XXVIII Domingo do Tempo Comum: Missa na Catedral e na Paróquia do Rosário, em Prata
A Igreja celebrou, neste domingo, 11 de outubro, o XXVIII Domingo
do Tempo Comum. Na Diocese de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos
presidiu a tradicional Missa do Lar, pela manhã, na Catedral Diocesana, e, à
tarde, celebrou na Paróquia Nossa Senhora do Rosário, na cidade de Prata,
durante os festejos da padroeira.
Na Catedral, a celebração reuniu fiéis, visitantes e pessoas que
acompanharam a transmissão pelas redes sociais e pela Rádio Caturité FM. No
início da Santa Missa, o Pároco, Padre Evanilson Sousa, acolheu os presentes e
convidou a comunidade a rezar por Campina Grande, que, neste dia, comemorou 162
anos de emancipação política. A data também marcou os nove anos da eleição de
Dom Dulcênio para o Episcopado na Diocese de Campina Grande, onde exerce seu
ministério como oitavo Bispo Diocesano. A celebração coincidiu ainda com a
memória de São João XXIII, santo de devoção do bispo.
Ao final da Missa, Padre Evanilson convidou os fiéis a agradecerem
a Deus pela nomeação de Dom Dulcênio para a Diocese. Em oração, destacou a
missão pastoral do bispo no cuidado com o clero e os fiéis leigos, tanto na
dimensão pastoral quanto na administrativa. A comunidade também foi convidada a
colocar a vida e a missão do bispo sob a intercessão de Nossa Senhora da
Conceição, padroeira da Diocese, pedindo que ela continue acompanhando seus
passos.
Homilia
Dom Dulcênio refletiu sobre o Reino de Deus a partir das imagens
das núpcias e do banquete. O bispo destacou que, em Cristo, Deus manifesta seu
amor e convida a humanidade a participar de sua Aliança, renovada na celebração
da Eucaristia.
“Na Cruz, temos o clímax deste Reino que Cristo nos trouxe e nos
convida, quando Ele, na nova e eterna Aliança da redenção, desposa-nos e
concede-nos os Seus bens igualmente eternos. E São Gregório Magno aludia à
Encarnação de Deus à nossa humanidade como núpcias porque ali entrou este Reino
no mundo. A partir disto, podemos dizer ainda mais: que este Reino se renova na
celebração do Corpo de Cristo Sacramentado, tal como a Santa Missa realiza”,
refletiu.
Ao refletir sobre o banquete anunciado pelo profeta Isaías, Dom
Dulcênio ressaltou que somente Deus pode saciar plenamente o coração humano.
Recordando Santa Teresa d’Ávila, afirmou que a verdadeira plenitude está na
comunhão com o Senhor, e não nos bens passageiros.
“Esta é uma promessa; isto se cumpriu em Cristo, com o Seu Reino,
que nos convida à tal participação. E, partícipes, chegaremos à conclusão que o
Salmista põe em nossos lábios: “Preparais à minha frente uma mesa, bem à vista
do inimigo, e com óleo vós ungis minha cabeça; o meu cálice transborda” (Sl
22,5). Tal conclusão é o retrato do coração humano saciado plena e tão somente
em Deus. Sim. Porque como bem verificou Santa Teresa d’Ávila: “Quem a Deus tem,
nada lhe falta: só Deus basta”, disse.
O prelado também sublinhou que não basta pertencer à Igreja: é
necessário viver a fé de maneira concreta. O traje de festa, presente na
parábola, representa a santidade, alcançada por meio da conversão e da
fidelidade aos ensinamentos de Cristo.
“O traje exigido para o Reino é a santidade: não nos esqueçamos
disso! Não uma santidade a nosso grosso modo, mas aquela de Cristo, que deve
perpassar, cristalinamente, por nossas vidas. Muito embora o Reino seja para
todos, para “maus e bons” (cf. Mt 22,10), é necessário que o mau deixe a sua
maldade e o bom acrescente a bondade de Deus à sua própria bondade, e o nome
disso é conversão”, pregou.
Por fim, Dom Dulcênio recordou que o Reino é oferecido a todos,
mas exige uma resposta sincera ao amor de Deus. A Igreja é lugar de acolhida e
conversão, onde cada pessoa é chamada a recomeçar e crescer na fé, perseverando
na caminhada cristã rumo à plenitude do Reino.
“O Senhor faz mais “alegria por um só pecador que se converte do
que por noventa e nove justos que não precisam de conversão” (Lc 15,7). Ele
dará a glória, a plenitude deste mesmo Reino a todos aqueles que, nele, desejam
encontrar vida, não obstante as lutas, as lágrimas e as dificuldades encaradas
sinceramente para possuí-lo (cf. Is 25,8). Então, lutando para possuir o Reino
de Deus, pelo esforço para tanto, sejamos menos indignos dele”, findou.
