Diocese de Campina Grande completa 71 anos Criação

Nos 71 anos da Diocese, Dom Dulcênio fala sobre a missão desta Igreja Particular, agradece ao legado de seus antecessores e ao povo, e pede ânimo para os tempos difíceis.

Neste dia 14 de maio a Diocese de Campina Grande completou mais um ano de criação, chegando aos 71 anos de missão no planalto da Borborema. Para comemorar este momento o Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, presidiu a Santa Missa na Catedral de Nossa Senhora da Conceição ao meio dia e concedeu a Benção Apostólica com Indulgência Plenária.

Diferentemente de anos anteriores, devido à pandemia, a Missa foi celebrada à portas fechadas e contou com uma pequena equipe litúrgica, tendo a concelebração do Vigário Geral, o Padre Luciano, a assistência  do Diácono Ricardo Soares e o auxilio dos seminaristas. A celebração foi transmitida pelas redes sociais e pela Rádio Caturité.

A Homilia

Neste dia também, a Igreja celebra a festa litúrgica de São Matias, Apóstolo que ocupou o lugar de Judas Iscariotes. Nesse sentido, o Bispo introduziu sua homilia falando sobre a eleição do apóstolo e a missão da igreja que se estende até os dias atuais:

“A eleição de Matias manifesta o desígnio de Deus de que a Igreja de Cristo tenha por fundamento “Doze Colunas”, o Colégio Apostólico. Os doze foram sucedidos, e hoje somos mais de cinco mil e quinhentos bispos no mundo, sucessores dos Apóstolos. Jesus chamou os seus discípulos para que partilhassem com Ele o seu cálice, isto é, a sua vida e a sua missão. Missão que aqui em terras da Borborema se solidificou como Diocese há setenta e um anos passados”. Disse o Bispo.

Adiante, Dom Dulcênio falou da preparação da Diocese para a celebração do Jubileu dos 75 anos que acontece em 2024, que começa desde então com a execução do Plano Pastoral (2019-2023) alicerçado no Pão Eucarístico, na Palavra, na Caridade e na Missão, apontando para as virtudes teologais: fé, esperança e caridade.

Reservou parte da sua homilia para um justo agradecimento aos clérigos e todo o povo de Deus que ajudaram na missão desta igreja ao longo dessas décadas:

“Não podemos esquecer do grande número de pessoas que se doaram inteira e incessantemente para a vida de nossa Diocese: Bispos, Sacerdotes, Religiosos(as), Catequistas, Agentes de pastoral, leigos e leigas, enfim homens e mulheres que impulsionados pelo Espirito Santo encarnaram o Evangelho em suas vidas e construíram as belíssimas páginas de nossa história. Assim, assumimos uma atitude de reverência e agradecimento àqueles que construíram e prepararam o nosso presente através de sua existência”. Agradeceu Dom Dulcênio.

Refletindo sobre este tempo difícil de luta contra o novo coronavírus, Dom Dulcênio lembrou da Padroeira desta Diocese, Nossa Senhora da Conceição. Foi recorrendo a intercessão da Virgem Maria que o Bispo pediu ânimo e se solidarizou com todos os que perderam seus entes queridos:

“Sobre este momento, recorramos a Virgem da Conceição, Mãe de Deus, e nossa mãe. Ela que muito sofreu mais do que nós sofremos. A Virgem das Dores é a Virgem do Silêncio. Quando Deus silencia, Maria espera. Quando Deus silencia, Maria confia, ainda que com o peito retalhado de dor, (como muitas famílias se encontram neste momento com a morte dos seus entes, com as preocupações que envolvem a humanidade, especialmente os pobres). Não desanimemos! Nós temos uma Mãe que intercede a seu Filho Jesus e nosso salvador”. Refletiu o Bispo.


A Preparação para o Jubileu e o Ano Pastoral da Fé

Desde a última Assembleia Diocesana, ocorrida em novembro de 2019, o Plano Diocesano Pastoral foi preparado para a Caminhada Diocesana até 2023. Pautando-se nos eixos propostos pelas Diretrizes da Ação Evangelizadora, Pão, Palavra, Caridade e Missão, a Diocese dedicará a cada ano um eixo temático, ficando a cargo de comissões diocesanas que irão desenvolver com ações o ano pastoral, tudo em vista do jubileu dos 75 anos de criação da Diocese de Campina Grande que será em 2024.

