Dom Dulcênio preside Missa de trigésimo dia de Dom Mário Sivieri

Na noite dessa sexta-feira (03), Dom Dulcênio Fontes de Matos presidiu a Santa Missa de trigésimo dia em sufrágio da alma de Dom Mário Sivieri. A Missa foi realizada na Catedral de Propriá em Sergipe, e foi concelebrada pelo Bispo Diocesano de Propriá, Dom Vitor Agnaldo Menezes e pelos padres da diocese local contando com o apoio dos seminaristas.

Na assembleia, uma pequena quantidade de fiéis nos bancos da Catedral e inúmeras fotos das famílias que não puderam se fazer presentes. Pelas redes sociais e pela rádio Propriá FM, o povo se fez unido em oração e também rezou a Missa que marcou um mês da Páscoa de Dom Mário Sivieri.

O Bispo de Campina Grande, Dom Dulcênio, fez questão de estar presente neste momento de fé, uma vez que, Dom Mário foi um amigo importante na sua caminhada de fé e de igreja; na história vocacional de Dom Dulcênio, Dom Mário teve uma participação direta. “Dom Mário representou e representa muito na minha vida!”. Disse Dom Dulcênio.

Neste dia 03, a memória litúrgica que a Igreja fez menção, foi a de São Tomé, Apóstolo do Senhor, e ao falar da história de Tomé, Dom Dulcênio se pôs a refletir sobre a santidade de vida, possível a todos os cristãos. Destacou também, o lapso ou a crise que Tomé teve referente a fé, porém sua crença em Jesus, o tornou fiel:

“Meu Senhor e meu Deus!’’. Este curtíssimo credo definirá para sempre o agir deste homem que, na imitação do seu Senhor e Deus, vai às últimas consequências do empenhar a vida em prol do Evangelho, chegando ao ponto de, intrepidamente, derramar o próprio sangue”. Falou Dom Dulcênio.

A coesa pregação de Dom Dulcênio, trouxe à tona o grande exemplo de vida de Dom Mário. Citando algumas características de São Tomé, o Bispo de Campina Grande também as viu em Dom Mário e não hesitou em testemunhá-las.

“Dom Mário subiu do declive da crise quando descobriu a espiritualidade do movimento dos Folcolares. A partir desta guinada, não apenas redescobriu o sempre novo brilho missionário, como resplandecia aos outros este amor, como se utilizasse do credo de sua redescoberta para que outros também dissessem: “Meu Senhor e meu Deus!”. Testemunhou.

Concluindo sua homilia, Dom Dulcênio falou sobre o legado de Dom Mário e pediu que todos o copiassem na busca pelo céu: “A biografia de Dom Mário, servo de Deus e de todos (tal como o designou o seu lema episcopal), muito tem haver conosco, como também com São Tomé, em cujo dia foi ordenado sacerdote na cidade eterna (em Roma), no ano de 1966, pelo Papa São Paulo VI. Dom Mário muito ansiou o céu, copiemos-lhe igualmente nisto!”. Findou.

Dom Dulcênio fez questão de mostrar a assembleia sua cruz peitoral, um presente dado por Dom Mário. Para ter acesso a Missa de trigésimo dia de Dom Mário, clique aqui .

Por ascom
fotos: Print da transmissão

Dom Mário Rino Sivieri

Dom Mario Rino Sivieri nasceu no dia 15 de Abril de 1942, em Castelmassa (Itália), tinha 78 anos de idade. Era filho de Osvaldo Sivieri e Natalina Mazzetto. Foi ordenado presbítero no dia 03 de julho de 1966 pelo Papa Paulo VI. Chegou em missão a Lagarto, diocese de Estância, em 15 de maio de 1968, onde atuou durante 29 anos. Neste período esteve à frente Campanha Nacional de Escolas Comunitárias (CNEC), ajudou na fundação da Fazenda Esperança presente hoje em várias partes do Brasil e no mundo.

No dia 18 de março de 1997 foi nomeado o 3º Bispo Diocesano de Propriá e foi ordenado no dia 25 de maio, tomou posse na Catedral de Propriá no dia 15 de junho seguinte. Assumiu como lema episcopal OMNIUM SERVUS (Servo de todos). Continuou sua missão junto à juventude envolvida com drogas e sempre solidários às lutas camponesas, quilombolas e indígenas.

No dia 12 dezembro de 2016 foi homenageado pela Assembléia Legislativa de Aracaju e recebeu a Medalha de Direitos Humanos, “Dom José Vicente Távora” em reconhecimento pela sua dedicação a serviço da vida dos mais pobres, principalmente da juventude. Ele, humildemente, sempre reconheceu que as homenagens recebidas tinham sempre caráter coletivo, porque sempre esteve acompanhado de outras pessoas nas atividades. Faleceu na tarde do dia 03 de junho de 2020, no hospital São Lucas, em Aracaju/SE. Ele está sepultado na Catedral de Propriá.

 

 

 

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