“A Vinha do Senhor e Frutos por nós Produzidos”: Refletiu o Bispo neste XXVII Domingo do Tempo Comum

Postado em 04/10/26 às 14:529 minutos de leitura48 views

Celebrando a tradicional Missa do Lar, na Catedral de Nossa Senhora da Conceição, o Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, presidiu a Santa Missa na manhã deste domingo, 4 de outubro, durante a liturgia do 27º Domingo do Tempo Comum. A celebração reuniu a comunidade na Igreja Mãe da Diocese, em um momento de fé, oração e comunhão.

Nos ritos iniciais, o prelado convidou os fiéis a colocarem sobre o altar do Senhor o Brasil e todos os brasileiros, especialmente neste dia em que a população exerce sua cidadania.

O bispo também pediu que os fiéis rezassem pela paz e pela harmonia no Brasil, para que o país seja marcado pelo amor, pela fraternidade e pela união, recordando a memória de São Francisco de Assis, celebrado neste dia 04.

A Santa Missa foi celebrada pelo Pároco da Catedral, Padre Evanilson Sousa, com o apoio litúrgico do diácono Ricardo e dos seminaristas.

Homilia

Dom Dulcênio apresentou a vinha como símbolo do povo de Deus. Na parábola dos vinhateiros, Jesus denuncia aqueles que receberam a missão de cuidar da vinha, mas não produziram bons frutos. Assim, a Igreja, como novo povo de Deus, também recebe a responsabilidade de viver segundo a vontade do Senhor.

“O Senhor denunciava a falta de coerência daqueles que se diziam versados na Lei de Deus, mas que, na realidade, viviam na impiedade. No Evangelho que ouvimos (cf. Mt 21,33-43), com uma segunda parábola - a dos vinhateiros homicidas -, o Senhor continua a Sua denúncia, apontando como rejeitará Israel, a vinha infrutífera, a figueira estéril que, amaldiçoada, secou (cf. Mt 21,18-20), ao que  plantará  nova  vinha,  a  Igreja,  Novo Israel, confiando-a a novos lavradores; confiando-a a nós, portanto”, disse.

 A leitura de Isaías reforça essa mensagem ao mostrar Deus como o cuidador da vinha que esperava frutos de justiça e bondade, mas encontrou injustiça e maldade. Essa imagem também aponta para Cristo, que foi rejeitado e morto, mas cuja morte deu origem a uma nova vida.

“Eu esperava deles frutos de justiça - e eis injustiça; esperava obras de bondade - e eis iniquidade” (Is 5,7). A esta imagem da vinha decepcionante e não mais cultivada aparece outra: a daqueles aos quais foi ela confiada, mas, que, por maldade e para subtrair a vinha do seu verdadeiro dono, maltratavam e matavam a todos os que representavam o dono da vinha, inclusive o seu herdeiro”, pregou.

A mensagem também se aplica aos cristãos de hoje. Não basta dizer que temos fé; é preciso demonstrá-la por meio das nossas atitudes. Somos chamados a produzir frutos de justiça, bondade, amor e respeito, colocando em prática os ensinamentos de Cristo.

“Fomos escolhidos do meio do mundo para frutificarmos, duradouramente (cf. Jo 15,16). E como cuidaremos da vinha? Como frutificarmos?  Aqui,  creio  que  seja  salutar recordarmo-nos da exortação de São Paulo, na Segunda Leitura (cf. Fl 4,6-9): “Ocupai-vos com tudo o que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável, honroso, tudo o que é virtude ou de qualquer modo mereça louvor. Praticai o que aprendestes e recebestes de mim, ou que de mim vistes e ouvistes” (Fl 4,8-9)”.

Por fim, a homilia nos convidou a cuidar da vinha que Deus nos confiou. Pela Eucaristia, Cristo nos fortalece para cumprir essa missão e produzir frutos para a vida eterna. Dessa forma, cada cristão é chamado a transformar sua fé em atitudes concretas de amor e serviço ao próximo.

“A imagem da vinha, com as suas implicações morais, doutrinais e espirituais, é uma imagem pascal. Mas, simultaneamente, diz respeito à Igreja, a vinha florida e frutuosa do Senhor, e aos finais dos tempos, quando, em Cristo, tomarmos plena posse da herança a nós confiada. Peçamos, por isso, ao Senhor que nos dá o Seu Sangue, que Se nos dá a Si mesmo na Eucaristia, a fim de que nos ajude a “dar fruto” para a vida eterna e para esta nossa época tão necessitada”, findou.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Catedral



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