Bispo Preside Missa Solene de Nossa Senhora dos Milagres, em São João do Cariri
Conhecida como a “Cidade da Fé”, São João do Cariri vive dias de
intensa devoção durante a tradicional Festa de Nossa Senhora dos Milagres. A
celebração, uma das mais antigas manifestações religiosas do Cariri paraibano,
teve início no dia 4 de setembro e segue até o dia 14, reunindo milhares de
devotos vindos de diferentes cidades da região e de outras localidades da
Paraíba. Neste ano, a festa tem como tema “Mãe dos Milagres, Rainha dos
Corações”.
Nesta terça-feira, 8 de setembro, quando a Igreja celebra a
Natividade da Bem-Aventurada Virgem Maria, o Santuário de Nossa Senhora dos
Milagres acolheu a Missa Solene, às 10h, presidida pelo Bispo Diocesano de
Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos. A celebração reuniu os fiéis, que
expressaram sua fé e devoção à padroeira. Na acolhida inicial, o Pároco e Reitor
do Santuário, Padre Humberto Carneiro, recebeu o bispo, os sacerdotes,
seminaristas e os peregrinos, além de saudar aqueles que acompanharam a
celebração pelas transmissões do Santuário e da Diocese.
Ao iniciar a celebração, Dom Dulcênio, ao falar da festa mariana,
disse recordar também suas raízes de fé. O bispo afirmou que, ao celebrar Nossa
Senhora dos Milagres em São João do Cariri, também revive a festa de sua
paróquia de origem, em Lagarto, Sergipe, dedicada à Nossa Senhora da Piedade. “É
a mesma Mãe, aquela que acompanha, protege e intercede pelos seus filhos”,
disse.
A programação da Festa de Nossa Senhora dos Milagres segue até o
dia 14, com novenas e celebrações. Ao final da Missa Solene, Dom Dulcênio
convidou os fiéis a continuarem vivendo esses dias com fé. O bispo também
confirmou sua presença no encerramento, quando será realizada a tradicional
procissão, reunindo novamente milhares de devotos pelas ruas de São João do
Cariri.
Homilia
Dom Dulcênio destacou a ligação entre o nascimento de Maria e o
nascimento de Jesus, ressaltando o papel singular da Virgem no plano de
salvação de Deus. A partir das leituras, afirmou que toda a existência de Maria
está voltada para Cristo.
“A liturgia que é escola privilegiada da fé, nos ensina a
reconhecer no nascimento de Maria uma ligação direta com a do Messias, Filho de
Davi... o papel de Maria na história da salvação sobressai em toda sua
evidência: o ser de Maria é totalmente relativo a Cristo, em particular à sua
encarnação. “Jacó gerou José, esposo de Maria, do qual nasceu Jesus, que se
chama Cristo (Mt 1,16). Torna-se evidente a descontinuidade que existe no
esquema da genealogia: não se lê “gerou”, mas “Maria, da qual nasceu Jesus,
chamado Cristo’”, destacou.
Ao refletir sobre o Evangelho, o bispo também destacou a fé e a
obediência de São José diante do mistério da encarnação, ressaltando que Deus
realiza sua obra contando com a liberdade e a resposta humana.
“Por detrás dos seus pensamentos e das suas deliberações há o amor
a Deus e a vontade firme de lhe obedecer. Mas, como não sentir que a
perturbação e depois a oração e a decisão de José são movidas, ao mesmo tempo,
pela estima e pelo amor à sua prometida? A beleza de Deus e a de Maria são, no
coração de José, inseparáveis; ele sabe que entre elas não pode haver
contradições; procura em Deus a resposta e encontra-a na luz da Palavra e do
Espírito: “Eis que conceberá e dará à luz um filho; e chamá-Lo-ão Emanuel, que
quer dizer: Deus conosco” (Mt 1,23; cf. Is 7,14)”, refletiu.
Dom Dulcênio ressaltou ainda a grandeza de Maria como Mãe de Deus
e Mãe dos cristãos, destacando a importância da devoção mariana, marcada pela
confiança, oração e amor. Para ele, recorrer a Nossa Senhora é reconhecer sua
missão de mãe e intercessora.
“Ainda bem que ela é também nossa Mãe, sem desdouro para a nossa
mãe terrena, que foi, para cada um de nós, a primeira a nos colocar em contato
com a devoção da “Mãe do Céu”, ensinou-nos a rezar a “Ave-Maria”, a Salve-Rainha e nos mostrou com amor a
primeira imagem de Santo que conhecemos, a primeira medalha que beijamos...
Assim como a mãe entra na vida do filho, sem jamais morrer, assim a Virgem
Maria se transforma na devoção indispensável de nossa vida cristã”, ressaltou.
Por fim, afirmou que a verdadeira devoção deve levar à imitação de
Maria, especialmente na fé, humildade, caridade e obediência à vontade de Deus.
O bispo encerrou fazendo um apelo para que os fiéis perseverem na fé e sejam
verdadeiramente devotos de Nossa Senhora.
“A verdadeira devoção completa-se com a imitação. No caso, é a
maneira de nos tornarmos semelhantes, espiritualmente, com a Virgem, isto é,
pela virtude, pela fé, esperança e caridade, pela humildade, pureza e
obediência... Encerramos, meus caros amigos e irmãos, com o mais fervoroso e
sincero apelo, saído do coração de Pastor: se quiserem perseverar, sejam
devotos de Nossa Senhora E lembrem-se: o verdadeiro devoto de Maria tem o
penhor da Salvação. Amém”, findou.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom Santuário

























