“Perdoar para amar Divinamente”: Refletiu Dom Dulcênio Neste XXIV Domingo do Tempo Comum

Postado em 13/09/26 às 14:596 minutos de leitura48 views

Celebrando o XXIV Domingo do Tempo Comum, neste domingo, 13 de setembro, Dom Dulcênio Fontes de Matos, Bispo Diocesano, presidiu a tradicional Missa do Lar, na Catedral de Nossa Senhora da Conceição, em Campina Grande. A celebração reuniu a comunidade, seminaristas, o diácono Anderson e o Padre Evanilson Sousa, Pároco, que concelebrou a Eucaristia.

A Liturgia da Palavra deste domingo apresentou como tema central o perdão, recordando o ensinamento de Jesus de que devemos perdoar não apenas sete vezes, mas “setenta vezes sete”. A partir das leituras, Dom Dulcênio conduziu sua homilia refletindo sobre a relação entre o perdão e a capacidade de amar segundo Deus, sublinhando que é preciso “perdoar para amar divinamente”.

Homilia

Na homilia, Dom Dulcênio destacou que o coração humano foi criado para amar a Deus e ao próximo. Para o bispo, essa capacidade de amar manifesta nossa semelhança com Deus e nos chama a superar o egoísmo.

“O coração humano foi feito, unicamente, para amar; amar a Deus, em primeiríssimo lugar; amar o próximo em sequência, superando todas as atitudes de egoísmo e de orgulho. Por isso, aqui encontramos a resposta para o nosso segundo questionamento: porque fomos criados à imagem e semelhança divinas para, na racionalidade que tal condição - e somente ela - nos permite, amarmos  à altura de Deus, que, por Seu Espírito em nós, alarga, infinitamente, esta capacidade extrema de amar, copiando Deus”, destacou.

Dom Dulcênio refletiu ainda sobre a contradição de alimentar o ódio e o rancor quando somos chamados ao amor. Recordando a misericórdia de Deus, destacou que o perdão deve nascer da liberdade de imitar o próprio Senhor.

“Não queiramos amar simplesmente por temor; este não é um ato totalmente livre. Queiramos amar na liberdade de nos parecermos com Deus, na Sua generosidade infinita de amar e perdoar, pois o Senhor “não fica sempre repetindo as suas queixas, nem guarda eternamente o seu rancor. Não nos trata como exigem nossas faltas, nem nos pune em proporção às nossas culpas” (Sl 102,9-10)”, refletiu.

No Evangelho, ao responder a Pedro que deveria perdoar “setenta vezes sete”, Jesus ensina que o amor não pode ser limitado. Para Dom Dulcênio, a parábola do empregado perdoado de uma grande dívida, mas incapaz de perdoar, revela a incoerência de quem recebe misericórdia e não a oferece ao próximo.

“Não houve jeito para este último. Por quê? Todos sabemos: houve falta de compaixão, de perdão. E tudo isto gerou escândalo. Sim, escândalo do desamor provocado pela falta de perdão: “Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes” (Mt 18,31). Olhemos para nós e percebamos como escandalizamos porque, perdoados grandemente, furtamo-nos em perdoar a mínima ofensa. Sobre o escândalo, bem advertiu Jesus noutra passagem: “Ai de quem produz escândalos!” (Lc 17,1)”, pregou.

Ao concluir, Dom Dulcênio lembrou que o perdão faz parte do caminho para a vida eterna. O Céu é a meta daqueles que aprendem, em Cristo, a amar com generosidade e sem limites, confiando na graça de Deus.

“O inferno pode ser evitado quando o amor não é totalmente desprezado, e o purgatório, por sua vez, consistirá como uma expiação de um amor mitigado, limitado... A meta do Céu é evidenciada por quem entra na escola do amor “de” e “segundo” Jesus. Esforcemo-nos para tanto, porque isto nos é possível se nos abrirmos à graça que Deus nunca Se furta de conceder-nos”, concluiu.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial



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