XXVIII Domingo do Tempo Comum: Missa na Catedral e na Paróquia do Rosário, em Prata

Postado em 11/10/26 às 23:5820 minutos de leitura34 views

A Igreja celebrou, neste domingo, 11 de outubro, o XXVIII Domingo do Tempo Comum. Na Diocese de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos presidiu a tradicional Missa do Lar, pela manhã, na Catedral Diocesana, e, à tarde, celebrou na Paróquia Nossa Senhora do Rosário, na cidade de Prata, durante os festejos da padroeira.

Na Catedral, a celebração reuniu fiéis, visitantes e pessoas que acompanharam a transmissão pelas redes sociais e pela Rádio Caturité FM. No início da Santa Missa, o Pároco, Padre Evanilson Sousa, acolheu os presentes e convidou a comunidade a rezar por Campina Grande, que, neste dia, comemorou 162 anos de emancipação política. A data também marcou os nove anos da eleição de Dom Dulcênio para o Episcopado na Diocese de Campina Grande, onde exerce seu ministério como oitavo Bispo Diocesano. A celebração coincidiu ainda com a memória de São João XXIII, santo de devoção do bispo.

Ao final da Missa, Padre Evanilson convidou os fiéis a agradecerem a Deus pela nomeação de Dom Dulcênio para a Diocese. Em oração, destacou a missão pastoral do bispo no cuidado com o clero e os fiéis leigos, tanto na dimensão pastoral quanto na administrativa. A comunidade também foi convidada a colocar a vida e a missão do bispo sob a intercessão de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da Diocese, pedindo que ela continue acompanhando seus passos.

Homilia

Dom Dulcênio refletiu sobre o Reino de Deus a partir das imagens das núpcias e do banquete. O bispo destacou que, em Cristo, Deus manifesta seu amor e convida a humanidade a participar de sua Aliança, renovada na celebração da Eucaristia.

“Na Cruz, temos o clímax deste Reino que Cristo nos trouxe e nos convida, quando Ele, na nova e eterna Aliança da redenção, desposa-nos e concede-nos os Seus bens igualmente eternos. E São Gregório Magno aludia à Encarnação de Deus à nossa humanidade como núpcias porque ali entrou este Reino no mundo. A partir disto, podemos dizer ainda mais: que este Reino se renova na celebração do Corpo de Cristo Sacramentado, tal como a Santa Missa realiza”, refletiu.

Ao refletir sobre o banquete anunciado pelo profeta Isaías, Dom Dulcênio ressaltou que somente Deus pode saciar plenamente o coração humano. Recordando Santa Teresa d’Ávila, afirmou que a verdadeira plenitude está na comunhão com o Senhor, e não nos bens passageiros.

“Esta é uma promessa; isto se cumpriu em Cristo, com o Seu Reino, que nos convida à tal participação. E, partícipes, chegaremos à conclusão que o Salmista põe em nossos lábios: “Preparais à minha frente uma mesa, bem à vista do inimigo, e com óleo vós ungis minha cabeça; o meu cálice transborda” (Sl 22,5). Tal conclusão é o retrato do coração humano saciado plena e tão somente em Deus. Sim. Porque como bem verificou Santa Teresa d’Ávila: “Quem a Deus tem, nada lhe falta: só Deus basta”, disse.

O prelado também sublinhou que não basta pertencer à Igreja: é necessário viver a fé de maneira concreta. O traje de festa, presente na parábola, representa a santidade, alcançada por meio da conversão e da fidelidade aos ensinamentos de Cristo.

“O traje exigido para o Reino é a santidade: não nos esqueçamos disso! Não uma santidade a nosso grosso modo, mas aquela de Cristo, que deve perpassar, cristalinamente, por nossas vidas. Muito embora o Reino seja para todos, para “maus e bons” (cf. Mt 22,10), é necessário que o mau deixe a sua maldade e o bom acrescente a bondade de Deus à sua própria bondade, e o nome disso é conversão”, pregou.

Por fim, Dom Dulcênio recordou que o Reino é oferecido a todos, mas exige uma resposta sincera ao amor de Deus. A Igreja é lugar de acolhida e conversão, onde cada pessoa é chamada a recomeçar e crescer na fé, perseverando na caminhada cristã rumo à plenitude do Reino.

“O Senhor faz mais “alegria por um só pecador que se converte do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão” (Lc 15,7). Ele dará a glória, a plenitude deste mesmo Reino a todos aqueles que, nele, desejam encontrar vida, não obstante as lutas, as lágrimas e as dificuldades encaradas sinceramente para possuí-lo (cf. Is 25,8). Então, lutando para possuir o Reino de Deus, pelo esforço para tanto, sejamos menos indignos dele”, findou.

