Festa da Exaltação da Santa Cruz: Dom Dulcênio Preside Missa no Seminário
A Igreja celebrou, nesta segunda-feira, 14 de setembro, a Festa da
Exaltação da Santa Cruz. Dom Dulcênio Fontes de Matos, o Bispo Diocesano,
presidiu solenemente a santa Eucaristia na Capela do Seminário São João Maria
Vianney, reunindo fiéis e seminaristas para a celebração da Eucaristia.
A Festa da Exaltação da Santa Cruz é uma celebração litúrgica
cristã realizada anualmente em 14 de setembro. A data recorda a cruz de Cristo
como símbolo de vitória, redenção e do imenso amor de Deus pela humanidade. A
celebração não exalta o sofrimento, mas o amor supremo de Jesus, que se
entregou pela salvação de todos. A cruz, assim, torna-se sinal da vitória sobre
a morte e aponta para a ressurreição e a vida eterna.
Durante a homilia, com o tema “Resplandece a Cruz”, Dom Dulcênio
conduziu os fiéis a uma reflexão sobre o significado da Santa Cruz para a vida
cristã. O prelado destacou a cruz de Cristo como sinal de esperança, renúncia,
renovação, missão e salvação.
Homilia
Dom Dulcênio destacou a cruz como sinal de esperança e vitória.
Recordando o incêndio de Notre Dame, em 2019, quando uma cruz dourada
permaneceu visível após as chamas, o bispo afirmou que a cruz de Cristo
continua sendo sinal de esperança diante das adversidades.
“A cruz do Senhor é imagem de renúncia das realidades transitórias
para o abraçar de uma opção fundamental. São Paulo no-lo disse: “Por ele [ou
seja: por Cristo], o mundo está crucificado para mim, como eu estou crucificado
para o mundo” (Gl 6,14). Se não renunciamos o que não é de Deus, e, portanto, o
que é mundano e nos afasta Daquele que é o Verdadeiro Bem, perderemos valiosa
oportunidade”, destacou.
Dom Dulcênio explicou que a cruz também conduz à renovação na paz
e no amor de Deus. Segundo ele, o cristão é chamado a abandonar aquilo que o
afasta de Deus e permitir uma verdadeira transformação de vida.
“A cruz se estampa como sinal de renovação na paz e no amor
divinos. Ainda São Paulo afirmou: “Pois nem a circuncisão, nem a incircuncisão
têm valor; o que conta é a criação nova. E para todos os que seguirem esta
norma, como para o Israel de Deus [quer dizer: para os filhos da Santa Igreja;
nós], paz e misericórdia” (Gl 6,15-16)”, explicou.
O bispo refletiu ainda sobre a cruz como sinal de eleição e
missão. Recordou que ela marca o cristão desde o Batismo e o chama a ser, no
mundo, testemunha da bênção, da santificação e da salvação de Cristo.
“A cruz é sinal de benção, de santificação, de salvação. E é isto
que devemos ser no mundo: sinais da cruz. Porém, poucos se dão conta desse
fato. Daí, Jesus constatar: “A messe é grande, mas os operários são poucos. Por
isso, pedi ao Senhor da messe que mande operários para a colheita” (Lc 10,2).
Para o mundo, urge os pregoeiros da cruz, os eleitos pelo seu sinal salvador.
Tenhamos consciência de que os somos”, refletiu.
Por fim, Dom Dulcênio afirmou que seguir Jesus significa assumir a
própria cruz e viver segundo o amor. Para ele, esse caminho conduz à salvação e
à vida eterna, pois foi pela Santa Cruz que Cristo remiu o mundo.
“A cruz designa recompensa. Se vivermos de acordo com a lei do
amor que ela nos inspira, alcançaremos a felicidade eterna no Reino do
Crucificado; esta realidade que é prometida pelo Senhor e garantida por Eles
mesmo em Sua Paixão. Por isso, digamos: “Nós Vos adoramos, Senhor Jesus Cristo,
e Vos bendizemos. Porque, pela Vossa Santa Cruz, remistes o mundo’”, findou.
Por:
Ascom
Fotos: Seminarista Netinho


























