Dom Dulcênio se Reúne com Padres de 16 a 25 anos de Sacerdócio para Momento de Fraternidade e Avaliação da Caminhada

Atualizado em 06/10/26 às 13:457 minutos de leitura62 views

A Pastoral Presbiteral da Diocese de Campina Grande promoveu, na manhã desta terça-feira, 6 de outubro, um encontro com os Padres que possuem entre 16 e 25 anos de sacerdócio. O momento foi conduzido por Dom Dulcênio Fontes de Matos, Bispo Diocesano de Campina Grande, e pelo Padre José Marcondes, Representante do Clero. O encontro aconteceu no Seminário Diocesano São João Maria Vianney.

Após o momento de oração inicial, os padres foram convidados a olhar para a própria trajetória sacerdotal com gratidão, reconhecendo as vitórias alcançadas e, ao mesmo tempo, refletindo sobre os desafios vivenciados durante os anos de ministério.

Entre os temas abordados esteve a prevenção do esgotamento sacerdotal, conhecido como burnout. A reflexão contemplou aspectos relacionados à saúde mental, aos níveis de estresse, à solidão e à necessidade de atenção à saúde física e emocional dos sacerdotes.

Outro ponto destacado foi o ressignificado do “sim” dado no início da caminhada vocacional. A reflexão buscou despertar nos padres um novo entusiasmo para o ministério e ajudá-los a olhar para os próximos anos não apenas como continuidade de uma trajetória, mas como uma nova oportunidade de doação e serviço.

O encontro também contou com um momento de conversa e partilha, no qual cada sacerdote pôde falar sobre sua própria experiência ao longo dos anos. A abertura do coração e a escuta entre os irmãos no sacerdócio favoreceram um ambiente de fraternidade e comunhão, permitindo que as diferentes experiências da vida presbiteral fossem compartilhadas.

As quatro proximidades do sacerdote

Dentro da reflexão sobre a vida e o ministério sacerdotal, os padres também aprofundaram o tema das quatro proximidades, apresentadas como pilares para uma vida sacerdotal segundo o estilo de Deus e fundamentadas no magistério do Papa Francisco.

A primeira é a proximidade com Deus, que diz respeito a uma vida de oração intensa e íntima com o Senhor, fonte da espiritualidade e do próprio ministério sacerdotal.

A segunda é a proximidade com o bispo, o pastor diocesano, vivida na comunhão e na obediência filial, fortalecendo a unidade eclesial e o vínculo do presbítero com a Igreja particular.

A terceira é a proximidade entre os presbíteros, marcada pela fraternidade sacerdotal, pela amizade e pelo cuidado entre os irmãos no sacerdócio. Por fim, está a proximidade com o povo de Deus, expressa no pastoreio cotidiano e próximo, com os pés no chão e atento à realidade dos fiéis.

Os desafios da maturidade sacerdotal

Outro aspecto refletido durante o encontro foi a chamada crise da maturidade na vida ministerial. Os padres foram convidados a se questionar sobre a maneira como têm enfrentado algumas das crises que podem surgir ao longo da trajetória sacerdotal, entre elas as crises de identidade, as tentações afetivas e a percepção de que o tempo passa rapidamente.

A reflexão também ganhou um significado especial para aqueles que se aproximam dos 25 anos de sacerdócio e, consequentemente, do Jubileu de Prata. Nesse contexto, o encontro propôs uma preparação não apenas para a celebração da data, mas principalmente para o sentido que esses anos representam na vida e na vocação de cada sacerdote.

A pergunta colocada para a reflexão foi: “Eu vivencio esse tempo como uma linha de chegada ou como uma primavera renovada de doação?”

A partir desse questionamento, o encontro procurou ajudar os padres a perceberem o Jubileu não como o encerramento de uma etapa, mas como uma oportunidade de renovar o compromisso assumido, recuperar o entusiasmo vocacional e seguir vivendo o ministério sacerdotal com fé, maturidade, fraternidade e disposição para continuar servindo ao povo de Deus.

Por: Ascom



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