Dom Dulcênio Preside Missa na Festa de Nossa Senhora das Mercês, em Cuité
A Paróquia de Nossa Senhora das Mercês, em Cuité, está vivenciando
o novenário em preparação para a festa de sua padroeira. Iniciada no dia 12 de
setembro, a programação segue até o dia 24, quando a comunidade celebrará
solenemente a Santa Missa em honra a Nossa Senhora das Mercês.
Nesta terça-feira, 22 de setembro, a oitava noite do novenário
contou com a presença do Bispo Diocesano de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes
de Matos, que presidiu a celebração Eucarística. A Missa foi concelebrada pelo Pároco,
Padre João Paulo, e pelo Vigário Paroquial, Padre Marcos, com a participação
dos seminaristas e da comunidade paroquial.
A festa deste ano tem um significado especial para os fiéis de
Cuité, pois a Paróquia de Nossa Senhora das Mercês celebra 225 anos de sua
criação. A data recorda a caminhada de fé da comunidade e sua missão de
anunciar o Evangelho na região.
Com o tema “Sob o manto das Mercês, 225 anos anunciando o
Evangelho na Serra de Cuité”, o novenário reúne os fiéis em momentos de oração,
celebração e comunhão.
Homilia
Dom Dulcênio destacou Maria como mulher forte que participa da
missão de Cristo. O bispo recordou que, sendo Cristo o novo Adão, Maria é a
nova Eva, mãe da nova Igreja. “Cristo e Maria participam da mesma missão: dar
vida nova à humanidade.”
“Maria Santíssima é para o povo cristão a mulher forte que
colabora decisivamente na nossa vitória junto a Cristo Jesus... Se Cristo é o
novo Adão, ele faz da sua Mãe a nova Eva, mãe da nova Igreja. Se ele
ressuscitou, também vamos ressuscitar. Não fosse assim, nossa fé seria vã,
inútil. Nesse sentido, Cristo e Maria participam da mesma missão: dar vida nova
a humanidade”, destacou.
Ao refletir sobre a Visitação, Dom Dulcênio apresentou Maria como
mulher de fé e solidariedade, cuja presença leva a graça de Deus. Sua chegada à
casa de Isabel e Zacarias foi comparada à presença da Arca da Nova Aliança,
levando bênçãos àquela família.
“Nesta festa de Nossa Senhora das Mercês, a piedade cristã nos
convida a considerar Maria como o canal, a Medianeira, de nossa santificação,
Mãe de misericórdia, Mãe de todas as graças, consoladora dos aflitos...Nesta
condição e não pode ser de outro modo - é que Ela visita Isabel e Zacarias. De
fato; não é difícil, à luz do texto do Evangelho, demonstrar que Nossa Senhora,
naquela visitação, santificou João Batista, santificou Isabel, santificou
Zacarias”, refletiu.
O bispo destacou ainda os frutos da saudação de Maria: João
Batista estremeceu no ventre de Isabel, que ficou cheia do Espírito Santo e
reconheceu a grandeza de Jesus e de sua Mãe. Maria, por sua vez, respondeu com
o Magnificat, elevando a Deus um hino de louvor, fé e gratidão.
“Maria, ao ouvir aquela congratulação, não se envaideceu, não deu
uma resposta direta a Isabel preferindo dirigir-se a Deus, para exalta-lo, a
Ele, e glorifica-lo. Foi como uma harpa tocada pelo Espírito Santo, soltando
notas de um hino imortal: "Magnificat! Minha alma engrandece o
Senhor!" Hino de amor e de ação de graças, que terá arrebatado os Anjos do
céu e calado fundo no coração de Deus”, pregou.
Por fim, Dom Dulcênio ressaltou que o Magnificat revela um Deus
misericordioso, que olha para os humildes e permanece fiel às suas promessas. A
presença de Maria junto a Isabel inspira os cristãos à solidariedade.
“Que possamos continuar a confiar nesse Deus poderoso e
misericordioso revelado por Maria. A presença de Maria junto a Isabel foi uma
presença mais que solidária, representou a presença de Deus na sua vida. Isso
tudo nos mostra que cada vez que somos solidários com nossos irmãos, cada vez
que ajudamos o próximo, Deus se manifesta nesse ato e enche a nossa vida e a
vida de quem ajudamos com o seu Espírito”, concluiu.
Por:
Ascom
