Paróquia de Nova Floresta Celebra seu Padroeiro, São Severino Bispo
A Comunidade Paroquial de Nova Floresta encerrou, nesta terça-feira,
20 de outubro, as festividades em honra a seu padroeiro, São Severino Bispo. A
programação teve início no último dia 11 e reuniu os fiéis ao longo do
novenário, em preparação para a celebração solene dedicada ao patrono da
comunidade.
A Missa de encerramento foi presidida pelo Bispo Diocesano de
Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos, na tarde desta terça-feira, na
Igreja Matriz. A celebração contou com a concelebração do Pároco, Padre Tadeu
Laurentino, e dos demais Padres: João Paulo e Marcos, de Cuité, e Onaldo, filho
da terra e pároco em Cubati, além da participação de seminaristas e dos fiéis
que se reuniram para celebrar a memória do padroeiro.
A festa deste ano teve um significado especial, marcando os 90
anos de caminhada de fé da comunidade, recordando a celebração da primeira
Missa nessas terras. Por isso, o tema escolhido foi “90 anos de fé nas terras
de São Severino Bispo”, destacando a história de evangelização e a perseverança
dos fiéis ao longo das gerações.
Durante o novenário, a comunidade paroquial renovou sua devoção a
São Severino Bispo e sua caminhada cristã, celebrando a história construída ao
longo de nove décadas e reafirmando o compromisso de manter viva a fé e
transmiti-la às futuras gerações.
Homilia
Dom Dulcênio destacou os 90 anos de caminhada de fé e de fundação
da comunidade e celebração da primeira Missa. O bispo ressaltou que Jesus
Cristo é o alicerce que sustenta os fiéis diante das dificuldades e dos
desafios.
“Este ano tem um sabor muito especial, pois a comunidade está
dando graças a Deus pelos 90 anos de fé nas terras de São Severino Bispo e 90
anos da fundação da Comunidade e da celebração da primeira Missa. Tudo começou
com Jesus no meio, Ele é o grande alicerce, como afirma a primeira leitura de
hoje. Como vocês tiveram Cristo como alicerce, caminham bem fortificados e não é
qualquer tempestade que vai abalar a caminhada de vocês. Porém, essa fortaleza
não significa que devem se acomodar e adormecer, achando que não precisa se
esforçar, que tudo cairá do céu”, destacou
Ao recordar o testemunho de São Severino, pastor que permaneceu ao
lado dos mais frágeis, Dom Dulcênio relacionou seu exemplo à história da
comunidade, marcada por secas, pobreza e migração. Apesar das adversidades, a
fé permaneceu viva ao longo das gerações.
“São Severino, como todos nós sabemos, foi bispo, pastor, homem de
Deus. Na sua época, enfrentou as dificuldades. E o que ele fez? Permaneceu
firme, não fugiu do seu povo. Ele permaneceu ao lado dos mais fracos. E é
exatamente isso que esta comunidade fez durante 90 anos. Quantos desafios,
secas, pobreza, migração, sofrimento... Quantos filhos de Nova Floresta
precisaram sair para buscar trabalho fora? E, mesmo assim, a fé ficou e
permaneceu até hoje. A comunidade está viva. A Igreja está viva”, pregou.
O bispo também enfatizou o chamado de Jesus à vigilância e ao
serviço, simbolizados pelas expressões “rins cingidos e lâmpadas acesas”. Ele
reforçou a importância de permanecer firme na fé, comprometido com a missão
cristã e disponível para servir ao próximo.
“Essas expressões (rins cingidos e lâmpadas acesas) significam
sinais de alerta. Significam que não podemos descuidar da fé cristã, da missão,
do compromisso com Cristo. Rins cingidos, isto é, amarrados, remetem ao símbolo
do serviço, o avental. O avental é amarrado na altura dos rins. Quem coloca o
avental está pronto para o serviço. O avental é símbolo de quem está em serviço
ou a serviço. Ninguém coloca um avental para descansar ou para passear. É para
trabalhar. Quando Jesus pede que seus discípulos estejam com os rins cingidos,
ele pede que estejam sempre a serviço”, disse.
Ao concluir, Dom Dulcênio convidou os fiéis a refletirem sobre o
legado que deixarão às futuras gerações, exortando a comunidade a preservar a
fé recebida e transmiti-la ainda mais viva àqueles que virão.
“Paroquianos da Paróquia de São Severino Bispo, daqui a 90 anos,
outros estarão aqui celebrando 180 anos. O que eles vão dizer de nós? Vão dizer
que fomos uma geração que manteve a fé viva? Que cuidamos da Igreja? Que amamos
nosso padroeiro? Ao celebrarmos a Eucaristia, a mesma Eucaristia que foi
celebrada pela primeira vez há 90 anos, nós possamos renovar o nosso
compromisso: Rezem comigo: Senhor, nós somos filhos desta terra de São
Severino. Guardamos a fé que recebemos. E queremos entregá-la ainda mais viva
para aqueles que virão depois de nós. Amém”, concluiu.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom Paroquial














