No Hospital de Trauma: Dom Dulcênio Preside Missa em Ação de Graças pelo Centenário de Dom Luis Gonzaga
O Bispo Diocesano de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos,
presidiu, na tarde desta quarta-feira, 23, a Santa Missa em ação de graças pelo
centenário de nascimento de Dom Luis Gonzaga Fernandes, quarto Bispo de Campina
Grande. A celebração aconteceu no auditório do Hospital, instituição que leva o nome do bispo, e marcou o
encerramento das comemorações realizadas pelo hospital.
Antes da celebração, Dom Dulcênio foi acolhido pela direção do
hospital, formada pelo Diretor-Geral, Dr. Mateus Pedroso; pela diretora
técnica, Suzana Correia; pelo superintendente, William Lucena; além de outros
integrantes da equipe. Acompanhado pela direção, o bispo visitou algumas alas
da unidade, passando pelas enfermarias e encontrando pacientes. Durante a
visita, Dom Dulcênio conversou com os enfermos, ofereceu palavras de apoio e
encorajamento e concedeu a bênção, levando uma presença de fé e esperança
àqueles que enfrentam momentos de fragilidade.
A Santa Missa reuniu os profissionais da saúde do hospital, a equipe
dirigente e autoridades. Também estiveram o representante do governador da
Paraíba, Dr. Arthur Albuquerque, e a representante da Secretaria de Estado da
Saúde, Dra. Tália.
Também participaram da celebração o Vigário geral da Diocese,
Padre Luciano Guedes; o Chanceler da Cúria, Padre Rodolfo Lucena; o
vice-chanceler, Padre Israel Pedro; o Ecônomo da Diocese, Padre Evanilson Sousa;
o Padre Douglas, responsável pela Pastoral da Saúde; e o Padre João Jorge, que
foi ordenado sacerdote por Dom Luis. Diáconos e familiares do homenageado
também participaram da celebração.
As comemorações pelo centenário de Dom Luis Gonzaga Fernandes
tiveram início no Hospital de Emergência e Trauma no dia 26 de agosto e foram
concluídas com a celebração desta quarta-feira. Ao longo da programação, a instituição
buscou recordar a trajetória e o legado do bispo, marcado pelo serviço, pela
dedicação pastoral e pelo cuidado com as pessoas.
Ao final da Missa, o hospital instituiu oficialmente a “Comenda
Dom Luis”, destinada a reconhecer pessoas e também os funcionários que se
destacam pela dedicação à missão de cuidar e servir. A homenagem leva o nome de
Dom Luis como referência ao legado de amor, doação e serviço ao próximo deixado
pelo bispo. A primeira comenda foi entregue a Dom Dulcênio.
Durante o momento, o diretor geral do hospital, Dr. Mateus
Pedroso, destacou a presença do bispo e agradeceu a visita aos pacientes e às
equipes. Segundo ele, a presença de Dom Dulcênio proporcionou um momento de fé
e encorajamento para todos que fazem parte da instituição. Também ressaltou a
responsabilidade de conduzir, junto com toda a equipe, o trabalho desenvolvido
no hospital, lembrando que o cuidado vai além do paciente e alcança também as
famílias que acompanham seus entes queridos.
Representando a família de Dom Luis, um de seus sobrinhos também
falou e destacou a simplicidade, a caminhada pastoral e o compromisso do bispo
com uma Igreja em missão. Entre as ações lembradas, esteve sua dedicação aos encontros
ecumênicos, da CEBs, além da atuação pastoral desenvolvida durante os anos em
que esteve à frente da Diocese de Campina Grande. Ao recordar sua trajetória,
afirmou que Dom Luis foi um homem apaixonado pela Igreja em missão e que deixou
sementes em terra boa.
As homenagens ao centenário também estão ligadas a uma ação de
solidariedade promovida pelo hospital durante o mês de setembro. Até o final do
mês, a instituição realiza uma campanha de arrecadação de alimentos, que serão
destinados a instituições de caridade, como mais uma forma de manter vivo o
legado de cuidado, solidariedade e serviço ao próximo.
