“Perdoar para amar Divinamente”: Refletiu Dom Dulcênio Neste XXIV Domingo do Tempo Comum
Celebrando o XXIV Domingo do Tempo Comum, neste domingo, 13 de
setembro, Dom Dulcênio Fontes de Matos, Bispo Diocesano, presidiu a tradicional
Missa do Lar, na Catedral de Nossa Senhora da Conceição, em Campina Grande. A
celebração reuniu a comunidade, seminaristas, o diácono Anderson e o Padre
Evanilson Sousa, Pároco, que concelebrou a Eucaristia.
A Liturgia da Palavra deste domingo apresentou como tema central o
perdão, recordando o ensinamento de Jesus de que devemos perdoar não apenas
sete vezes, mas “setenta vezes sete”. A partir das leituras, Dom Dulcênio
conduziu sua homilia refletindo sobre a relação entre o perdão e a capacidade
de amar segundo Deus, sublinhando que é preciso “perdoar para amar divinamente”.
Homilia
Na homilia, Dom Dulcênio destacou que o coração humano foi criado
para amar a Deus e ao próximo. Para o bispo, essa capacidade de amar manifesta
nossa semelhança com Deus e nos chama a superar o egoísmo.
“O coração humano foi feito, unicamente, para amar; amar a Deus,
em primeiríssimo lugar; amar o próximo em sequência, superando todas as
atitudes de egoísmo e de orgulho. Por isso, aqui encontramos a resposta para o
nosso segundo questionamento: porque fomos criados à imagem e semelhança
divinas para, na racionalidade que tal condição - e somente ela - nos permite,
amarmos à altura de Deus, que, por Seu
Espírito em nós, alarga, infinitamente, esta capacidade extrema de amar,
copiando Deus”, destacou.
Dom Dulcênio refletiu ainda sobre a contradição de alimentar o
ódio e o rancor quando somos chamados ao amor. Recordando a misericórdia de
Deus, destacou que o perdão deve nascer da liberdade de imitar o próprio
Senhor.
“Não queiramos amar simplesmente por temor; este não é um ato
totalmente livre. Queiramos amar na liberdade de nos parecermos com Deus, na
Sua generosidade infinita de amar e perdoar, pois o Senhor “não fica sempre
repetindo as suas queixas, nem guarda eternamente o seu rancor. Não nos trata
como exigem nossas faltas, nem nos pune em proporção às nossas culpas” (Sl
102,9-10)”, refletiu.
No Evangelho, ao responder a Pedro que deveria perdoar “setenta
vezes sete”, Jesus ensina que o amor não pode ser limitado. Para Dom Dulcênio,
a parábola do empregado perdoado de uma grande dívida, mas incapaz de perdoar,
revela a incoerência de quem recebe misericórdia e não a oferece ao próximo.
“Não houve jeito para este último. Por quê? Todos sabemos: houve
falta de compaixão, de perdão. E tudo isto gerou escândalo. Sim, escândalo do
desamor provocado pela falta de perdão: “Vendo o que havia acontecido, os
outros empregados ficaram muito tristes” (Mt 18,31). Olhemos para nós e percebamos
como escandalizamos porque, perdoados grandemente, furtamo-nos em perdoar a
mínima ofensa. Sobre o escândalo, bem advertiu Jesus noutra passagem: “Ai de
quem produz escândalos!” (Lc 17,1)”, pregou.
Ao concluir, Dom Dulcênio lembrou que o perdão faz parte do
caminho para a vida eterna. O Céu é a meta daqueles que aprendem, em Cristo, a
amar com generosidade e sem limites, confiando na graça de Deus.
“O inferno pode ser evitado quando o amor não é totalmente
desprezado, e o purgatório, por sua vez, consistirá como uma expiação de um
amor mitigado, limitado... A meta do Céu é evidenciada por quem entra na escola
do amor “de” e “segundo” Jesus. Esforcemo-nos para tanto, porque isto nos é
possível se nos abrirmos à graça que Deus nunca Se furta de conceder-nos”, concluiu.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom Paroquial


















