Igreja da Santíssima Trindade, no bairro do Catolé, é Dedicada

Denominamos igreja a casa santa e bela, ornada pelos homens para sinal peculiar da Igreja que peregrina rumo aos céus”.
Disse Dom Dulcênio na Dedicação da Igreja da Santíssima Trindade.

Na noite deste sábado (19) a Paróquia da Santíssima Trindade, no bairro do Catolé, vivenciou um momento ímpar em sua história: a Igreja Matriz foi Dedicada Solenemente em celebração presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos. Com a presença do Provincial da Congregação dos Passionistas, o Padre Leudes Aparecido de Paula, bem como, do Padre Leonildo dos Santos e demais padres passionistas, além de Diáconos Diocesanos, o Padre José Vanildo e os seminaristas, que ajudaram na Missa com o Rito de Dedicação.

A missa foi transmitida pelas redes sociais da Paróquia e a Igreja Matriz acolheu uma boa quantidade de fiéis que fizeram agendamento prévio, respeitando os limites de distanciamento social, mantendo os demais cuidados sanitários, uso de máscara e higienização com álcool em gel.

Celebrando os 30 anos de missão na Diocese de Campina Grande, os Passionistas, além de festejarem este momento, renderam graças a Deus pela Dedicação da Igreja Matriz, que ocorreu também, para celebrar as reformas empreendidas naquele templo.

Uma noite de alegria e de reflexão trazida pelo Bispo, que em sua homilia discorreu sobre o chamado inconfundível do Senhor, Àquele que conhece as fraquezas do homem, entretanto, não desiste sequer da sua criatura:

“O Senhor conhece-nos inteiramente, inclusive, quais as nossas limitações e deficiências. Ele nos conhece, nos ama e nos chama. Com nossos defeitos, com as nossas infidelidades, Ele nos chama para estarmos com Ele, mesmo com muita gente mais capacitada e mais santa do que nós. Em sua providência, o Senhor nos quer. Ao atendê-lo, Ele nos capacita, nos forma, nos molda. Atendendo-O, adentramos na escola de conversão, de volta para Ele. Só com esta pedagogia, somos denominados “operários de sua vinha”. Disse.

Meditando na liturgia deste XXV Domingo do Tempo Comum, Dom Dulcênio, explicava que Jesus chama-nos para a sua vinha e se coloca como um patrão que está à procura de trabalhadores; nesse sentido refletia o Bispo, acerca das condições em que se encontra o homem no instante em que o Senhor o chama:

“Quantas vezes estamos desocupados, inertes na ação da lavoura divina, nas praças da vida? Ele nos vem e nos invita: “Ide também vós para a minha vinha! E eu vos pagarei o que for justo”. E qual será o nosso justo pagamento? A resposta é simples: a mesma recompensa dada a quem primariamente foi chamado. É claro que esta moeda de prata é simbólica; receberemos o valioso céu, não como um direito, mas como uma imensa honra de trabalhar em tal ocupação, mesmo com os desafios e perseguições”. Discorreu.

Adiante, Dom Dulcênio pôs-se a falar sobre o significado da Dedicação de um Templo e da Consagração de um Altar, explicando que a Igreja peregrina é um sinal que prefigura a Igreja celeste, e que o rito de Dedicação é um convite a meditar ao esplendor da glória de Deus.

“Denominamos igreja a casa santa e bela, ornada pelos homens para sinal peculiar da Igreja que peregrina rumo aos céus e imagem da habitação eterna de Deus, nosso Pai, onde seremos eternamente congregados para, com Cristo, correinarmos. É por isto que, hoje, solenemente, aqui nos reunimos: para consagrar ao culto divino as paredes e o altar deste templo. Consagrado todo o edifício, aqui os fiéis se encontrarão com o Senhor e com os irmãos que, consigo, buscam resplandecer no altar das suas vidas, a santidade do próprio Cristo como imolação agradável a Deus. Esta casa será, para todo o sempre, lugar de comunhão, de concórdia, de regeneração, de amor e de paz”. Explicou.

Ao destacar a importância do Altar, o Bispo explicou a sacralidade do local, visto que é no Altar que acontece a atualização do Sacrifício de Cristo, que por sua morte e ressurreição, tornou-se o verdadeiro e perfeito Templo da Nova Aliança.

“Por sua morte e ressurreição, reuniu Seu povo, Sua Igreja, como pedras vivas e escolhidas, lavradas pelo dom de Sua graça. Seja, portanto, o nosso interior resplandecente da Sua presença, e que, por nós, outros se encontrem com Deus, numa experiência marcante de vida”. Comentou.

A Igreja Matriz foi solenemente Dedicada com a entronização da Relíquia de São Paulo da Cruz, posta no Altar. Com esta Dedicação, a Paróquia passou a se chamar, Paróquia da Santíssima Trindade e São Paulo da Cruz.

A Dedicação do Templo e a Consagração do Altar

A dedicação de Igrejas é um rito muito antigo, convém que seja dedicada ao Senhor a modo solene tudo o que esteja no Templo, fonte batismal, cruz, imagens, órgão, sinos, estações da “via-sacra”, deve considerar-se abençoado e erigido com o próprio rito da dedicação, não sendo precisa nova bênção ou ereção.  Convém que se mantenha a tradição da Liturgia Romana de encerrar sob o altar relíquias dos Mártires ou de outros Santos.

No seu sentido etimológico, o verbo “dedicar” significa “proclamar solenemente”. “Dedicar” quer dizer destinar, atribuir, oferecer, inaugurar. Dedicar e Consagrar a Igreja é reconhecer confiantes este desígnio e amor de Deus Pai, Filho e Espírito Santo para conosco, e que ele age e é presente na História por meio de sua Igreja.

A Paróquia da Santíssima Trindade e São Paulo da Cruz

A Paróquia Santíssima Trindade e São Paulo da Cruz existe há 11 anos, sendo administrada pela Congregação da Paixão de Jesus Cristo (Passionista) e constituída pelas comunidades Trindade, São José, Santa Terezinha e Nossa Senhora de Aparecida.

Administrada pela Congregação Passionista, a paróquia nasceu a partir do desmembramento das paróquias Sagrado Coração de Jesus no Catolé e São José, no José Pinheiro.

Ela foi transformada em área pastoral no dia 22 de abril de 2007, e elevada à categoria de paróquia no dia 13 de dezembro de 2009. A Ereção Canônica se deu por meio do bispo dom Jaime Vieira Rocha. Neste 19 de Setembro de 2020 aconteceu a Dedicação da Igreja Matriz e a inclusão do nome de São Paulo da Cruz.

Por: Ascom, com informações sobre o histórico da Paróquia, Severino Lopes.
Fotos: Joaquim Urtiga.

 

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