26º Domingo do Tempo Comum: Dom Dulcênio Preside Missas em Honra a São Francisco em Campina Grande

Postado em 27/09/26 às 23:0116 minutos de leitura44 views

Celebrando o 26º Domingo do Tempo Comum, o Bispo Diocesano de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos, presidiu neste domingo, 27 de setembro, duas celebrações em honra a São Francisco, em paróquias dos bairros Conceição e Cruzeiro, em Campina Grande.

Pela manhã, Dom Dulcênio presidiu a Missa Solene de encerramento dos festejos de São Francisco, no Convento de São Francisco, no bairro da Conceição. A celebração, realizada às 9h, reuniu a comunidade franciscana e foi concelebrada por Frei Wellington Reis. Os festejos tiveram início no dia 17 de setembro e foram encerrados ao longo deste domingo, com a programação incluindo ainda a celebração e a procissão à noite.

Neste ano, a festa tem como tema “São Francisco, um coração configurado a Cristo”, em sintonia com o Jubileu dos 800 anos do trânsito de São Francisco de Assis.

Homilia

Dom Dulcênio refletiu sobre um mundo que tem deixado Deus à margem da vida humana. A partir da Liturgia da Palavra, destacou que os cristãos não devem permanecer indiferentes, mas testemunhar a fé, denunciar o mal e ajudar a conduzir as pessoas para Deus.

“nem por isso devemos ficar de braços cruzados e, com o silêncio do receio, sermos patrocinadores da impiedade. Não. É justamente para chamar-nos atenção que a Liturgia da Palavra deste XXV Domingo do Tempo Comum fala-nos, para, como cristãos, seguidores Daquele que Se abaixou ao mundo para salvá-lo, devendo ser Ele adorado “no céu, na terra e abaixo da terra” (Fl 2,10), aplicarmo-nos a, com o nosso testemunho, denúncia e ação, incomodar o mundo para levá-lo para Deus; para convertê-lo, portanto”, refletiu.

O bispo ressaltou ainda que a fé não pode ser vivida com relativismo ou indiferença. Diante das dificuldades, é preciso perseverar no bem e manter a esperança, reconhecendo que Deus manifesta seu poder no perdão e na misericórdia.

“Esperançados, esperancemos… Com esta constatação e com esta ordem expressa pelo neologismo “esperancemos”, devemos levar aos corações humanos a mensagem sobre o único caminho de felicidade possível, que se descortina diante de nós com a cruz de Cristo: Ele mesmo. Assim, tornarmo-nos-emos sinais para os que nos miram, observam, esperando por nós; mesmo sem saber disso, que esperam por nós”, disse.

Dom Dulcênio também destacou a responsabilidade de cuidar do outro no caminho da salvação. Inspirado pela Primeira Leitura, lembrou que Deus quer a salvação de todos e que ajudar o irmão deve acontecer pela caridade e pela verdade.

“Velemos, em cuidado, pelos outros. Não por fofoca ou mera curiosidade, e sim para auxiliá-los no caminho da santidade... “com humildade, cada um julgue que o outro é mais importante, e não cuide somente do que é seu, mas também do que é do outro” (Fl 2,3-4), relembrando-nos como Cristo Se interessou por nossa vida, corrigindo-nos”, pregou.

Por fim, o bispo convidou os fiéis a viverem uma fé autêntica, marcada pela conversão, penitência e justiça. Ao recordar a pergunta de Deus a Caim - “Onde está teu irmão?” -, reforçou que não devemos ser omissos diante da vida e da salvação dos outros.

“Não sejamos omissos nas causas dos outros, especialmente na causa da sua salvação. Promovamos a observância da fé cristã, autêntica e radical, a todos. Não tentando ludibriar Deus e a nossa consciência, como o primeiro filho da parábola que hoje ouvimos ou como os sacerdotes e anciãos do povo, representados naquele filho dissimulado (cf. Mt 21,28-32)... Sejamos novos “Joões” para tocarmos, com o toque de Deus, a vida de todos. Oxalá isso ocorra”, findou.

Missa na Novena de São Francisco, Bairro Cruzeiro

Na celebração da noite, Dom Dulcênio presidiu a Santa Missa na Paróquia de São Francisco, no bairro do Cruzeiro, também em Campina Grande. A celebração fez parte do novenário em preparação para a festa do padroeiro, iniciado no dia 25 de setembro, e contou ainda com o rito da Crisma para jovens e adultos da comunidade.

A missa foi concelebrada pelo Pároco, Padre Ednaldo Gomes, e pelo Padre Fabiano Melo, da Paróquia Nossa Senhora das Graças, no bairro da Liberdade, com o auxílio dos seminaristas. A programação segue até 4 de outubro, dia da festa de São Francisco de Assis.

Homilia

A partir do Evangelho, o bispo alertou para o risco de uma religiosidade apenas aparente, destacando que seguir a Deus exige uma entrega verdadeira e não apenas manifestações externas de fé.

“Transparência. Pautar-se pela radicalidade de uma vida de fé, que comprometa todo o nosso ser, é um forte exercício para combater em nós a dissimulação da aparência de fazer a vontade de Deus, mas que, na realidade, não passa de uma incongruência, de uma falsidade, de uma hipocrisia. Este exercício também é válido para evitar todo e qualquer escândalo que, causado pelo mau-procedimento, pode comprometer a vida daqueles que, se espelhando em nosso testemunho, querem servir a Deus pela santidade”, disse.

Dom Dulcênio também chamou atenção para a responsabilidade do testemunho cristão. Segundo ele, uma vida marcada pela incoerência pode causar escândalo e afastar outras pessoas do caminho da fé.

“Ainda advertiu Jesus: “Vós fechais aos homens o Reino dos céus. Vós mesmos não entrais e nem deixais que entrem os que querem entrar. […] Ai de vós! Percorreis mares e terras para fazer um convertido e, quando o conseguis, fazeis dele um filho do inferno duas vezes pior que vós mesmos” (Mt 23,13.15). Portanto, não sejamos, com os nossos vícios, motivo de queda para ninguém, mas sinal sincero de fé em Cristo; fé radical, fé comprometedora com o Senhor”, refletiu.

Outro aspecto destacado foi a conversão como caminho para uma vida nova em Deus. O bispo recordou que o arrependimento e a mudança de vida conduzem à graça e à reconciliação com Deus, alcançada por meio de Cristo.

“Pela experiência da conversão, avançando no caminho da graça, obtemos a vida, aquela que realmente conta: a do Alto; a vida de Deus em nós. Escutamos na Primeira Leitura: “Quando um ímpio se arrepende da maldade que praticou e observa o direito e a justiça, conserva a própria vida. Arrependendo-se de todos os seus pecados, com certeza viverá; não morrerá” (Ez 18, 27-28)”.

Por fim, Dom Dulcênio convidou os fiéis a reconhecerem a própria necessidade de conversão, seguindo o exemplo de personagens bíblicos que experimentaram o arrependimento e a reconciliação com Deus. O chamado é para uma fé sem aparências, vivida com sinceridade.

“Tantos nomes da vida da Igreja e do Evangelho fizeram esta experiência de arrependimento e conversão, de reconciliação com o próprio Deus: Mateus, a Samaritana, a Adúltera, Zaqueu… Também nós estejamos nesta lista, sabendo que a união plena com Deus gera em nós a paz, a felicidade, a única e insuperável realização de vida. Não maquiemos a nossa vida de fé; antes, sejamos sinceros, transparentes conosco mesmos e com Deus através de uma consciência reta, iluminada pela luz do Seu Espírito Santo”, concluiu.

Por: Ascom
Fotos: Pasdom Paroquial



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