No Estreito: Dom Dulcênio Preside a 6ª Noite da Novena de Nossa Senhora das Dores, Padroeira da Comunidade

Atualizado em 16/09/26 às 22:367 minutos de leitura46 views

A Comunidade Paroquial do Estreito, em Campina Grande, está vivenciando o novenário em preparação para a festa de sua padroeira, Nossa Senhora das Dores, que também tem São Lucas como padroeiro. Os festejos tiveram início no dia 11 de setembro e seguem até o próximo dia 20, reunindo os fiéis em momentos de oração, celebração e devoção mariana.

Na noite desta quarta-feira (16), a comunidade acolheu o Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, que presidiu a Santa Eucaristia, marcando a sexta noite do novenário. A celebração contou ainda com a presença dos Padres da Forania Oeste, que participaram deste momento de comunhão com a comunidade paroquial. Diácono Francisco Cardoso e seminaristas também estiveram presentes.

De forma fraterna, o Pároco, Padre Eude, acolheu a todos no início da celebração. A presença dos padres da forania também expressou a unidade e a fraternidade entre as paróquias que integram a Igreja Particular de Campina Grande.

Neste ano, a festa de Nossa Senhora das Dores tem como tema “Com Maria aprendemos a confiar, a esperar e a permanecer firmes na fé”, convidando os fiéis a contemplarem, à luz do testemunho de Maria, a confiança em Deus, a esperança e a perseverança diante dos desafios da vida.

Homilia

Dom Dulcênio refletiu sobre o “sim” constante de Maria. O bispo destacou que o seu “Fiat” – Faça-se - expressa confiança e entrega à vontade de Deus, tornando-se parte do projeto de salvação da humanidade.

“No sim de Maria, toda a humanidade, por sua carência de redenção, também deu o seu assentimento. Logo, no mistério de amor entre Deus e a humanidade, há um encontro de vontades, há um encontro de "sins", que passa pela disponibilidade do ser de Maria, que deu o seu sim ecoante, reverberante. O "sim" da Virgem é resposta ao Senhor antes mesmo da anunciação do Anjo que lhe trazia a feliz notícia da encarnação do Verbo no seu ventre puríssimo para a salvação da humanidade”, refletiu.

Dom Dulcênio também apresentou Maria como modelo para a Igreja, justamente porque seu “sim” não ficou restrito ao momento da Anunciação, mas acompanhou toda a sua existência. Como serva da Palavra e Mãe do Salvador, Maria acolheu a missão recebida com fé, esperança e caridade

“Maria está intimamente relacionada com a Igreja. É o seu tipo e figura no plano da fé, da caridade e da união com Cristo. Como Virgem e Mãe, Maria refulge para a Igreja como modelo, pois, em sua função, a Esposa do Senhor, a Senhora Católica, gera, pela pregação e pelo Batismo, os filhos de Deus, e, na sua pureza virginal, como sua Mãe, conserva íntegra as virtudes teologais da fé, da esperança e da caridade”, pregou.

Ao recordar o Calvário, Dom Dulcênio destacou que Maria permaneceu junto à cruz, fiel à missão recebida. Mesmo diante do sofrimento, sustentou sua caminhada pela fé na vitória de Cristo.

“Ali Maria demonstrou-se não apenas ser a dolorosa, a esperançosa, a fiel e corajosa, a invictamente elegante aos pés da cruz, mas, em meio a tais atributos entrevistos naquela hora suprema, sintetizamo-los naquele que tematiza esta minha homilia: ali, a Virgem Santíssima apresentou-se como a Senhora do "sim", não simplesmente por sua atitude interior, mas, sobretudo, porque ali demonstrava ser - mais do que noutras ocasiões - a Mãe de Deus por ser a Mãe de Cristo”, disse.

Por fim, o bispo apresentou Maria como modelo de fidelidade para todos os cristãos. De Nazaré ao Calvário e até sua Assunção, ela ensina a confiar em Deus e a responder com um “sim” generoso ao seu chamado.

“Maria é a mulher do "sim", que nos inspira à fidelidade, que nos aconselha à concordância com Deus, porque é Mãe educadora pelo exemplo e amparo pela intercessão... Ousemos em ser como Maria num "sim" fiel; ela, cujo modelo é para todos os cristãos, em todos os estados de vida e vocação. Que a intercessão da Mãe das Dores nos ajude, nesta convicção de seguidores, inaugurada pelo "sim", que, antes de ser nosso, é de Deus, a que sejamos Dele por toda a nossa existência!”, findou.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial



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