Dom Dulcênio Preside Missa na Festa de Nossa Senhora das Mercês, em Cuité

Postado em 22/09/26 às 23:533 minutos de leitura34 views

A Paróquia de Nossa Senhora das Mercês, em Cuité, está vivenciando o novenário em preparação para a festa de sua padroeira. Iniciada no dia 12 de setembro, a programação segue até o dia 24, quando a comunidade celebrará solenemente a Santa Missa em honra a Nossa Senhora das Mercês.

Nesta terça-feira, 22 de setembro, a oitava noite do novenário contou com a presença do Bispo Diocesano de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos, que presidiu a celebração Eucarística. A Missa foi concelebrada pelo Pároco, Padre João Paulo, e pelo Vigário Paroquial, Padre Marcos, com a participação dos seminaristas e da comunidade paroquial.

A festa deste ano tem um significado especial para os fiéis de Cuité, pois a Paróquia de Nossa Senhora das Mercês celebra 225 anos de sua criação. A data recorda a caminhada de fé da comunidade e sua missão de anunciar o Evangelho na região.

Com o tema “Sob o manto das Mercês, 225 anos anunciando o Evangelho na Serra de Cuité”, o novenário reúne os fiéis em momentos de oração, celebração e comunhão.

Homilia

Dom Dulcênio destacou Maria como mulher forte que participa da missão de Cristo. O bispo recordou que, sendo Cristo o novo Adão, Maria é a nova Eva, mãe da nova Igreja. “Cristo e Maria participam da mesma missão: dar vida nova à humanidade.”

“Maria Santíssima é para o povo cristão a mulher forte que colabora decisivamente na nossa vitória junto a Cristo Jesus... Se Cristo é o novo Adão, ele faz da sua Mãe a nova Eva, mãe da nova Igreja. Se ele ressuscitou, também vamos ressuscitar. Não fosse assim, nossa fé seria vã, inútil. Nesse sentido, Cristo e Maria participam da mesma missão: dar vida nova a humanidade”, destacou.

Ao refletir sobre a Visitação, Dom Dulcênio apresentou Maria como mulher de fé e solidariedade, cuja presença leva a graça de Deus. Sua chegada à casa de Isabel e Zacarias foi comparada à presença da Arca da Nova Aliança, levando bênçãos àquela família.

“Nesta festa de Nossa Senhora das Mercês, a piedade cristã nos convida a considerar Maria como o canal, a Medianeira, de nossa santificação, Mãe de misericórdia, Mãe de todas as graças, consoladora dos aflitos...Nesta condição e não pode ser de outro modo - é que Ela visita Isabel e Zacarias. De fato; não é difícil, à luz do texto do Evangelho, demonstrar que Nossa Senhora, naquela visitação, santificou João Batista, santificou Isabel, santificou Zacarias”, refletiu.

O bispo destacou ainda os frutos da saudação de Maria: João Batista estremeceu no ventre de Isabel, que ficou cheia do Espírito Santo e reconheceu a grandeza de Jesus e de sua Mãe. Maria, por sua vez, respondeu com o Magnificat, elevando a Deus um hino de louvor, fé e gratidão.

“Maria, ao ouvir aquela congratulação, não se envaideceu, não deu uma resposta direta a Isabel preferindo dirigir-se a Deus, para exalta-lo, a Ele, e glorifica-lo. Foi como uma harpa tocada pelo Espírito Santo, soltando notas de um hino imortal: "Magnificat! Minha alma engrandece o Senhor!" Hino de amor e de ação de graças, que terá arrebatado os Anjos do céu e calado fundo no coração de Deus”, pregou.

Por fim, Dom Dulcênio ressaltou que o Magnificat revela um Deus misericordioso, que olha para os humildes e permanece fiel às suas promessas. A presença de Maria junto a Isabel inspira os cristãos à solidariedade.

“Que possamos continuar a confiar nesse Deus poderoso e misericordioso revelado por Maria. A presença de Maria junto a Isabel foi uma presença mais que solidária, representou a presença de Deus na sua vida. Isso tudo nos mostra que cada vez que somos solidários com nossos irmãos, cada vez que ajudamos o próximo, Deus se manifesta nesse ato e enche a nossa vida e a vida de quem ajudamos com o seu Espírito”, concluiu.

Por: Ascom

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