25º Domingo do Tempo Comum: Missa na Catedral e na Comunidade São Pio X
Neste dia 21 de setembro, a Igreja celebrou o 25º Domingo do Tempo
Comum, cuja liturgia apresentou a parábola dos trabalhadores da vinha. O
Evangelho recorda que aqueles que foram chamados no início do dia e os que
chegaram por último receberam a mesma recompensa, revelando a lógica da justiça
e da misericórdia de Deus.
Pela manhã, Dom Dulcênio Fontes de Matos, o Bispo Diocesano,
presidiu a tradicional Missa do Lar, na Catedral de Nossa Senhora da Conceição,
em Campina Grande. A celebração reuniu a comunidade diocesana em torno do
altar. Concelebrou o Pároco, Padre Evanilson Sousa, com a presença do diácono Ricardo
e dos seminaristas.
Na sua homilia, Dom Dulcênio refletiu sobre a parábola dos
trabalhadores da vinha para destacar que a lógica de Deus é diferente da lógica
humana. Enquanto nós muitas vezes julgamos pelo merecimento, Deus age pela
misericórdia, sempre buscando o bem e a salvação de cada pessoa.
O bispo ressaltou que reconhecer os pensamentos de Deus exige de
nós conversão: rever a própria caminhada, reconhecer o que precisa mudar e
permitir que a fé transforme nossas atitudes. Mais do que aceitar a vontade de
Deus, somos chamados a viver de acordo com ela, aprendendo a olhar a realidade
com o coração do Evangelho.
A partir do convite de Jesus - “Ide também vós para a minha vinha”
- Dom Dulcênio lembrou que todo cristão é chamado à missão. A Igreja nos
alimenta pela Palavra e pela Eucaristia para que não permaneçamos acomodados,
mas assumamos, com fé e compromisso, a tarefa de trabalhar na vinha do Senhor.
Missa e Crisma na Comunidade de São Pio X
À noite, o bispo esteve na Comunidade São Pio X, pertencente à
Paróquia Catedral, onde presidiu a Santa Missa com a administração do
Sacramento da Crisma a 33 adultos. A celebração foi concelebrada também pelo
Padre Evanilson Sousa, com a presença do diácono Anderson e dos seminaristas.
Dom Dulcênio foi acolhido pelo moderador da comunidade, Gustavo
Lucena, e por toda a comunidade, que participou da celebração juntamente com
familiares e padrinhos dos crismandos. A noite marcou um momento de fé e
comunhão para os adultos que receberam o Sacramento da Crisma, fortalecendo sua
caminhada cristã e o compromisso com a vida da Igreja.
Homilia
Dom Dulcênio refletiu sobre o chamado de Deus, que conhece nossas
limitações, mas ainda assim nos escolhe para sua missão. A parábola dos
trabalhadores da vinha mostra que Deus nos forma no caminho da conversão.
“Ele nos conhece, nos ama e nos chama. Com nossos defeitos, com as
nossas infidelidades, Ele nos chama para estarmos com Ele, mesmo com muita
gente mais capacitada e mais santa do que nós. Em sua providência, o Senhor nos
quer. Ao atendê-lo, Ele nos capacita, nos forma, nos molda. Atendendo-O,
adentramos na escola de conversão, de volta para Ele. Só com esta pedagogia
paulatina, somos denominados “operários de sua vinha”, refletiu.
O bispo destacou que todos são convidados a trabalhar na vinha do
Senhor, independentemente da hora em que chegam. A recompensa não depende do
tempo de serviço, mas do amor colocado na missão.
“Poderíamos pensar acerca da medida estranha que este homem
utilizou para pagar aos seus lavradores: não pensou nem na produção de cada um
e nem mediu, pela quantidade de tempo, o trabalho de cada operário. O que ele
levou em consideração? Em resposta, Santa Catarina de Sena obteve a seguinte
resposta do próprio Jesus: “A cada um será dado o preço segundo a medida do
amor e não segundo a operação nem a medida do tempo” (Diálogo, 165)”, destacou.
Dom Dulcênio também ressaltou o chamado à conversão: “Buscai o
Senhor, enquanto pode ser achado.” Para ele, é preciso deixar as “praças do
mundo” e acolher o convite de Cristo, seguindo o exemplo de tantos santos que
dedicaram suas vidas ao Evangelho.
“Para quem é sensível ao chamado, o chamamento é sedutor e
irrecusável. Quantos, mais pecadores do que nós, suscetíveis à voz do Senhor,
largaram as luzes incandescentes, o movimento fustigante, o som alienante e
ensurdecedor das praças do mundo e abraçaram a vinha do Senhor, empregando
todas as suas energias neste valoroso intento, encontrando-se a si mesmos?
Pensemos em alguns santos da nossa Igreja, inclusive, São Francisco de Assis,
Santo Agostinho, São Cipriano...”, disse.
Por fim, alertou para o risco de julgar quem chega por último à
fé. A misericórdia de Deus supera os critérios humanos e nos convida a servir
com dedicação.
“Somos, muitas vezes, tratados com preconceito e indiferença por
aqueles. Jesus, ao dizer esta parábola, já nos quer atentar para este perigo
que embute em si a pretensão de pensar que aos neo-convertidos será concedida
uma recompensa inferior se comparada a que está reservada para os que foram
chamados por primeiro. Nós, os ‘vétero-convertidos’, devemos ser cônscios da
justiça do Senhor: “Meus pensamentos não são como os vossos pensamentos, e
vossos caminhos não são como os meus caminhos”, findou.
Por:
Ascom
Fotod: Pascom

























































