Paróquia de Nova Floresta Celebra seu Padroeiro, São Severino Bispo

Atualizado em 21/10/26 às 00:336 minutos de leitura89 views

A Comunidade Paroquial de Nova Floresta encerrou, nesta terça-feira, 20 de outubro, as festividades em honra a seu padroeiro, São Severino Bispo. A programação teve início no último dia 11 e reuniu os fiéis ao longo do novenário, em preparação para a celebração solene dedicada ao patrono da comunidade.

A Missa de encerramento foi presidida pelo Bispo Diocesano de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos, na tarde desta terça-feira, na Igreja Matriz. A celebração contou com a concelebração do Pároco, Padre Tadeu Laurentino, e dos demais Padres: João Paulo e Marcos, de Cuité, e Onaldo, filho da terra e pároco em Cubati, além da participação de seminaristas e dos fiéis que se reuniram para celebrar a memória do padroeiro.

A festa deste ano teve um significado especial, marcando os 90 anos de caminhada de fé da comunidade, recordando a celebração da primeira Missa nessas terras. Por isso, o tema escolhido foi “90 anos de fé nas terras de São Severino Bispo”, destacando a história de evangelização e a perseverança dos fiéis ao longo das gerações.

Durante o novenário, a comunidade paroquial renovou sua devoção a São Severino Bispo e sua caminhada cristã, celebrando a história construída ao longo de nove décadas e reafirmando o compromisso de manter viva a fé e transmiti-la às futuras gerações.

Homilia

Dom Dulcênio destacou os 90 anos de caminhada de fé e de fundação da comunidade e celebração da primeira Missa. O bispo ressaltou que Jesus Cristo é o alicerce que sustenta os fiéis diante das dificuldades e dos desafios.

“Este ano tem um sabor muito especial, pois a comunidade está dando graças a Deus pelos 90 anos de fé nas terras de São Severino Bispo e 90 anos da fundação da Comunidade e da celebração da primeira Missa. Tudo começou com Jesus no meio, Ele é o grande alicerce, como afirma a primeira leitura de hoje. Como vocês tiveram Cristo como alicerce, caminham bem fortificados e não é qualquer tempestade que vai abalar a caminhada de vocês. Porém, essa fortaleza não significa que devem se acomodar e adormecer, achando que não precisa se esforçar, que tudo cairá do céu”, destacou

Ao recordar o testemunho de São Severino, pastor que permaneceu ao lado dos mais frágeis, Dom Dulcênio relacionou seu exemplo à história da comunidade, marcada por secas, pobreza e migração. Apesar das adversidades, a fé permaneceu viva ao longo das gerações.

“São Severino, como todos nós sabemos, foi bispo, pastor, homem de Deus. Na sua época, enfrentou as dificuldades. E o que ele fez? Permaneceu firme, não fugiu do seu povo. Ele permaneceu ao lado dos mais fracos. E é exatamente isso que esta comunidade fez durante 90 anos. Quantos desafios, secas, pobreza, migração, sofrimento... Quantos filhos de Nova Floresta precisaram sair para buscar trabalho fora? E, mesmo assim, a fé ficou e permaneceu até hoje. A comunidade está viva. A Igreja está viva”, pregou.

O bispo também enfatizou o chamado de Jesus à vigilância e ao serviço, simbolizados pelas expressões “rins cingidos e lâmpadas acesas”. Ele reforçou a importância de permanecer firme na fé, comprometido com a missão cristã e disponível para servir ao próximo.

“Essas expressões (rins cingidos e lâmpadas acesas) significam sinais de alerta. Significam que não podemos descuidar da fé cristã, da missão, do compromisso com Cristo. Rins cingidos, isto é, amarrados, remetem ao símbolo do serviço, o avental. O avental é amarrado na altura dos rins. Quem coloca o avental está pronto para o serviço. O avental é símbolo de quem está em serviço ou a serviço. Ninguém coloca um avental para descansar ou para passear. É para trabalhar. Quando Jesus pede que seus discípulos estejam com os rins cingidos, ele pede que estejam sempre a serviço”, disse.

Ao concluir, Dom Dulcênio convidou os fiéis a refletirem sobre o legado que deixarão às futuras gerações, exortando a comunidade a preservar a fé recebida e transmiti-la ainda mais viva àqueles que virão.

“Paroquianos da Paróquia de São Severino Bispo, daqui a 90 anos, outros estarão aqui celebrando 180 anos. O que eles vão dizer de nós? Vão dizer que fomos uma geração que manteve a fé viva? Que cuidamos da Igreja? Que amamos nosso padroeiro? Ao celebrarmos a Eucaristia, a mesma Eucaristia que foi celebrada pela primeira vez há 90 anos, nós possamos renovar o nosso compromisso: Rezem comigo: Senhor, nós somos filhos desta terra de São Severino. Guardamos a fé que recebemos. E queremos entregá-la ainda mais viva para aqueles que virão depois de nós. Amém”, concluiu.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial



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