Bispo Preside Missa Solene de Nossa Senhora dos Milagres, em São João do Cariri

Postado em 08/09/26 às 18:078 minutos de leitura37 views

Conhecida como a “Cidade da Fé”, São João do Cariri vive dias de intensa devoção durante a tradicional Festa de Nossa Senhora dos Milagres. A celebração, uma das mais antigas manifestações religiosas do Cariri paraibano, teve início no dia 4 de setembro e segue até o dia 14, reunindo milhares de devotos vindos de diferentes cidades da região e de outras localidades da Paraíba. Neste ano, a festa tem como tema “Mãe dos Milagres, Rainha dos Corações”.

Nesta terça-feira, 8 de setembro, quando a Igreja celebra a Natividade da Bem-Aventurada Virgem Maria, o Santuário de Nossa Senhora dos Milagres acolheu a Missa Solene, às 10h, presidida pelo Bispo Diocesano de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos. A celebração reuniu os fiéis, que expressaram sua fé e devoção à padroeira. Na acolhida inicial, o Pároco e Reitor do Santuário, Padre Humberto Carneiro, recebeu o bispo, os sacerdotes, seminaristas e os peregrinos, além de saudar aqueles que acompanharam a celebração pelas transmissões do Santuário e da Diocese.

Ao iniciar a celebração, Dom Dulcênio, ao falar da festa mariana, disse recordar também suas raízes de fé. O bispo afirmou que, ao celebrar Nossa Senhora dos Milagres em São João do Cariri, também revive a festa de sua paróquia de origem, em Lagarto, Sergipe, dedicada à Nossa Senhora da Piedade. “É a mesma Mãe, aquela que acompanha, protege e intercede pelos seus filhos”, disse.

A programação da Festa de Nossa Senhora dos Milagres segue até o dia 14, com novenas e celebrações. Ao final da Missa Solene, Dom Dulcênio convidou os fiéis a continuarem vivendo esses dias com fé. O bispo também confirmou sua presença no encerramento, quando será realizada a tradicional procissão, reunindo novamente milhares de devotos pelas ruas de São João do Cariri.

Homilia

Dom Dulcênio destacou a ligação entre o nascimento de Maria e o nascimento de Jesus, ressaltando o papel singular da Virgem no plano de salvação de Deus. A partir das leituras, afirmou que toda a existência de Maria está voltada para Cristo.

“A liturgia que é escola privilegiada da fé, nos ensina a reconhecer no nascimento de Maria uma ligação direta com a do Messias, Filho de Davi... o papel de Maria na história da salvação sobressai em toda sua evidência: o ser de Maria é totalmente relativo a Cristo, em particular à sua encarnação. “Jacó gerou José, esposo de Maria, do qual nasceu Jesus, que se chama Cristo (Mt 1,16). Torna-se evidente a descontinuidade que existe no esquema da genealogia: não se lê “gerou”, mas “Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo’”, destacou.

Ao refletir sobre o Evangelho, o bispo também destacou a fé e a obediência de São José diante do mistério da encarnação, ressaltando que Deus realiza sua obra contando com a liberdade e a resposta humana.

“Por detrás dos seus pensamentos e das suas deliberações há o amor a Deus e a vontade firme de lhe obedecer. Mas, como não sentir que a perturbação e depois a oração e a decisão de José são movidas, ao mesmo tempo, pela estima e pelo amor à sua prometida? A beleza de Deus e a de Maria são, no coração de José, inseparáveis; ele sabe que entre elas não pode haver contradições; procura em Deus a resposta e encontra-a na luz da Palavra e do Espírito: “Eis que conceberá e dará à luz um filho; e chamá-Lo-ão Emanuel, que quer dizer: Deus conosco” (Mt 1,23; cf. Is 7,14)”, refletiu.

Dom Dulcênio ressaltou ainda a grandeza de Maria como Mãe de Deus e Mãe dos cristãos, destacando a importância da devoção mariana, marcada pela confiança, oração e amor. Para ele, recorrer a Nossa Senhora é reconhecer sua missão de mãe e intercessora.

“Ainda bem que ela é também nossa Mãe, sem desdouro para a nossa mãe terrena, que foi, para cada um de nós, a primeira a nos colocar em contato com a devoção da “Mãe do Céu”, ensinou-nos a rezar a “Ave-Maria”, a  Salve-Rainha e nos mostrou com amor a primeira imagem de Santo que conhecemos, a primeira medalha que beijamos... Assim como a mãe entra na vida do filho, sem jamais morrer, assim a Virgem Maria se transforma na devoção indispensável de nossa vida cristã”, ressaltou.

Por fim, afirmou que a verdadeira devoção deve levar à imitação de Maria, especialmente na fé, humildade, caridade e obediência à vontade de Deus. O bispo encerrou fazendo um apelo para que os fiéis perseverem na fé e sejam verdadeiramente devotos de Nossa Senhora.

“A verdadeira devoção completa-se com a imitação. No caso, é a maneira de nos tornarmos semelhantes, espiritualmente, com a Virgem, isto é, pela virtude, pela fé, esperança e caridade, pela humildade, pureza e obediência... Encerramos, meus caros amigos e irmãos, com o mais fervoroso e sincero apelo, saído do coração de Pastor: se quiserem perseverar, sejam devotos de Nossa Senhora E lembrem-se: o verdadeiro devoto de Maria tem o penhor da Salvação. Amém”, findou.

Por: Ascom
Fotos: Pascom Santuário



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