Dom Manoel Delson e Romero Rodrigues. Foto: George Pacífico

Diocese firma parceria com a Prefeitura para combater Aedes Aegypti

A diocese de Campina Grande firmou parceria com a Prefeitura Municipal para colaborar com a campanha contra o mosquito Aedes Aegypti. Todas as Igrejas da cidade receberão material educativo sobre o combate ao mosquito transmissor da dengue, febre chikungunya e zica. A campanha será intensificada nas Missas, celebrações e nas mídias da diocese. Para dom Manoel Delson, esta é uma causa de todos os cidadãos. “Não só a Igreja Católica, mas todas as Igrejas e demais organizações precisam abraçar esta causa. É questão de saúde pública”, declarou.

Os dados alarmantes de casos de dengue, febre chikungunya e zica (provável causadora da microcefalia em bebês) preocupa o poder público, que clama à população colaboração na destruição dos focos do mosquito. Segundo levantamento feito pela Prefeitura local, dos focos do mosquito encontrados pelas equipes de combate a endemias, 80% deles estão dentro de residências. “Embora a prefeitura esteja empenhada neste combate ao mosquito com o larvicida, visitando as casas, espaços públicos e terrenos, é preciso que a população se conscientize que é um trabalho permanente e de responsabilidade de todos. Então o apoio da Igreja nesta campanha é imprescindível, pois nos ajudará na multiplicação deste apelo”, explicou o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues.

Os panfletos disponibilizados pela prefeitura serão entregues nas Igrejas e o aviso reforçado durante as celebrações. A diocese também colocou suas mídias à disposição para que a mensagem chegue a todos e por todos os canais. “Queremos colaborar, estender a mão à Prefeitura visando o bem da população, que padece com estas doenças. A dengue, que pode levar à morte, a chikungunya, que pode deixar sequelas físicas, e agora a zica, que pode ser a causadora da microcefalia e vem assustando a todos, especialmente a nós aqui da região Nordeste. É uma causa urgente e que precisa ser levada a sério”, refletiu dom Manoel Delson.

SOBRE O AEDS AEGYPTI

aedes-aegypti-5O mosquito é caracterizado por suas listras brancas ao longo do corpo e das pernas. O ciclo do Aedes aegypti é composto por quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto. As larvas se desenvolvem em água parada, limpa ou suja (seja numa piscina abandonada ou em uma tampinha de garrafa). Na fase do acasalamento, em que as fêmeas precisam de sangue para garantir o desenvolvimento dos ovos, ocorre a transmissão da doença.

O seu controle é difícil, por ser muito versátil na escolha dos criadouros onde deposita seus ovos, que são extremamente resistentes, podendo sobreviver vários meses até que a chegada de água propicia a incubação. Uma vez imersos, os ovos desenvolvem-se rapidamente em larvas, que dão origem às pupas, das quais surge o adulto.

O único modo possível de evitar a transmissão da dengue é a eliminação do mosquito transmissor. 
A melhor forma de se evitar a dengue é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença.

DOENÇAS

Dengue
Além de ser a mais comum no Brasil, é também a mais grave entre as três patologias. Com curso de aproximadamente sete dias, pode causar febre alta, dores de cabeça, principalmente atrás dos olhos, dores no corpo, fraqueza, prostração, manchas e coceira na pele. Nos quadros mais graves podem ocorrer fenômenos hemorrágicos. Em casos extremos a dengue pode levar ao óbito, por choque, ou hemorragia.

Febre chikungunya
Ela pode ser transmitida, também, peloAedes albopictus, mosquito presente na área rural. O sintoma mais característico, além dos que são comuns à dengue, é a dor intensa nas articulações. De acordo com a professora, a dor pode durar semanas, ou em casos mais graves tornar-se crônica. A chikungunya é menos grave que a dengue, no entanto em cerca de 20% dos casos as dores podem persistir por anos. Isso causa uma dificuldade de movimentação, o que tem grande impacto na vida da pessoa.

Zika
Por sua vez, esta é a que apresenta, na maioria das vezes, o quadro mais brando. Os sintomas, semelhantes aos da dengue e da chikungunya, duram em torno de cinco a sete dias. O problema é que a zica vem sendo apontada como a causadora da Microcefalia em fetos. O número de casos vem crescendo assustadoramente na região Nordeste. A doença é uma condição rara em que o bebê nasce com o crânio do tamanho menor do que o normal, apresentando perímetro igual ou menor a 33 centímetros. Crianças que nascem com essa má formação podem ter complicações no desenvolvimento da fala, motora e até quadros de convulsão.

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