Jovens e Adultos são Crismados por Dom Dulcênio na Paróquia de Lagoa Seca
A Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Lagoa Seca,
celebrou na noite deste sábado, 19 de setembro, a Missa com Crisma de 235
jovens e adultos. A celebração foi presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Dulcênio
Fontes de Matos, que administrou o Sacramento da Confirmação aos crismandos da
comunidade paroquial.
A Santa Missa contou com a concelebração do Pároco, Padre
Aparecido Camargo, além da assistência do Diácono Josihelio e dos seminaristas.
A igreja matriz ficou repleta de crismandos, familiares e padrinhos, que
acompanharam este momento importante na caminhada de fé dos novos confirmados.
Durante a celebração, os jovens e adultos renovaram seu
compromisso de seguir a Cristo e receberam o sacramento que fortalece a graça
batismal e os envia para testemunhar a fé na comunidade e na sociedade.
A celebração também marcou a vivência comunitária da fé, reunindo
a paróquia em torno da Eucaristia e do compromisso assumido pelos novos
crismados de continuar sua caminhada cristã, fortalecidos pela ação do Espírito
Santo.
Homilia
A partir da liturgia deste XXV Domingo do Tempo comum, Dom
Dulcênio refletiu sobre o chamado de Deus, a partir da parábola dos trabalhadores
da vinha. O bispo destacou que todos são convidados a colaborar com o Reino,
mesmo com suas limitações. A vocação é dom e mistério, que exige confiança nos
caminhos do Senhor.
“Em Sua onipotência, que necessidade tem o Senhor de nós? De
querer-nos? Que mistério profundo de amor este de Deus: querer precisar de nós,
de nosso auxílio, de nossos préstimos! Não somos merecedores, e Deus, em Sua
gratuidade, vem à nossa procura, como para que possamos contribuir Consigo... Compreendemos,
assim, que vocação é dom e mistério divinos em nós”, destacou.
Ao recordar personagens bíblicos e santos chamados por Deus, Dom
Dulcênio ressaltou que não devemos questionar nossas capacidades, mas confiar
na graça divina. O importante é acolher o chamado e realizar, com fidelidade,
aquilo que nos cabe.
“Moisés, Jeremias, o próprio Isaías, Pedro, Paulo, Agostinho,
Teresa d'Ávila, Teresa de Calcutá… Cabe-nos, pois, a todos, enquanto
vocacionados, a não buscarmos respostas, e sim abandonarmo-nos no projeto de
amor da vinha de Deus. Não discutamos com o Senhor! Não pensemos simplesmente
nos nossos instrumentos, que sempre são aquém e insuficientes de per si! Já que
Ele quer, dá-nos os meios. O que nos cabe é, honestamente, fazer o que nos
compete”, pregou.
O bispo também chamou atenção para a responsabilidade de
testemunhar a fé nas diversas situações do cotidiano. O trabalho pelo Reino
deve ser constante, ainda que discreto, aproveitando oportunidades no trabalho,
na família, nos estudos e nos relacionamentos.
“Cuidemos para não sermos ouvintes distraídos do chamado do Senhor,
e, displicentes, darmos desculpas esfarrapadas como aqueles homens que foram
censurados pelo patrão, que, saindo em vários momentos do dia, via determinados
homens que se faziam de surdos ao invitatório ao trabalho, mesmo que tenham ido
à lavoura no último instante: "'Por que estais aí o dia inteiro
desocupados?”, disse.
Por fim, Dom Dulcênio lembrou que seguir o chamado de Deus exige
perseverança, como testemunhou São Paulo. A recompensa não é uma vida sem
dificuldades, mas a promessa de estar com Deus e participar de sua glória,
junto à Virgem Maria, aos Apóstolos e a todos os santos.
“Estar com Ele, possuí-Lo e sermos possuídos por Ele para todo o
sempre é a realização da justiça de Deus que, em Cristo, nos salvou. Existiria,
por acaso, mais justo e mais nobre pagamento do que receber, ao lado da Virgem
Maria, dos Apóstolos, dos mártires e confessores, da milícia dos anjos e da
coorte dos santos, o trunfo da glória de Deus? Eis o que receberemos. Isto é
mais do que o cêntuplo prometido para quem se aventura no trabalho do Reino já
a partir da renúncia”, concluiu.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom Paroquial

































