Dom Dulcênio Preside Missa com Crisma de Jovens e Adultos Durante Festa de Santa Teresinha, em Massaranduba
Na noite deste sábado, 26 de setembro, o Bispo Diocesano, Dom
Dulcênio Fontes de Matos, presidiu a Santa Missa na Paróquia de Santa
Teresinha, em Mararanduba. A celebração marcou a quinta noite do novenário em
preparação para a festa da padroeira e contou com a administração do Sacramento
da Crisma a 216 jovens.
A Eucaristia, que celebrou a liturgia deste 26º Domingo do Tempo
Comum, reuniu a comunidade paroquial, que participa dos festejos em honra a
Santa Teresinha do Menino Jesus. A programação teve início no dia 22 de
setembro e segue até 01 de outubro, quando será celebrada solenemente a festa
da padroeira.
Neste ano, a festa tem como tema “Como família, cultivamos o amor
com Santa Teresinha”, reforçando a espiritualidade da comunidade e o convite
para viver a fé em família, à luz do testemunho de Santa Teresinha.
Dom Dulcênio, juntamente com os seminaristas e a comunidade, foi
acolhido pelo Pároco, Padre Antoniel, que concelebrou a Eucaristia. O diácono Moarcir
também colaborou na celebração, que reuniu os crismandos, familiares e fiéis
para este momento de fé e comunhão.
Homilia
Dom Dulcênio destacou que a conduta de Deus é marcada pelo amor,
pela misericórdia e pelo perdão. A partir da Primeira Leitura, afirmou que o
ser humano é chamado a reconhecer que a mudança começa pela própria conduta.
“Vejamos o que disse Deus, na Primeira Leitura deste XXVI Domingo
Comum, indagando-lhes; indagando-nos: "Vós andais dizendo: 'A conduta do
Senhor não é correta'. Ouvi, vós da casa de Israel: É a minha conduta que não é
correta, ou antes é a vossa conduta que não é correta?" (Ez 18,25). E qual
é a conduta de Deus? Marcadamente, a Sua misericórdia, que é eterna, sem fim,
ilimitada (cf. Sl 135). Logo, a conduta de Deus é o Seu amor; é o Seu Ser, pois
bem disse Aristóteles: ‘O agir segue o ser’”, destacou.
Ao comentar a Segunda Leitura, o bispo apresentou Cristo como o
rosto misericordioso do Pai, que “esvaziou-se a si mesmo”. Para Dom Dulcênio,
seguir Jesus exige também esse esvaziamento de si, deixando de lado o orgulho e
as falsas seguranças para colocar Cristo no centro da vida.
“A conduta do Senhor, que a Sua lógica proposta a nós é a do
esvaziamento total do nosso ser de nós mesmos - e, consequentemente, de nossas
falsas seguranças que se apoiam na vaidade e no orgulho -, para que, despojados
por inteiro, sejamos repletos de Cristo. Esta é a verdadeira conduta que o
seguidor de Cristo - o cristão, portanto - deverá proceder, contrariando o
amor-próprio e a mentalidade deste mundo”, pregou.
No Evangelho, ao recordar que publicanos e prostitutas poderiam
preceder outros no Reino de Deus, Dom Dulcênio chamou atenção para a
necessidade de uma conversão verdadeira. Segundo ele, aqueles que reconhecem
sua necessidade de mudança podem acolher mais profundamente o chamado de Deus.
“Aqui, penso na hipocrisia de muitos cristãos - dentre os quais,
para infelicidade minha, também me incluo - de pensarmos que no primeiro
encontro com Jesus e o Seu Evangelho já estamos, irretocavelmente, prontos.
Quanto narcisismo espiritual! Muitas vezes, por nos enamorarmos da pseudo
beleza da nossa alma, nos esquecemos de nos compararmos com o infinito Coração
de Jesus, o Bom, o Belo, adjetivos que em grego são sinônimos (?????)?” refletiu.
Por fim, Dom Dulcênio convidou os fiéis a não serem obstáculos
para quem busca reencontrar-se com Deus. Em vez de julgar ou desanimar, é
preciso acolher e acompanhar quem procura a conversão, seguindo o exemplo de
Cristo, o Bom Pastor.
“Cuidemos para, não recriminando quem busca a conversão, não lhe
sermos obstáculos pelo desânimo, pela revolta ou por outro empecilho que
dificulte um profundo e constante encontro com o Senhor, que, como Bom Pastor,
arrisca-Se em buscá-lo para amá-lo (cf. Mt 18,12-14; Lc 15,3-7), seguindo a
lógica do Seu Ser imenso e sempiterno”, concluiu.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom Paroquial













































