesus” (Cl 3,17). O problema daquele fariseu não era, na verdade, o fato de ter tentado Jesus... mas um escândalo mais radical: sabia a Lei de Deus somente como teoria, não como prática”, disse.

Dom Dulcênio também destacou que o amor ao próximo é expressão concreta do amor a Deus, manifestado no cuidado e na caridade para com os irmãos. Os dois mandamentos são inseparáveis e devem orientar a vivência cristã.

“Cristo, que não veio para anular a Lei, mas para dar-lhe pleno cumprimento (cf. Mt 5,17), amou, nos mistérios da Santíssima Trindade e da Sua Páscoa, o Pai, amando os Seus que estavam no mundo até o fim (cf. Jo 13,1). Isso porque, no coração do fariseu e no nosso coração, o amor ao próximo parece estar esquecido; ou mesmo parece competir com o amor que devemos devotar a Deus, único e exclusivo. Mas, não é bem assim. O amor do próximo deve ser expressão do amor a Deus”, destacou.

Por fim, o bispo convidou os fiéis a fazerem do amor um compromisso diário, seguindo o exemplo de Cristo nas relações humanas. A caridade deve ser vivida em todas as circunstâncias, como caminho de santidade e preparação para a vida eterna.

“O amor é paciente, é benfazejo; não é inve­joso, não é presunçoso nem se incha de orgulho; não faz nada de vergonhoso, não é interesseiro, não se encoleriza, não leva em conta o mal sofrido; O amor, para o cristão que sempre mais deseja se parecer com Jesus, é um programa de vida, iniciado aqui, com a criatividade das mais diversas e adversas situações e das relações interpessoais, e que será continuado para sempre na celestial felicidade eterna. Que assim ajamos”, findou.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Catedral



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