Missa na Paróquia de Prata, dentro dos festejos da padroeira
À tarde, Dom Dulcênio seguiu para a Paróquia Nossa Senhora do
Rosário, em Prata, onde presidiu a Santa Missa da terceira noite dos festejos
da padroeira, iniciados no dia 9 de outubro. O prelado foi acolhido pela
comunidade e pelos Padres Gustavo, Pároco, e Fabiano, Vigário. A programação
prepara a comunidade para a celebração solene de Nossa Senhora do Rosário,
marcada para o próximo domingo, 18 de outubro.
Dois momentos marcaram a celebração: a investidura de 25 novos
Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão e a inauguração e bênção do novo
Centro Pastoral Paroquial, dedicado a Monsenhor João Honório de Mello. O espaço
conta com três salas, dois banheiros, estrutura acessível, cozinha e auditório
com capacidade para 300 pessoas. O prédio contribuirá para a realização de
encontros, formações e atividades de catequese, sendo construído com a
colaboração dos fiéis da paróquia e doações recebidas de instituições.
A celebração na cidade de prata foi realizada com a liturgia da
Solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil,
celebrada nesta segunda-feira, 12 de outubro.
Homilia
Na homilia da véspera de Nossa Senhora Aparecida, o bispo destacou
Maria como Mãe de Deus e nossa, ressaltando que sua intercessão fortalece a fé
e conduz os fiéis à vida sacramental e à comunhão com o Senhor.
“Ao nos aproximarmos, devotamente, da pequenina, porém,
significativa imagem da Virgem Negra, nutrimos no coração aquilo mesmo que
buscávamos no dia do nosso Batismo: a fé e os meios de alimentá-la pelos
sacramentos da Igreja, sobretudo pela reconciliação com Deus e pelo alimento
eucarístico. Mas, também, a devoção Mariana nos revigora, fazendo-nos gratos a
Deus e a Senhora, “Mãe de Deus e nossa”; ela que não cessa de acolher numerosos
filhos e interceder por eles: “Salva meu povo, eis o meu desejo” (cf. Est 7,
3)”, destacou.
Ao apresentar Maria como modelo de fé, o bispo enfatizou que ela
conduz os cristãos ao encontro com Jesus. Diante da indiferença religiosa,
convidou os fiéis a seguirem seu exemplo de humildade e obediência à vontade de
Deus.
“Diante da fome de Deus e da crise de fé que, hoje, se avizinha em
muitos homens, graças também ao secularismo que é, “às vezes imperceptível como
o orvalho, outras vezes violento como o ciclone, arrastando a tantos” (Papa
João Paulo II, Homilia de 04.07.1980), devemos olhar Maria, e, com o seu olhar
de fé, mirarmos o Cristo apontado por ela, que tem as mãos postas sobre o
peito, em forma de cruz. Viver de fé: eis a palavra de ordem deixada,
constantemente, por Maria, quando nos diz: “Fazei tudo o que Ele vos disser”
(Jo 2,5)”, refletiu.
Dom Dulcênio também alertou para os riscos de uma vida afastada de
Deus, destacando que a fé exige atitudes coerentes com o Evangelho. Segundo
ele, Maria ensina a confiar no Senhor e a manter Cristo no centro da
existência.
“Viver de fé é trilhar o caminho da humildade e do abandono em
Deus. Isto fez Maria. Viver de fé é, ainda, viver conscientemente com a sua
personalidade iluminada pela graça de Cristo, reconhecendo-O. E, assim, no
“mistério de Cristo Redentor, Maria não foi instrumento meramente passivo nas
mãos de Deus, mas cooperou na salvação dos homens com fé livre e inteira
obediência. Sem nada tirar ou diminuir e nada acrescentar à ação daquele que é
o único Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo”.
Por fim, o bispo incentivou a oração do Angelus e do Rosário,
manifestando o desejo de que a reza do terço em família seja cultivada
diariamente. Ele convidou os fiéis a recorrerem à intercessão de Maria,
confiando que ela sempre conduz seus filhos a Jesus.
“Sejamos filhos que amam a sua Mãe, que conversam com ela e a
honram: a oração do Angelus, o mês de Maria e, de maneira toda especial, o
Rosário. E, como pastor, confesso-lhes um desejo: quem dera brotasse,
diariamente, em nossos lares o belo costume da reza do terço em família...
Fitemos a imagem da Virgem da Conceição Aparecida! Percebamos que as suas mãos
postas “são um convite a seus filhos a darem espaço em suas vidas à oração, ao
absoluto de Deus, sem o qual tudo o mais perde sentido, valor e eficácia”,
concluiu.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom Catedral e Prata


















































