Homilia de Dom Dulcênio
Dom Dulcênio destacou o significado de celebrar a Eucaristia em um
lugar onde a vida revela sua fragilidade e seu valor. A partir do Evangelho,
ressaltou que a missão da Igreja deve se aproximar do sofrimento, acolher as
feridas e anunciar que nenhuma vida é esquecida por Deus.
“Num lugar assim, muitas coisas encontram novamente a sua
verdadeira medida. (...) O Evangelho mostra que a missão recebida dos
discípulos não é indiferente ao sofrimento humano. O Reino que eles anunciam
aproxima-se da pessoa concreta, alcança suas feridas e manifesta que, para
Deus, nenhuma vida é pequena ou esquecida”, destacou.
Ao recordar Dom Luis, o bispo destacou sua dedicação à Igreja e ao
serviço do povo. Também relacionou esse legado ao hospital que leva seu nome,
instituição que diariamente acolhe pessoas em momentos de dor e fragilidade.
“Por trás de cada atendimento existe alguém que ama e é amado,
alguém que tem uma história, uma família, projetos, medos e esperanças. Assim,
o nome de um pastor que entregou sua vida ao serviço do povo permanece
associado a uma casa cuja missão também é servir, acolher e proteger a vida”,
disse.
Dom Dulcênio também ressaltou a missão dos profissionais do
hospital, chamados a unir conhecimento e humanidade no cuidado com cada
paciente. Lembrou que, por trás de cada leito, existe uma pessoa com história,
família, medos e esperanças.
“O conhecimento, a técnica e a competência são indispensáveis, mas
tornam-se ainda maiores quando acompanhados pela humanidade. Quem está em um
leito não é apenas um caso, um número ou um diagnóstico. É uma pessoa cuja
dignidade permanece inteira mesmo quando seu corpo está ferido e suas forças
diminuem”, refletiu.
Ao concluir, o bispo retomou o lema episcopal de Dom Luis, “Em
Cristo Jesus”. A celebração foi, assim, ação de graças por sua vida e
ministério, oração pelos pacientes e reconhecimento a todos que dedicam suas
vidas ao cuidado do próximo.
“Em Cristo Jesus aprendemos que toda vida merece ser acolhida,
servida e amada. (...) Que esta Eucaristia seja ação de graças pela vida e pelo
ministério de Dom Luis Gonzaga Fernandes, oração por todos os que passam por
esta casa e súplica por aqueles que aqui dedicam suas vidas ao cuidado dos
outros”, concluiu.
Alocução pelo recebimento da Comenda “Dom Luis”
Dom Dulcênio acolheu a homenagem com gratidão e humildade,
afirmando que a recebe em nome de toda a Igreja de Campina Grande e de tantos
que se dedicam ao cuidado dos que sofrem.
“Não a recebo como mérito pessoal, mas em nome da Igreja de
Campina Grande: dos sacerdotes, religiosos, religiosas, agentes de pastoral e
de tantos leigos e leigas que, silenciosamente, estendem as mãos aos irmãos que
sofrem”, disse.
O bispo também relacionou a missão do hospital à espiritualidade
de São Padre Pio e ao legado de Dom Luiz na defesa da vida e da dignidade
humana. Desejou que a instituição seja cada vez mais uma casa de alívio do
sofrimento, unindo competência, compaixão e acolhimento.
“Faço votos de que o Hospital Dom Luís Gonzaga Fernandes se torne
cada vez mais, por meio das pessoas que nele atuam, uma verdadeira casa de
alívio do sofrimento. Que este seja um lugar onde a competência técnica caminhe
unida à compaixão, e 'onde cada paciente seja acolhido não como um número, mas
como pessoa, com sua dignidade e sua história”.
Por: Ascom

































































