Dom Dulcênio Preside Missa com Crisma de Jovens e Adultos Durante Festa de Santa Teresinha, em Massaranduba

Postado em 27/09/26 às 00:0611 minutos de leitura40 views

Na noite deste sábado, 26 de setembro, o Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, presidiu a Santa Missa na Paróquia de Santa Teresinha, em Mararanduba. A celebração marcou a quinta noite do novenário em preparação para a festa da padroeira e contou com a administração do Sacramento da Crisma a 216 jovens.

A Eucaristia, que celebrou a liturgia deste 26º Domingo do Tempo Comum, reuniu a comunidade paroquial, que participa dos festejos em honra a Santa Teresinha do Menino Jesus. A programação teve início no dia 22 de setembro e segue até 01 de outubro, quando será celebrada solenemente a festa da padroeira.

Neste ano, a festa tem como tema “Como família, cultivamos o amor com Santa Teresinha”, reforçando a espiritualidade da comunidade e o convite para viver a fé em família, à luz do testemunho de Santa Teresinha.

Dom Dulcênio, juntamente com os seminaristas e a comunidade, foi acolhido pelo Pároco, Padre Antoniel, que concelebrou a Eucaristia. O diácono Moarcir também colaborou na celebração, que reuniu os crismandos, familiares e fiéis para este momento de fé e comunhão.

Homilia

Dom Dulcênio destacou que a conduta de Deus é marcada pelo amor, pela misericórdia e pelo perdão. A partir da Primeira Leitura, afirmou que o ser humano é chamado a reconhecer que a mudança começa pela própria conduta.

“Vejamos o que disse Deus, na Primeira Leitura deste XXVI Domingo Comum, indagando-lhes; indagando-nos: "Vós andais dizendo: 'A conduta do Senhor não é correta'. Ouvi, vós da casa de Israel: É a minha conduta que não é correta, ou antes é a vossa conduta que não é correta?" (Ez 18,25). E qual é a conduta de Deus? Marcadamente, a Sua misericórdia, que é eterna, sem fim, ilimitada (cf. Sl 135). Logo, a conduta de Deus é o Seu amor; é o Seu Ser, pois bem disse Aristóteles: ‘O agir segue o ser’”, destacou.

Ao comentar a Segunda Leitura, o bispo apresentou Cristo como o rosto misericordioso do Pai, que “esvaziou-se a si mesmo”. Para Dom Dulcênio, seguir Jesus exige também esse esvaziamento de si, deixando de lado o orgulho e as falsas seguranças para colocar Cristo no centro da vida.

“A conduta do Senhor, que a Sua lógica proposta a nós é a do esvaziamento total do nosso ser de nós mesmos - e, consequentemente, de nossas falsas seguranças que se apoiam na vaidade e no orgulho -, para que, despojados por inteiro, sejamos repletos de Cristo. Esta é a verdadeira conduta que o seguidor de Cristo - o cristão, portanto - deverá proceder, contrariando o amor-próprio e a mentalidade deste mundo”, pregou.

No Evangelho, ao recordar que publicanos e prostitutas poderiam preceder outros no Reino de Deus, Dom Dulcênio chamou atenção para a necessidade de uma conversão verdadeira. Segundo ele, aqueles que reconhecem sua necessidade de mudança podem acolher mais profundamente o chamado de Deus.

“Aqui, penso na hipocrisia de muitos cristãos - dentre os quais, para infelicidade minha, também me incluo - de pensarmos que no primeiro encontro com Jesus e o Seu Evangelho já estamos, irretocavelmente, prontos. Quanto narcisismo espiritual! Muitas vezes, por nos enamorarmos da pseudo beleza da nossa alma, nos esquecemos de nos compararmos com o infinito Coração de Jesus, o Bom, o Belo, adjetivos que em grego são sinônimos (?????)?” refletiu.

Por fim, Dom Dulcênio convidou os fiéis a não serem obstáculos para quem busca reencontrar-se com Deus. Em vez de julgar ou desanimar, é preciso acolher e acompanhar quem procura a conversão, seguindo o exemplo de Cristo, o Bom Pastor.

“Cuidemos para, não recriminando quem busca a conversão, não lhe sermos obstáculos pelo desânimo, pela revolta ou por outro empecilho que dificulte um profundo e constante encontro com o Senhor, que, como Bom Pastor, arrisca-Se em buscá-lo para amá-lo (cf. Mt 18,12-14; Lc 15,3-7), seguindo a lógica do Seu Ser imenso e sempiterno”, concluiu.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial



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