Missa na Paróquia de Prata, dentro dos festejos da padroeira

À tarde, Dom Dulcênio seguiu para a Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em Prata, onde presidiu a Santa Missa da terceira noite dos festejos da padroeira, iniciados no dia 9 de outubro. O prelado foi acolhido pela comunidade e pelos Padres Gustavo, Pároco, e Fabiano, Vigário. A programação prepara a comunidade para a celebração solene de Nossa Senhora do Rosário, marcada para o próximo domingo, 18 de outubro.

Dois momentos marcaram a celebração: a investidura de 25 novos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão e a inauguração e bênção do novo Centro Pastoral Paroquial, dedicado a Monsenhor João Honório de Mello. O espaço conta com três salas, dois banheiros, estrutura acessível, cozinha e auditório com capacidade para 300 pessoas. O prédio contribuirá para a realização de encontros, formações e atividades de catequese, sendo construído com a colaboração dos fiéis da paróquia e doações recebidas de instituições.

A celebração na cidade de prata foi realizada com a liturgia da Solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil, celebrada nesta segunda-feira, 12 de outubro.

Homilia

Na homilia da véspera de Nossa Senhora Aparecida, o bispo destacou Maria como Mãe de Deus e nossa, ressaltando que sua intercessão fortalece a fé e conduz os fiéis à vida sacramental e à comunhão com o Senhor.

“Ao nos aproximarmos, devotamente, da pequenina, porém, significativa imagem da Virgem Negra, nutrimos no coração aquilo mesmo que buscávamos no dia do nosso Batismo: a fé e os meios de alimentá-la pelos sacramentos da Igreja, sobretudo pela reconciliação com Deus e pelo alimento eucarístico. Mas, também, a devoção Mariana nos revigora, fazendo-nos gratos a Deus e a Senhora, “Mãe de Deus e nossa”; ela que não cessa de acolher numerosos filhos e interceder por eles: “Salva meu povo, eis o meu desejo” (cf. Est 7, 3)”, destacou.

Ao apresentar Maria como modelo de fé, o bispo enfatizou que ela conduz os cristãos ao encontro com Jesus. Diante da indiferença religiosa, convidou os fiéis a seguirem seu exemplo de humildade e obediência à vontade de Deus.

“Diante da fome de Deus e da crise de fé que, hoje, se avizinha em muitos homens, graças também ao secularismo que é, “às vezes imperceptível como o orvalho, outras vezes violento como o ciclone, arrastando a tantos” (Papa João Paulo II, Homilia de 04.07.1980), devemos olhar Maria, e, com o seu olhar de fé, mirarmos o Cristo apontado por ela, que tem as mãos postas sobre o peito, em forma de cruz. Viver de fé: eis a palavra de ordem deixada, constantemente, por Maria, quando nos diz: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5)”, refletiu.

Dom Dulcênio também alertou para os riscos de uma vida afastada de Deus, destacando que a fé exige atitudes coerentes com o Evangelho. Segundo ele, Maria ensina a confiar no Senhor e a manter Cristo no centro da existência.

“Viver de fé é trilhar o caminho da humildade e do abandono em Deus. Isto fez Maria. Viver de fé é, ainda, viver conscientemente com a sua personalidade iluminada pela graça de Cristo, reconhecendo-O. E, assim, no “mistério de Cristo Redentor, Maria não foi instrumento meramente passivo nas mãos de Deus, mas cooperou na salvação dos homens com fé livre e inteira obediência. Sem nada tirar ou diminuir e nada acrescentar à ação daquele que é o único Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo”.

Por fim, o bispo incentivou a oração do Angelus e do Rosário, manifestando o desejo de que a reza do terço em família seja cultivada diariamente. Ele convidou os fiéis a recorrerem à intercessão de Maria, confiando que ela sempre conduz seus filhos a Jesus.

“Sejamos filhos que amam a sua Mãe, que conversam com ela e a honram: a oração do Angelus, o mês de Maria e, de maneira toda especial, o Rosário. E, como pastor, confesso-lhes um desejo: quem dera brotasse, diariamente, em nossos lares o belo costume da reza do terço em família... Fitemos a imagem da Virgem da Conceição Aparecida! Percebamos que as suas mãos postas “são um convite a seus filhos a darem espaço em suas vidas à oração, ao absoluto de Deus, sem o qual tudo o mais perde sentido, valor e eficácia”, concluiu.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Catedral e Prata



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