Nossa Senhora da Guia: Fiéis de Queimadas Acolhem Dom Dulcênio na Quinta noite da Festa
Com a Igreja Matriz lotada, os fiéis da Paróquia de Queimadas
acolheram o Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, na noite desta
quinta-feira (17), durante a quinta noite do novenário em preparação à festa de
Nossa Senhora da Guia, padroeira da comunidade paroquial.
Dom Dulcênio presidiu a Santa Missa, que foi concelebrada pelo Pároco,
Padre Henrique Gustavo, que acolheu o bispo e toda a comunidade. O Diácono
Castro e os seminaristas também participaram, dando apoio litúrgico durante a
celebração.
A festa deste ano tem como tema “Sob o teu materno olhar”,
convidando a comunidade a vivenciar estes dias de oração e preparação sob a
proteção de Nossa Senhora da Guia.
A programação segue até o dia 24 de setembro, reunindo a
comunidade paroquial e devotos em momentos de fé, oração e comunhão em honra à
padroeira.
Homilia
Dom Dulcênio refletiu sobre Jesus como a Palavra de Deus que se
fez carne e revelou à humanidade o amor do Pai. Segundo o bispo, tudo o que
Cristo diz e realiza manifesta a presença de Deus.
“A palavra da parte de Deus tornou-se carne, existência humana -
Jesus é em pessoa o que Deus nos quer comunicar, desde sempre. Jesus é a
comunicação de Deus, é o que Deus significa para nós; e o que não condiz com
Jesus contradiz Deus. Exemplo: O que Jesus fala e faz, Deus é quem o fala e o
faz. Quando esse filho de Maria convida os pecadores, é Deus que os chama”,
refletiu.
Ao falar de Maria, destacou sua humildade e obediência na
apresentação de Jesus no Templo. Mesmo não necessitando da purificação, Nossa
Senhora submeteu-se à lei, tornando-se exemplo de quem serve a Deus sem buscar
exaltação.
“É admirável a retidão e humildade de Maria. Santíssima em
sujeitar-se a uma lei humilhante, como foi a da purificação. A maternidade da
Virgem, em tudo diferente a das outras mulheres, isentava-a mui legalmente das
obrigações de uma lei, como foi a da purificação”, destacou.
Dom Dulcênio recordou ainda Simeão e Ana, que reconheceram em
Jesus a salvação prometida. Simeão o anunciou como Luz para os povos e revelou
a Maria que sua missão também seria marcada pela dor.
“Como os Magos conheceram o Salvador, este se fez conhecido ao
velho Simeão, o qual o tomou nos braços e bem-disse a Deus, dizendo:
"Agora, Senhor, deixai partir o vosso servo em paz, conforme vossa
palavra. Pois meus olhos viram a vossa salvação, que preparastes diante dos
olhos das nações: Luz para aclarar os gentios, e glória de Israel, vosso povo!”.
Por fim, o bispo ressaltou que a verdadeira devoção mariana exige
imitar as virtudes de Nossa Senhora: obedecer a Deus, cultivar a pureza, agir
com humildade e rejeitar o pecado. Para ele, ser devoto de Maria é amar aquilo
que ela ama: Deus e a virtude.
“A devoção à Santíssima Virgem requer antes de tudo a imitação das
virtudes da Mãe de Deus. Pouco ou nada adianta recitar orações, o Santo Terço, em
honra de Maria Santíssima, pertencer a associações marianas, celebrar-lhe
festas, quando no coração reina o espírito do mundo, da vaidade, do orgulho, da
impureza. O verdadeiro devoto de Maria Santissima ama o que ela ama: Deus e a
virtude; odeia o que ela odeia: o pecado e tudo o que a ele conduz”, findou.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom Paroquial


