Ficando assim, portanto:
➡ 2020 Ano da Fé – Pão e Caridade – Liturgia, Espiritualidade e Formação Sacramental (Comissão de Liturgia);
➡ 2021 Ano da Esperança – Palavra – Iniciação à Vida Cristã e animação Bíblica da vida e da Pastoral (Animação Bíblico-Catequética);
➡ 2022 Ano da Caridade – Caridade – Serviço à vida Plena (Vicariato para a Caridade, Justiça e Paz);
➡ 2023 Ano da Missão – Ação Missionária – Estado permanente de missão (Comissão da Ação Missionária).

A Comissão Diocesana de Liturgia objetiva para este Ano Pastoral da Fé promover a espiritualidade eucarística como a principal fonte do espírito cristão, reanimando a vida litúrgica das paróquias e comunidades (através do novo Diretório Diocesano dos Sacramentos) e apresentando a experiência de amor manifestado no Mistério da Eucaristia como fundamento de todo e qualquer ato de caridade da Igreja.

Neste ano da Fé, dentro do que fora proposto, já houve a apresentação do Diretório dos Sacramentos, lançado na Missa dos Santos Óleos ocorrida no último dia 9 de abril. Para este ano estavam previstos, o Congresso e Estudo do mesmo Diretório, o Tríduo para Corpus Christi, a Semana Bíblica e o Simpósio de Teologia. Porém, como atravessamos um período pandêmico, tudo fica a cargo das orientações e decisões do Bispo.


A história da Diocese

Criada em 14 de maio de 1949, pelo Papa Pio XII, o território eclesiástico que compreende a Diocese de Campina Grande foi desmembrado da Arquidiocese da Paraíba, por meio da Bula, “Supremum Universi” do Papa Pio XII.

A diocese está entre as cinco dioceses da Província Eclesiástica da Paraíba, sendo a terceira mais antiga. A Arquidiocese da Paraíba com sede em João Pessoa – criada em 1892; a Diocese de Cajazeiras, criada em 1914; a Diocese de Patos, criada em 1959 e a Diocese de Guarabira criada em 1980.

O primeiro bispo diocesano foi Dom Frei Anselmo Pietrulla, vindo da Prelazia de Santarém, no Pará, tomando posse no dia 13 de novembro de 1949, um dia após a instalação da diocese. Seu tempo de pastoreio encerrou-se em 1955, quando foi transferido para a Diocese de Tubarão (Santa Catarina), onde morreu como bispo emérito em 25 de Maio de 1992.

Além de Dom Anselmo, mais sete bispos foram responsáveis por conduzir o trabalho pastoral na referida diocese, contabilizando nestas sete décadas, oito bispos diocesanos: Dom Otávio Barbosa Aguiar, 1956 – 1962; Dom Manuel Pereira da Costa, 1962 -1981; Dom Luís Gonzaga Fernandes, 1981 – 2001; Dom Matias Patrício de Macêdo, 2001- 2003; Dom Jaime Vieira Rocha, 2005 – 2011; Dom Frei Manoel Delson Pedreira da Cruz, OFMCap, 2012 – 2017; e Dom Dulcênio Fontes de Matos, atual bispo diocesano.

Atualmente a Diocese de Campina Grande é composta por 68 paróquias incluindo santuários e áreas pastorais, distribuídas em 11 Foranias. Na sede diocesana, na cidade de Campina Grande são 26 paróquias. A área territorial da Diocese abrange 61 municípios. O clero diocesano é composto por 94 padres diocesanos em média 30 padres do clero religioso, além de 24 diáconos, sendo 2 provisórios e 22 permanentes.

Por: Ascom
Fotos: Rafael Augusto

 

Adicionar Comentário

Clique aqui para postar seu comentário

Assine a nossa newsletter

Junte-se à nossa lista de correspondência para receber as últimas notícias e atualizações de nossa equipe.



You have Successfully Subscribed!

Share This