29º Domingo do Tempo Comum: Missa na Catedral e na Paróquia de Nossa Senhora do Livramento, em Umbuzeiro
O Bispo de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos, presidiu
duas celebrações neste domingo, 18 de outubro, por ocasião do 29º Domingo do
Tempo Comum. Pela manhã, celebrou a tradicional missa no lar na Catedral
Diocesana de Nossa Senhora da Conceição, reunindo os fiéis em torno do altar do
Senhor.
A Santa Missa foi concelebrada pelo Pároco, Padre Evanilson, com o
apoio litúrgico dos diáconos Ricardo e Aderson, este último da Paróquia de São
José, no bairro do Zé Pinheiro, em Campina Grande.
A celebração também marcou o Dia Mundial das Missões, celebrado
neste 18 de outubro, data em que a Igreja intensifica as orações pelos
missionários e pela missão evangelizadora, durante o mês missionário.
Outro momento especial foi o lançamento da festa da padroeira da
Catedral e da diocese, Nossa Senhora da Conceição, que neste ano tem como tema
“Mãe Imaculada, Rainha das Famílias”. A ocasião marcou o início da peregrinação
da imagem pelas Paróquias de Campina Grande, que seguirá até 29 de novembro,
quando retornará à Catedral para o início do novenário. A primeira comunidade a
receber a imagem foi a Paróquia de São José, no bairro do Zé Pinheiro.
Homilia
Dom Dulcênio refletiu sobre a frase “Dai, pois, a César o que é de
César, e a Deus o que é de Deus” (Mt 22,21), alertando para a necessidade de
discernimento diante das polarizações políticas e dos interesses partidários.
“Saibamos que, infelizmente, alguns inadvertidos ou politicamente
apaixonados pregadores poderão dizer o que pensam, subjetivamente, talvez
levantando até bandeiras partidárias. Digo-lhes, como pastor, para a
advertência de não nos escandalizarmos se isso ocorrer. Até porque a sentença
“Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” vai muito mais do
que um discurso endereçado a apenas uma circunstância da sociedade humana, como
é a política”, refletiu.
O bispo ressaltou que Deus age na história de maneiras
inesperadas, recordando o exemplo do rei Ciro e o nascimento de Jesus durante o
domínio romano. A reflexão convidou os fiéis a manterem a esperança mesmo
diante das dificuldades do mundo.
“Primeiramente, desejo recordar um dito popular, que ressalta o
poder de Deus, a Sua providência, o governo de Sua Sabedoria em tudo quanto
existe: “Deus escreve certo por linhas tortas”.... Deus dele Se utilizou, para,
mesmo sem ele saber, fazer do Rei da Pérsia um instrumento do poder divino, da
ação do único e verdadeiro Deus. Para os que tinham fé, o reconhecimento era
tão somente a Deus. E o próprio Senhor revela isso pelo Profeta: “Eu sou o
Senhor, não há outro” (Is 45,6)”, disse.
Dom Dulcênio explicou que “César” representa as estruturas
temporais, como a política, a economia e a cultura, que devem ser iluminadas
pelo Evangelho. Citando o Concílio Vaticano II, destacou que a fé fortalece o
compromisso cristão com a construção de uma sociedade mais justa e fraterna.
“Somente à luz de Deus, o mundo poderá ser mais humano; somente
eivado pelo Evangelho é que as coisas temporais cumprirão a sua justa função
junto à humanidade. A Igreja tem que continuar o seu papel de falar ao mundo
como ser de Deus. Deus é superior a “César”; não lhe é inferior; tampouco,
igual. Caso aprendamos esta equação simples e correta, como cristãos, iremos
conduzir, de forma amorosa, cooperando com a providência divina, o curso da
história a Deus, em todas as iniciativas e empreendimentos humanos”, pregou.
Ao concluir, Dom Dulcênio convidou os fiéis a buscarem
discernimento nas escolhas e a assumirem sua responsabilidade na transformação
da sociedade, por meio da justiça, da solidariedade e do amor.
