25º Domingo do Tempo Comum: Missa na Catedral e na Comunidade São Pio X

Postado em 21/09/26 às 00:1514 minutos de leitura37 views

Neste dia 21 de setembro, a Igreja celebrou o 25º Domingo do Tempo Comum, cuja liturgia apresentou a parábola dos trabalhadores da vinha. O Evangelho recorda que aqueles que foram chamados no início do dia e os que chegaram por último receberam a mesma recompensa, revelando a lógica da justiça e da misericórdia de Deus.

Pela manhã, Dom Dulcênio Fontes de Matos, o Bispo Diocesano, presidiu a tradicional Missa do Lar, na Catedral de Nossa Senhora da Conceição, em Campina Grande. A celebração reuniu a comunidade diocesana em torno do altar. Concelebrou o Pároco, Padre Evanilson Sousa, com a presença do diácono Ricardo e dos seminaristas.

Na sua homilia, Dom Dulcênio refletiu sobre a parábola dos trabalhadores da vinha para destacar que a lógica de Deus é diferente da lógica humana. Enquanto nós muitas vezes julgamos pelo merecimento, Deus age pela misericórdia, sempre buscando o bem e a salvação de cada pessoa.

O bispo ressaltou que reconhecer os pensamentos de Deus exige de nós conversão: rever a própria caminhada, reconhecer o que precisa mudar e permitir que a fé transforme nossas atitudes. Mais do que aceitar a vontade de Deus, somos chamados a viver de acordo com ela, aprendendo a olhar a realidade com o coração do Evangelho.

A partir do convite de Jesus - “Ide também vós para a minha vinha” - Dom Dulcênio lembrou que todo cristão é chamado à missão. A Igreja nos alimenta pela Palavra e pela Eucaristia para que não permaneçamos acomodados, mas assumamos, com fé e compromisso, a tarefa de trabalhar na vinha do Senhor.

Missa e Crisma na Comunidade de São Pio X

À noite, o bispo esteve na Comunidade São Pio X, pertencente à Paróquia Catedral, onde presidiu a Santa Missa com a administração do Sacramento da Crisma a 33 adultos. A celebração foi concelebrada também pelo Padre Evanilson Sousa, com a presença do diácono Anderson e dos seminaristas.

Dom Dulcênio foi acolhido pelo moderador da comunidade, Gustavo Lucena, e por toda a comunidade, que participou da celebração juntamente com familiares e padrinhos dos crismandos. A noite marcou um momento de fé e comunhão para os adultos que receberam o Sacramento da Crisma, fortalecendo sua caminhada cristã e o compromisso com a vida da Igreja.

Homilia

Dom Dulcênio refletiu sobre o chamado de Deus, que conhece nossas limitações, mas ainda assim nos escolhe para sua missão. A parábola dos trabalhadores da vinha mostra que Deus nos forma no caminho da conversão.

“Ele nos conhece, nos ama e nos chama. Com nossos defeitos, com as nossas infidelidades, Ele nos chama para estarmos com Ele, mesmo com muita gente mais capacitada e mais santa do que nós. Em sua providência, o Senhor nos quer. Ao atendê-lo, Ele nos capacita, nos forma, nos molda. Atendendo-O, adentramos na escola de conversão, de volta para Ele. Só com esta pedagogia paulatina, somos denominados “operários de sua vinha”, refletiu.

O bispo destacou que todos são convidados a trabalhar na vinha do Senhor, independentemente da hora em que chegam. A recompensa não depende do tempo de serviço, mas do amor colocado na missão.

“Poderíamos pensar acerca da medida estranha que este homem utilizou para pagar aos seus lavradores: não pensou nem na produção de cada um e nem mediu, pela quantidade de tempo, o trabalho de cada operário. O que ele levou em consideração? Em resposta, Santa Catarina de Sena obteve a seguinte resposta do próprio Jesus: “A cada um será dado o preço segundo a medida do amor e não segundo a operação nem a medida do tempo” (Diálogo, 165)”, destacou.

Dom Dulcênio também ressaltou o chamado à conversão: “Buscai o Senhor, enquanto pode ser achado.” Para ele, é preciso deixar as “praças do mundo” e acolher o convite de Cristo, seguindo o exemplo de tantos santos que dedicaram suas vidas ao Evangelho.

“Para quem é sensível ao chamado, o chamamento é sedutor e irrecusável. Quantos, mais pecadores do que nós, suscetíveis à voz do Senhor, largaram as luzes incandescentes, o movimento fustigante, o som alienante e ensurdecedor das praças do mundo e abraçaram a vinha do Senhor, empregando todas as suas energias neste valoroso intento, encontrando-se a si mesmos? Pensemos em alguns santos da nossa Igreja, inclusive, São Francisco de Assis, Santo Agostinho, São Cipriano...”, disse.

Por fim, alertou para o risco de julgar quem chega por último à fé. A misericórdia de Deus supera os critérios humanos e nos convida a servir com dedicação.

“Somos, muitas vezes, tratados com preconceito e indiferença por aqueles. Jesus, ao dizer esta parábola, já nos quer atentar para este perigo que embute em si a pretensão de pensar que aos neo-convertidos será concedida uma recompensa inferior se comparada a que está reservada para os que foram chamados por primeiro. Nós, os ‘vétero-convertidos’, devemos ser cônscios da justiça do Senhor: “Meus pensamentos não são como os vossos pensamentos, e vossos caminhos não são como os meus caminhos”, findou.

Por: Ascom
Fotod: Pascom



Comentários (0)