Em Monteiro: Dom Dulcênio se Reúne com a Comunidade para Celebrar o Novenário da Padroeira

Postado em 11/09/26 às 23:257 minutos de leitura33 views

A Paróquia de Nossa Senhora das Dores, em Monteiro, está vivenciando o novenário em preparação para a festa da sua padroeira. Com o tema “Maria, Porta do Céu”, a Comunidade Paroquial é convidada a aprofundar a devoção à Mãe de Deus, contemplando sua presença junto a Jesus e seu cuidado materno com todos os seus filhos.

A programação teve início no dia 5 de setembro e, nesta sexta-feira, dia 11, foi celebrado o sexto dia da novena pelo Bispo Diocesano de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos. O bispo foi acolhido pelo Pároco, Padre Aldevan, e por toda a comunidade paroquial, que participou da celebração. Também concelebraram a Eucaristia os Padres Artur, Vigário Paroquial, e Júnior, filho de Monteiro.

Antes da novena, os fiéis se reuniram para a oração do Terço Mariano, momentos de oração e preparação para a celebração da padroeira. Ao longo do novenário, a comunidade é conduzida a refletir sobre Maria como aquela que acompanhou Jesus em sua missão e, especialmente, em seu sofrimento, permanecendo junto à cruz.

A programação da festa segue até o próximo 15 de setembro, quando a Igreja celebra a memória de Nossa Senhora das Dores. Em Monteiro, a comunidade se prepara para este momento de fé, renovando sua devoção à Mãe de Jesus e confiando a ela as alegrias, dores e esperanças de cada filho e filha de Deus.

Homilia

Dom Dulcênio destacou Nossa Senhora das Dores como Mãe associada à Paixão de Cristo e presente junto aos seus filhos. No Calvário, sua maternidade ganha dimensão universal, apontando para a entrega de Jesus e para a salvação.

“A memória que celebramos a cada ano, e aqui a festa da Virgem das Dores, chama-nos a reviver o momento decisivo da história da salvação e a venerar a Mãe associada à Paixão do Filho e ao lado dele elevado na cruz. A maternidade de Maria Santíssima, assume no Calvário dimensões universais. Por isso, irmãos e irmãs, que a cada ano vocês param tudo para que no dia 15 de Setembro possam dar graças a Deus pela Mãe amável e admirável, que nos trouxe o Salvador, seu Filho, Jesus Cristo”, destacou.

O bispo apresentou Maria como modelo de escuta e resposta ao chamado de Deus. Ela acolheu a Palavra e a colocou em prática, tornando-se exemplo para os cristãos que desejam seguir Jesus.

“Maria escutou o chamado de Deus, e respondeu a esse chamado. Assim, nós cristãos, devemos escutar o chamado que nos convida à escuta de Deus. Assim, devemos responder sempre a esse chamado seguindo os passos de Jesus acompanhados de Nossa Senhora das Dores. Este vínculo se fortalece por meio da espiritualidade mariana. Naturalmente, se soubermos alimentar a nossa aproximação com Deus por intermédio de Maria, teremos, então, o privilégio de habitar a Casa de Nazaré onde moram Jesus, Maria e José, a Sagrada Família”, disse.

A partir do Evangelho, Dom Dulcênio chamou atenção para a necessidade de olhar primeiro para as próprias falhas antes de julgar os outros. Em um mundo marcado por julgamentos, somos convidados a reconhecer nossas limitações e agir com mais compreensão.

“Jesus manda que prestemos atenção à trave que está em nossos olhos, antes mesmo, de ver o cisco no olho do meu irmão; do olho alheio. Estamos vivendo num mundo de julgamento da vida alheia, especial nos meios de comunicação social. Podemos evitar – por dever ou por outras razões – a formulação de um juízo sobre os outros. O Evangelho que ouvimos nos ajuda a adotar, nesses casos de julgamento, uma atitude cristã, que consiste em não perder de vista as nossas próprias falhas”, pregou.

Ao concluir, o prelado recordou que Jesus nos entregou Maria como Mãe e que sua intercessão nos ajuda na caminhada de fé. Seguir Cristo não é fácil, mas é possível. Maria permanece como modelo de discípula, ensinando-nos a escutar, acolher e viver a Palavra de Deus.

“Concluo, trazendo o Evangelho para a vida: Não é fácil ser bom discípulo do Senhor; não é fácil, mas não é impossível. Se o Senhor é quem nos propõe e nos manda ser seus discípulos é porque o podemos ser; se nos manda e nos exorta a seguir seus passos e exemplos como Maria o seguiu, é porque veio exatamente para isso: a fim de mostrar-nos o caminho que devemos seguir, por onde devemos ir. Amém”, concluiu.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Paroquial



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