Dom Dulcênio Preside a Última Noite da Novena de Nossa Senhora da Guia, em Frei Martinho
Na noite deste sábado, 12 de setembro, a comunidade de Frei
Martinho, pertencente à Paróquia de São Sebastião, em Picuí, vivenciou a última
noite do novenário em preparação para a festa de sua padroeira, Nossa Senhora
da Guia. A Santa Missa foi presidida por Dom Dulcênio Fontes de Matos, Bispo Diocesano,
reunindo os fiéis na igreja dedicada à padroeira.
A celebração foi concelebrada pelos Padres Claudeci e Miguel Rocha
e contou também com a presença dos seminaristas. Após nove dias de oração e
preparação espiritual, a comunidade concluiu o novenário com fé e devoção,
preparando-se para o encerramento das festividades.
Ao final da Santa Missa, foi realizada a tradicional descida da
imagem de Nossa Senhora da Guia do altar-mor. Conduzida pelos corredores da igreja,
a imagem permaneceu abaixo do altar, como acontece todos os anos, marcando um
momento especial de devoção da comunidade.
Neste domingo, 13 de setembro, a imagem será conduzida em
procissão pelas ruas de Frei Martinho, encerrando as festividades da padroeira.
Ao final da Santa Missa de encerramento, Nossa Senhora da Guia retornará ao seu
lugar no altar-mor.
Homilia
Refletindo a liturgia deste XXIV Domingo do Tempo Comum, Dom
Dulcênio destacou a misericórdia de Deus e sua capacidade de alcançar o coração
arrependido, oferecendo ao pecador a verdadeira paz.
“Dizíamos a Deus na oração de hoje: “Ó Deus, vós que crias e
governados todas as coisas, volvei para nós o vosso olhar...”. Qual é o olhar
de Deus? A mirada do Senhor penetra o âmago do nosso coração, o mais profundo
do nosso ser; Ele “que não vê como homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor
vê o coração” (1Sm 16,7); Ele que “não despreza um coração arrependido” (Sl
50,17)”, destacou.
O bispo ressaltou que servir a Deus também significa amar e
perdoar os irmãos. A partir do Evangelho, lembrou que o perdão cristão não deve
ter limites, conforme o ensinamento de Jesus sobre perdoar “setenta vezes
sete”.
“O serviço que dispensamos a Deus é o do amor a Ele e aos irmãos,
que contempla, inclusive, o perdão... Deus escuta todos os gritos de
misericórdia que Lhe elevamos. A Sua onipotência não é indiferente à nossa
humilhante situação pecadora. E, assim, as repetidas vezes do “setenta vezes
sete” nunca esgota a infinitude do amor divino por nós. Deus tudo perdoa ao
arrependido porque tudo pode Ele fazer”, disse.
Ao refletir sobre o servo que recebeu o perdão, mas não perdoou o
companheiro, Dom Dulcênio alertou para a contradição de pedir a misericórdia de
Deus enquanto se guarda rancor e mágoa.
“percebemos na parábola de hoje uma forte incongruência no homem
que implorou a misericórdia do seu rei perante a sua enorme dívida, mas não foi
capaz de perdoar o seu companheiro, que lhe devia uma mixaria. Por vezes temos
esse paradoxo perigoso em nós: mendigamos o perdão de Deus, mas somos
mesquinhos em amar diante de uma simples mágoa, somos lentos no ato de
“misericordiar”, conforme a expressão alcunhada pelo Papa Francisco”, refletiu.
Por fim, convidou os fiéis a superar o egoísmo e o ressentimento,
colocando em prática o amor, o perdão e a misericórdia nas relações com os
irmãos.
“Lembra-te do teu fim e deixa de odiar; pensa na destruição e na
morte, e persevera nos mandamentos. Pensa nos mandamentos, e não guardes rancor
ao teu próximo. Pensa na aliança do Altíssimo, e não leves em conta a falta
alheia!” (Eclo 28,9). E, com tais meditações, perfuraremos a rocha do nosso
egoísmo. Que o Senhor das misericórdias nos auxilie sempre em atitudes
amoráveis e misercordiosas”, concluiu.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom



































