Na Celebração da Paixão, Dom Dulcênio lembra: “A Cruz, é o trono da graça onde podemos nos achegar…”

A celebração da Paixão, realizada na Catedral de Campina Grande, nesta Sexta feira santa (10), teve um tom especial, com o templo sem a presença dos fiéis, o silêncio que habitualmente se fazia nesta celebração, ganhou conotações mais fortes devido a pouquíssima quantidade de pessoas que estavam na catedral. Sendo apenas, o Bispo que presidiu a celebração, o Padre Luciano Guedes, o Padre Danilo César, o Diácono Permanente Ricardo, os seminaristas, músicos e os profissionais de imprensa.

A profunda celebração que remete à Paixão e Morte de Jesus, é marcada pela adoração à Santa Cruz, um dos símbolos máximos da fé católica, são os gestos nesta celebração que comunicam um sinal piedoso e devocional aos mistérios da salvação da humanidade.

E foi por esse olhar que o Bispo Diocesano de Campina Grande, Dom Dulcênio Fontes de Matos, falou sobre a graça que está na cruz: “Em tempo difícil, a Cruz, é o trono da graça onde podemos nos achegar abraçando confiantemente para recebermos a Misericórdia e Salvação que vem de Deus”. Destacou.

Ao abordar a cruz como uma máxima riqueza dos cristãos, o Bispo falou sobre o gesto dos braços abertos de Cristo, que caracteriza-se como um sinal de amor por toda humanidade: “Os braços abertos de Jesus na Cruz, significa o gesto do profundo amor por nós;  sintamos neste momento tão difícil que estamos passando, os braços abertos de Jesus nos acolhendo”. Discorreu.

Adiante em sua homilia, Dom Dulcênio tornou a dizer que a Santa Cruz, é o trono, um caminho para o serviço: “A Cruz se apresenta como trono, nela, Jesus dá a sua vida por amor. Dessa forma aponta aos seus discípulos o caminho do serviço. Quando Jesus é levado à morte, aparentemente vencido, o evangelista João o apresenta erguido e vitorioso”.

E sobre a cruz prosseguiu: “Do alto da Cruz, o Senhor nos chamou a amar até o extremo. Na solidariedade com todos em especial com os mais marginalizados, com aqueles requerem a nossa amizade, acolhemos o Reino de serviço que Jesus nos trouxe”.

Mirando a imagem de Nossa Senhora, Aquela que sofreu aos pés da Cruz, o Bispo direcionou uma mensagem de fé: “Sim, a exemplo da Mãe de Deus e nossa Mãe. Quando em seu coração, especialmente nesses dias que estamos vivenciando com o sofrimento de tantos irmãos, seja por medo do vírus COVID 19, seja por medo do futuro, seu emprego ameaçado, famílias desesperadas e com fome… Quando parecer tudo perdido, lembre-se de Maria ao pé da Cruz! Mesmo com a espada de dor no seu coração, ela permanece de pé, e o mais importante, cheia de fé!”

E por fim, concluiu encorajando e suplicando as bençãos de Deus pela intercessão de Nossa Senhora: “Não fiquemos desanimados, a morte não tem a última palavra, tenho certeza, que no coração de Maria Santíssima, a Ressurreição já estava acontecendo apesar da dor da morte de seu filho naquele momento. Mãe dolorosa, Mãe piedosa, Mãe amorosa olhai por nós nesses dias difíceis para o Brasil e o mundo, interceda Mãe a seu filho Jesus, nosso Deus e Salvador. Amém!”.

A continuidade do Tríduo Pascal se dá neste sábado com a celebração da Vigília de Páscoa, às 19h30 com transmissão das Redes Sociais da Diocese, da Catedral, além da Tv Itararé, canal 18.1.

Por: Ascom
Fotos: Joaquim Urtiga

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