“Diante de tanta animosidade presente no Brasil e no mundo nestes
dias, hoje e sempre, peçamos ao Senhor duas graças: a primeira: de termos o
devido discernimento nas nossas escolhas, desde as mais simples às mais
exigentes; e a que nunca nos esqueçamos de que Deus fez de nós Seus
colaboradores no mundo, responsabilidade nossa, grandiosa e irrenunciável”,
findou.
Dom Dulcênio preside encerramento da festa de Nossa Senhora do
Livramento, em Umbuzeiro
No período da tarde, Dom Dulcênio seguiu até a cidade de
Umbuzeiro, onde presidiu a Santa Missa de encerramento da festa da padroeira da
comunidade paroquial, Nossa Senhora do Livramento. Com o tema “Cede meu favor,
Virgem Soberana”, a programação teve início no dia 9 de outubro e reuniu
devotos e fiéis em momentos de oração e devoção mariana.
A celebração foi concelebrada pelo Pároco, Padre Francisco
Evaristo, e pelos padres Allan e Cosme, com a participação de seminaristas.
Após a Santa Missa, os fiéis participaram da procissão solene pelas principais
ruas da cidade, acompanhando a imagem da padroeira em um momento de fé, marcado
por cânticos e orações.
A programação será concluída nesta segunda-feira, 19 de outubro,
com a Santa Missa da subida da imagem ao altar-mor, na Igreja Matriz. A
celebração será presidida pelo Padre Francisco, reunindo a comunidade paroquial
para concluir os festejos em honra a Nossa Senhora do Livramento.
Homilia
O bispo refletiu sobre a providência divina, destacando que Deus
conduz a história mesmo por caminhos que nem sempre são compreendidos pelos
homens. A partir do ditado “Deus escreve certo por linhas tortas”, convidou os
fiéis a confiarem no Senhor diante dos desafios da vida.
Ao comentar a Primeira Leitura, Dom Dulcênio recordou Ciro, rei da
Pérsia, utilizado por Deus para libertar Israel do cativeiro e favorecer a
reconstrução do Templo, demonstrando como a providência divina age por caminhos
inesperados.
“Para percebermos como Deus, Juiz e Senhor da história, conduz,
misteriosamente, as situações. Deus utiliza-Se de Ciro, fazendo-lhe
“plenipotenciário”, grande, para falar do Seu poder divino, único e misterioso
(cf. Is 45,6); como também para o bem do povo eleito, Israel. Assim, o sucesso
do Rei dos persas será para cumular o nome do Senhor de glória e para benfazejo
de Israel”, pregou.
Na reflexão sobre o Evangelho, Dom Dulcênio alertou para os
problemas que atingem a sociedade e destacou a importância da fé e da conversão
diante dessas realidades.
“Sim, Deus escreve certo por linhas sinuosas. E quando
contemplamos os dissabores imorais, relativistas e ateus que assolam a
política, a economia, as famílias, as relações interpessoais, a sexualidade
humana, enfim, a sociedade como um todo, somos chamados a uma fé convicta, que
embute em si o desejo de conversão e de penitência, que nos faz interrogar,
confiantemente: - O que Deus quer de nós, Ele que tudo sabe e governa?”,
destacou.
Ao concluir, o bispo destacou a fé, a esperança e a caridade como
virtudes fundamentais para enfrentar as adversidades. Inspirado na Carta aos
Tessalonicenses, convidou os fiéis a permanecerem firmes na confiança em Deus e
comprometidos com o Evangelho.
“Diante de Deus, nosso Pai, recordamos sem cessar a atuação da
vossa fé, o esforço da vossa caridade e a firmeza da vossa esperança em nosso
Senhor Jesus Cristo” (1Ts 1,3). A fé, a esperança e a caridade, como virtudes
teologais doadas por Deus a nós, permitem-nos estar, docilmente, sob a vontade
amorosa e sapiente do Senhor, sabendo que o Reino de Deus acontece também e
misteriosamente no “reino de César”, ou seja, no mundo”, concluiu.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom Catedral e Pascom de Umbuzeiro




























































