Francisco de Assis: Um homem dos nossos dias!

Francisco de Assis é lembrado em todo o mundo como Patrono da Ecologia, Amigo dos pobres e Arauto da paz. Três temas tão atuais. Por isso, voltar à experiência existencial de Francisco, certamente, derramará luzes sobre esta realidade tão sufocante do tempo contemporâneo.

Inconformado com a vida burguesa que vivia, Francisco procurou refugiar-se na natureza, em grutas, capelas abandonadas da Região da Úmbria para encontrar o que o mundo estava tirando de sua vida. Refletindo sobre os dois livros divinos: a Natureza e a Bíblia, ele reformulou sua vida e fez escola, atraindo multidões como seguidores. Da natureza, ele compreendeu que ela é mãe e precisa ser amada, cuidada e protegida. O carinho que se deve ter com a natureza é o reconhecimento de que o homem é parte dela. Amá-la é amar a si mesmo. Da Bíblia, ele colheu o ensinamento de Jesus Cristo e procurou vivê-lo em Fraternidade: ser irmão para ele era o essencial. Entendeu que tudo e todos são irmãos. A relação fraterna com todos e com tudo gera um clima novo de respeito, interdependência e cumplicidade, que cria o reino de amor e paz.

O espírito que movia Francisco o inspirava a compreender as coisas de um modo originário: todos são parte da natureza. Viver imbuído desse espírito é inovador e ético. Todos devem cuidar de todos. Os pobres e ricos têm os mesmos direitos e precisam ter as mesmas oportunidades para viver com dignidade. A luz do sol brilha para todos. O amor de Jesus Cristo é para todos! A criação é de todos. Cuidar dos necessitados é amar a si mesmo. Do mesmo modo que cuidar da floresta, dos animais, das águas, do ar, da terra, cuidar da vida e de todo ser humano tem a mesma importância na ótica de Francisco.

Não adianta desejar a paz, se não se cuida da natureza, do ser humano, especialmente do pobre. O pobre significa o apelo mais veemente para se trabalhar pela ecologia humana. Foi por isto que Francisco se fez pobre para cuidar dos pobres, se fez irmão da natureza para defendê-la e harmonizado com tudo e com todos, fez-se cantor da paz. Não quis competir com ninguém, apenas quis ser irmão de todos.

Hoje, o mundo precisa olhar para Francisco e aprender com ele a proteger os rios, as plantas, o ar, a terra, os animais e, sobretudo, a vida humana. Sua proposta é tão simples: fazer-se irmão, próximo, servidor, promotor do bem, da caridade, da verdade e da paz.

Que nestas eleições, todos os brasileiros num grande ato de cidadania pensem no bem comum e escolham representantes capazes de cuidar do Brasil, dos brasileiros, da sua riqueza, da natureza, da educação, do desenvolvimento, dos valores humanos, éticos e religiosos, como patrimônio de todos e não de uma minoria.

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