Dom Dulcênio se Reúne com Padres de 16 a 25 anos de Sacerdócio para Momento de Fraternidade e Avaliação da Caminhada
A Pastoral Presbiteral da Diocese de Campina Grande promoveu, na
manhã desta terça-feira, 6 de outubro, um encontro com os Padres que possuem
entre 16 e 25 anos de sacerdócio. O momento foi conduzido por Dom Dulcênio
Fontes de Matos, Bispo Diocesano de Campina Grande, e pelo Padre José
Marcondes, Representante do Clero. O encontro aconteceu no Seminário Diocesano
São João Maria Vianney.
Após o momento de oração inicial, os padres foram convidados a
olhar para a própria trajetória sacerdotal com gratidão, reconhecendo as vitórias
alcançadas e, ao mesmo tempo, refletindo sobre os desafios vivenciados durante
os anos de ministério.
Entre os temas abordados esteve a prevenção do esgotamento
sacerdotal, conhecido como burnout. A reflexão contemplou aspectos relacionados
à saúde mental, aos níveis de estresse, à solidão e à necessidade de atenção à
saúde física e emocional dos sacerdotes.
Outro ponto destacado foi o ressignificado do “sim” dado no início
da caminhada vocacional. A reflexão buscou despertar nos padres um novo entusiasmo
para o ministério e ajudá-los a olhar para os próximos anos não apenas como
continuidade de uma trajetória, mas como uma nova oportunidade de doação e
serviço.
O encontro também contou com um momento de conversa e partilha, no
qual cada sacerdote pôde falar sobre sua própria experiência ao longo dos anos.
A abertura do coração e a escuta entre os irmãos no sacerdócio favoreceram um
ambiente de fraternidade e comunhão, permitindo que as diferentes experiências
da vida presbiteral fossem compartilhadas.
As quatro proximidades do sacerdote
Dentro da reflexão sobre a vida e o ministério sacerdotal, os
padres também aprofundaram o tema das quatro proximidades, apresentadas como
pilares para uma vida sacerdotal segundo o estilo de Deus e fundamentadas no magistério
do Papa Francisco.
A primeira é a proximidade com Deus, que diz respeito a uma
vida de oração intensa e íntima com o Senhor, fonte da espiritualidade e do
próprio ministério sacerdotal.
A segunda é a proximidade com o bispo, o pastor diocesano,
vivida na comunhão e na obediência filial, fortalecendo a unidade eclesial e o
vínculo do presbítero com a Igreja particular.
A terceira é a proximidade entre os presbíteros, marcada
pela fraternidade sacerdotal, pela amizade e pelo cuidado entre os irmãos no
sacerdócio. Por fim, está a proximidade com o povo de Deus, expressa no
pastoreio cotidiano e próximo, com os pés no chão e atento à realidade dos
fiéis.
Os desafios da maturidade sacerdotal
Outro aspecto refletido durante o encontro foi a chamada crise da
maturidade na vida ministerial. Os padres foram convidados a se questionar
sobre a maneira como têm enfrentado algumas das crises que podem surgir ao
longo da trajetória sacerdotal, entre elas as crises de identidade, as
tentações afetivas e a percepção de que o tempo passa rapidamente.
A reflexão também ganhou um significado especial para aqueles que
se aproximam dos 25 anos de sacerdócio e, consequentemente, do Jubileu de
Prata. Nesse contexto, o encontro propôs uma preparação não apenas para a celebração
da data, mas principalmente para o sentido que esses anos representam na vida e
na vocação de cada sacerdote.
A pergunta colocada para a reflexão foi: “Eu vivencio esse tempo
como uma linha de chegada ou como uma primavera renovada de doação?”
A partir desse questionamento, o encontro procurou ajudar os
padres a perceberem o Jubileu não como o encerramento de uma etapa, mas como
uma oportunidade de renovar o compromisso assumido, recuperar o entusiasmo
vocacional e seguir vivendo o ministério sacerdotal com fé, maturidade,
fraternidade e disposição para continuar servindo ao povo de Deus.
Por: Ascom
























