Dom Dulcênio Celebra Missa e Crisma de Adultos na Paróquia de São José, em Areial
Celebrando
o XXIII Domingo do Tempo Comum, o Bispo Diocesano de Campina Grande, Dom
Dulcênio Fontes de Matos, presidiu, na noite deste sábado (5), a Santa Missa
com o rito da Crisma na Paróquia de São José, em Areial. A celebração marcou um
importante momento na caminhada de fé de 46 adultos, que receberam o Sacramento
da Confirmação.
A
Santa Missa foi concelebrada pelo Administrador Paroquial, Padre Mayke Everson,
e contou com o auxílio litúrgico dos seminaristas. A Igreja Matriz
recebeu a comunidade paroquial, além de padrinhos e familiares, que
acompanharam de perto a celebração e testemunharam a confirmação dos crismandos
na fé.
Ao
final da celebração, Padre Mayke agradeceu a presença de Dom Dulcênio na presidência
da Santa Missa, destacando a importância do momento para os novos crismados. O
bispo, por sua vez, agradeceu a acolhida fraterna da comunidade e parabenizou
os 46 adultos pela decisão de fortalecer sua caminhada cristã.
Dom
Dulcênio também dirigiu uma palavra de gratidão aos catequistas, sublinhando o
compromisso dedicado à formação dos crismandos. O bispo ressaltou a importância
dessa missão na vida da Igreja e parabenizou a comunidade pela caminhada
frutuosa de preparação para o Sacramento da Crisma.
Homilia
Dom
Dulcênio destacou que o cristão é chamado a receber e também a transmitir a
misericórdia de Deus. A partir do Evangelho de Mateus, ressaltou que a missão
da Igreja está ligada ao perdão, à reconciliação e à fraternidade.
“Creio
que a primeira ideia que temos de Deus seja a dos atributos do Seu amor - e,
portanto, da Sua misericórdia infinita, pela qual somos também corresponsabilizados. Na Liturgia da Palavra,
vemos a Igreja - e nós com ela - e a sua missão de pregoeira e ministra do
perdão divino. O poder que a Igreja possui não tem outra motivação senão a
distribuição do amor misericordioso de Cristo”, destacou.
O
bispo explicou que a correção fraterna deve ser guiada pela caridade e buscar
sempre a restauração dos vínculos. Como o Bom Pastor procura a ovelha perdida,
o cristão deve ir ao encontro de quem errou, promovendo a paz.
“Percebam
que essa busca incansável é no intuito de salvar quem nos ofendeu, promovendo a
fraternidade. Isso nos faz lembrar aquele significativo gesto do Bom Pastor,
que, deixando tudo, busca a ovelha rebelde que se perdeu até encontrá-la e
tratá-la com muito amor, como Jesus demonstrou pela parábola que antecede o
trecho do Evangelho deste domingo (cf. Mt 18,12-14; Lc 15,4-7)”, disse.
Dom
Dulcênio também enfatizou o Sacramento da Penitência como expressão da
misericórdia divina, destacando que a Igreja conduz os fiéis à conversão e ao
arrependimento. O pecado, sublinhou, gera divisões e afasta o ser humano de
Deus e dos irmãos.
“Se
o pecado, ao ingressar no mundo, causou a desordem, procurá-lo de alguma
maneira não deixa de promover situações caóticas, que nos separam de Deus e dos
irmãos, dividindo-nos; pois este é o modus operandi do diabo, o divisor. Logo,
"só a conversão do pecado é capaz de operar uma reconciliação profunda e
duradoura onde quer que a divisão tenha penetrado" (Ibidem)”, sublinhou.
Ao
concluir, o bispo convidou os fiéis a serem instrumentos de reconciliação
diante das divisões, do ódio e da violência. O perdão recebido de Deus deve se
transformar em testemunho de amor e concórdia.
“Confiantes, confortados e comprometidos com a misericórdia de
Deus, sejamos instrumentos de reconciliação para a concórdia para com todos.
Assim, seremos reconhecidos cristãos pelo testemunho do amor, tal como
preconizou Jesus (cf. Jo 13,35), em meio a tanto ódio, desavenças e violências
no mundo”, findou.
Por:
Ascom
Fotos: Pascom Paroquial
























