Dom Delson pede oração pelo país na missa de Corpus Christi

“Que o milagre da multiplicação dos pães aconteça pela divisão os impostos de todos os brasileiros”

Nesta quinta-feira, 26 de maio, a Igreja Católica celebrou o Corpo de Cristo, na solenidade de Corpus Christi. O Bispo de Campina Grande, Dom Manoel Delson, presidiu Santa Missa na Catedral de Nossa Senhora da Conceição. “A Eucaristia é um dom gratuito do Senhor para nós. Ele entra na nossa vida para nos fortalecer”. Durante a homilia, Dom Delson fez uma reflexão acerca da atual situação do país, convidando os fieis a rezarem pela nação. Após a Missa, Bispo, Padres, seminaristas e milhares de fieis seguiram pelas ruas do centro da cidade na tradicional procissão.

“A Eucaristia é alimente daqueles que caminham, e nós somos peregrinos nessa vida, que é como um deserto. E nós estamos atravessando este deserto. Nessa travessia nos sentimos frágeis, fome, sede, solidão, angustia e precisamos de um alimento que restabeleça a nossas energias para que sigamos este caminho com fé, com esperança e com amor”, refletiu Dom Delson durante a homilia.

Em unidade com as demais Dioceses do Regional Nordeste 2 da CNBB, o Bispo de Campina Grande convocou os fieis a rezarem pelo Brasil. “Queremos, diante do Senhor, pedir pelo nosso país. Sabemos que, para os homens, muitas coisas são impossíveis, mas para Deus tudo é possível. É possível um pais melhor, de todos, mais justo, com politicas públicas sociais que atendam as necessidades de toda população. Que os frutos do suor de todos os brasileiros, os impostos, retornem para o povo em serviços e benefícios”.

Confira as fotos da Missa e Procissão

E continuou, alertando a responsabilidade individual e coletiva para um Brasil mais justo. “Rezemos pedindo a Deus que olhe pelo nosso país, e nos ajude a construir um país justo, com recursos para todos. É o nosso pedido diante de Deus Eucarístico, pedido de um tempo novo, de mais compromisso, de mais seriedade… e que isso comece nas pequenas coisas, nas nossas ações diárias, para que essa cultura da corrupção seja varrida de nossa sociedade. A ideia do tirar proveito, do se dar bem, tirar vantagem particular em cima do que é de todos. O público é sagrado e precisa ser defendido, protegido”.

Dom Delson concluiu sua homilia defendendo a educação para consciência social. “Estamos longe, nessa nossa jovem democracia, de entender que cada centavo gasto para o bem do povo ele se multiplica. Que cada centavo desviado para o bolso dos corruptos, se tornará carências e problemas para o povo. Rezemos, então, porque para Deus nada é impossível. Que o milagre da multiplicação dos pães aconteça pela divisão dos impostos de todos os brasileiros”.

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